Blog do Birner

Chegada de Drogba é mais fácil com Andrés na direção; R. de Andrade recusa

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De Vitor Birner

Após enfraquecimento petista

Andrés Sanchez quer o futebol do Corinthians. O cartola, após o partido no qual milita fora do clube perder força na política, alterou a convicção de não ter cargos no clube.

O silêncio diante da iniciativa de opositores tentarem impeachment de Roberto de Andrade foi parte da estratégia e descontentamento com a atual gestão.

Sabe que o presidente necessitará apoio para se manter no cargo, pois a decisão no conselho e a influência que os integrantes do órgão irão exercer nos sócios serão, acima de técnicas, políticas.  O link explica o que há nos bastidores do clube,

https://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2016/12/15/andres-quer-dirigir-o-futebol-do-corinthians-a-politica-ferve-no-clube/

Alteração em toda a diretoria

Roberto de Andrade recusou e o deputado decidiu ser mais contundente. Sugeriu ao presidente, que foi internado ano passado para tratar de problema cardíaco, se licenciar e cuidar da saúde.

A resposta positiva faria André Luiz de Oliveira, vice-presidente e braço direito de Andrés Sanchez,  ocupar o cargo de principal mandatário do Alvinegro e formar a diretoria tal qual quer o líder político dessa movimentação contra o principal gestor do clube.

Contratação de impacto para marcar gestão    

A chegada de Drogba seria a ação inicial da diretoria com Andrés Sanchez como nome mais forte do futebol e Luis Paulo Rosenberg no marketing, se .

Seria uma reedição da estratégia bem-sucedida nas partes econômica e esportiva implementada com Ronaldo,  e frustrada na contratação de Alexandre Pato.

O ex-jogador impulsionou o marketing do clube, potencializou os ganhos da agremiação e é o marco da alteração no perfil do torcedor, de povão para o elitizado,  de parte de quem frequenta a arquibancada.

A contratação geraria impacto positivo com a torcida.

Rapidamente muitos afirmariam que com antigos cartolas atualmente fora da diretoria o time retomaria os êxitos dentro dos gramados. O apoio da arquibancada facilitaria a gestão, além de talvez tornar mais branda a temperatura política nos bastidores.

Fazer oposição quando a torcida apoia quem ocupa o poder é missão para os de 'estômago forte', ouvidos quase surdos, generosidade para manter a paz que serve de escudo contra a a própria raiva e a contaminação que distribui no organismo. É comum os cartolas afirmarem que o cargo os envelheceu.

As atuais críticas à gestão, que soam como exigência de fortalecimento das finanças e do elenco, são consideradas construtivas, mas se os resultados nos gramados fossem positivos, automaticamente seriam avaliadas como 'cornetagem' por esses mesmos que engordam o coro dos incomodados com o momento da agremiação.

A recusa dificulta a empreitada

Roberto de Andrade afirmou que cumprirá o mandato. Recusou, de novo, atender a exigência do ex-colega de chapa eleitoral.

Andrés tinha convicção que o momento político do clube faria o presidente ceder. Havia preparado o terreno para gerir a agremiação.

Soube da insatisfação de Drogba no Impact de Montreal por intermédio do empresário André Campoy. Foi ao Kia Joorabchian, são próximos desde quando o cartola forçou a barra e conseguiu colocar a MSI no clube, que conhece os bastidores do futebol, para pedir auxílio na contratação.

O iraniano mora em Londres e é consultor e administrador do fundo de gerenciamento de carreiras dos atletas.

Conseguiu convencer o Chelsea a ter Alexandre Pato, por empréstimo, com Gus Hiddinck, então treinador dos 'blues', rejeitando a contratação.

Kia tem ligação com as carreiras de David Luiz, Oscar, Ramires e Willian, que atuam ou atuaram em Stamford Bridge.

Foi quem indicou Paulinho para o City, é influente, poderia facilitar para o marfinense aceitar a proposta que nem o atleta sabia existir enquanto, aqui, afirmaram que estava em andamento e havia grande possibilidade do êxito na empreitada.

Ninguém mentiu. A negociação foi diretamente com o representante do jogador.

Tinha apoio do agente mais conhecido em nosso país, haveria comissão para os intermediários e era viável o acerto, desde que o centroavante topasse morar no país. Como o Roberto de Andrade mantém a convicção de continuar no cargo e negar as 'sugestões do deputado, a possibilidade de o atleta ser contratado diminui.

Pode ser concretizada, apesar de a possibilidade ser menor, porque o mandatário gostou e quer por si a concretização,e há interessados nas comissões que o clube terá de bancar;

Outro ponto: talvez seja cedo para garantir que o presidente permanecerá firme no desdém das ofertas de apoio político em troca de cargos para conseguir se manter na gestão.

A contratação de Drogba ou de alguém renomado e capaz de elevar a auto-estima da torcida é trunfo. .

Apenas para confirmar

O atleta joga na agremiação do Canadá, mas o empresário de jogadores André Campoy, após pedido de Andrés, participa das negociações.

O agente afirmou que, se a contratação de Drogba for frustrada, o clube tentará outro atleta renomado. Em suma, ex-presidente insistirá em gerir o futebol antes de terminar o atual mandato do presidente.

O ex-superintendente de marketing Gustavo Herbetta tenta convencer Roberto de Andrade a aceitar. Renunciou na semana retrasada; Havia sido indicado por Andrés Sanchez para tocar a negociação dos 'naming rights', não obteve êxito,  da Arena em Itaquera.

Foi à Inglaterra tentar contratar o centroavante.

Referenda as reclamações de antecessores

Flavio Adauto, que ocupa o cargo mais alto na hierarquia do futebol da agremiação, sequer sabia dos detalhes da negociação. Por isso em algumas entrevistas recentes afirmou que nada havia em andamento.

Edu Ferreira, diretor antes do atual, renunciou e disse que o fez porque soube pela imprensa que Roberto de Andrade contratou Oswaldo de Oliveira.

Questões políticas redundaram na saída do ex-diretor, foi orientado a renunciar, isolou mais o mandatário e após dois meses Andrés Sanchez ofereceu o apoio em troca do que citei no post, mas Edu Ferreira realmente foi ignorado na escolha do técnico que recebeu o bilhete azul no final do torneio de pontos corridos.

O presidente é criticado por antigos situacionistas e pelos opositores porque toma decisões e sequer debate os temas.

Antes da nomeação de quem ocupa a diretoria de futebol alguns cartolas foram chamados; Por conjunturas políticas e pelo que alguns chamam de perfil centralizador de Roberto Andrade,  preferiram negar o convite ao cargo mais almejado após o do maior mandatário da agremiação.

https://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2016/11/08/entenda-por-que-os-politicos-do-corinthians-estao-contra-roberto-de-andrade/

Urgente compor

O impeachment tende a ganhar força, se o presidente mantiver a postura e a recusa de fazer política, oferecer cargos, ou pedir licença.

Nesse rumo serão necessários grandes resultados favoráveis no futebol, talvez as soluções para as finanças, se quiser encerrar o mandato e tocar a gestão em paz.

Contundente

As fontes são incapazes de afirmarem o que motiva Roberto de Andrade a manter as convicções. Deduzo que, ou confia plenamente na própria administração e nos métodos implementados, ou é motivado porque recebeu a herança difícil de ser gerida e criada em parte por quem hoje quer ser diretor de futebol.

Tem, como maior poder de barganha, a hipótese de chutar o balde.

Andrés Sanchez perdeu força nos associados, são ps eleitores que cotam em conselheiros e presidente, e sabe que o atual cenário aumenta a possibilidade dos opositores conseguirem ganhar o pleito. Basta dizer após o impeachment como avalia que surgiram as dificuldades para administrar e provavelmente decidirá o ganhador no pleito da agremiação.

Pode investir na possibilidade do Andrés recuar diante disso e oferecer apoio para que cumpra o prazo determinado pelo estatuto.

A lógica política nacional recomendaria para ambas as partes cedessem, agregarem forças.

A tendência é o verão no país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a que grandes empresas e muitos populares estragam, ser quente no mormaço dos bastidores do Parque São Jorge.