Blog do Birner

Saiba por que Cuca pediu a contratação de Diego Souza
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De Vitor Birner

O encaixe fácil

Tite avaliou Diego Souza com a melhor opção para substituir Gabriel Jesus na seleção. Cuca tem percepção igual no Alviverde.

Há razões técnicas e táticas para solicitar ao Alexandre Mattos a contratação.

O treinador quer alguém capaz de atuar dentro da área e também se movimentar fora dela. Pretende implementar a dinâmica que confunde quase todos os sistemas de marcação e garantiu a última conquista nos pontos corridos.

É similar a de Tite na seleção.

O centroavante de área, porque se mexe menos, torna mais previsível a criação, diminui o repertório, e principalmente dificulta para o técnico aproveitar pleno potencial do elenco.

Os melhores atletas do Alviverde que jogam na linha mais próxima ao centroavante (Dudu, Guerra…) são leves e de mobilidade.

O encaixe viável e mais demorado

Borja, pelas caraterísticas, tem dificuldade para se adaptar a tal dinâmica. Engessa a construção que o técnico quer e limita a extração do futebol possível do elenco.

O colombiano necessita agregar virtudes, tanto ao contribuir no sistema de marcação quanto na dinâmica que o técnico quer quando o time tem a bola,  ao próprio estilo para ser mais eficaz no Palmeiras e futuramente noutras agremiações.

Não significa que será inútil ou posto de lado.

Haverá jogos que exigirão centroavante com as características do artilheiro campeão da Libertadores. Por isso é fundamental montar o grupo de atletas diverso de estilos individuais e competência.

Willian tem a característica, a mobilidade que Cuca necessita para formatar a proposta coletiva, mas prefere o jogador pelos lados, onde joga com maior facilidade.

O treinador rejeita a contratação de gringos. Quer jogador rodado e adaptado ao futebol nacional.

As opções são raras com esse perfil.

O risco e o presidente

Diego Souza, no final da temporada em 2015, saiu do Sport para o Fluminense. Em março do ano seguinte voltou à Ilha do Retiro.

No Rubro-Negro o atleta é 'rei'. Exerce liderança, ganha reverência de todos, tem a generosidade de cartolas e torcida nas fases ruins; em suma,  rotina mais confortável do que teria em qualquer outro grande clube da elite do futebol. .

Saiu em baixa do Alviverde. Se retornar, terá a confiança da arquibancada, mas necessitará retribuir rapidamente para manter o apoio e evitar as críticas fortes.

O presidente do Sport ou alguém no clube provavelmente lembrará para Diego Souza tudo que citei.

O atleta é indispensável para o time e, obviamente, o gestor colocará na mesa os trunfos para segurar o ídolo. Se depender apenas da parte financeira ou da ambição de Diego Souza conquistar grandes torneios, o atleta tende a aceitar a transferência para o Allianz Parque.

Tentei apurar e, até a hora em que publiquei o texto, não descobri o valor exato da rescisão.

Euriquinho, vice-presidente do Vasco, afirmou, numa entrevista em janeiro, que tentou contratar o atleta e teria que pagar apenas para o clube R$ 5 milhões.

Isso é dinheiro de pinga para o Alviverde que tanto investe em contratações.

Duas semanas antes o Sport havia renovado com o atleta até o final da próxima temporada.


Título de Grêmio ou Corinthians será vexame de Flamengo, Galo e Palmeiras
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birner

De Vitor Birner

Flamengo tem que se impor

Éverton Ribeiro, se estiver em boa forma técnica na direita, Diego por dentro e 'alguém' completando o trio do 4-2-3-1 que recompõe a marcação no 4-4-2 atrás do meio de campo.

O elenco rico do Flamengo pede essa configuração tática simples como base no restante da temporada. Zé Ricardo tem impressionante número de opções para agregar criatividade, ou força defensiva, ou posse de bola, de acordo com as características dos times que enfrentar.

Vinicius Araújo , Geuvânio, Conca, Everton, Mancuello, Berrio e Ederson, apenas para citar algumas.

Leandro Damião e Vizeu são alternativas, se Guerrero for ausência ou o técnico quiser uma dupla de centroavantes em campo,

A dupla de volante pode oferecer o equilíbrio coletivo, porque a tendência são os atletas pelos lados apoiarem e, eventualmente, diminuírem a pegada no meio de campo.

O Flamengo não tem que pensar em futebol bonito. Pode conseguir, se houver entrosamento e inspiração dos habilidosos, mas a prioridade é proteger a zaga e os laterais.

A tendência, mesmo sem brilhante e grande repertório de criação,  é conseguir gols em quase todos os jogos.

O time tem que ser calculista, ao invés de impulsivo, para manter a concentração rodada após rodada. Nos pontos corridos, a regularidade faz a técnica prevalecer.

O calendário e as prioridades

O clube da Gávea foi eliminado na Libertadores e, tal qual o Corinthians, pode priorizar o Brasileirão.

O Grêmio, outro com menos potencial que o Flamengo, talvez tome pancada dos euros se Luan, melhor jogador da equipe com o futebol mais bonito do campeonato até o momento, sair.

Além disso, Renato tem colocado a Libertadores e a  Copa do Brasil acima da maior competição nacional.

Diante disso, é obrigação do Flamengo alcançar os mais bem classificados e entrar na disputa pelo título. É inaceitável, do pontos de vista de quem montou elenco tão superior, Corinthians ou Grêmio conquistar o torneio

Ainda são favoritos?

O mesmo raciocínio é válido para Atlético e Palmeiras. Ambos e o clube da Gávea têm os melhores elencos do país. Se não fosse pelos goleiros, afirmaria que os cariocas são os mais fortes.

Essas agremiações mereceram ser avaliadas como as maiores candidatas ao título. A questão é se mantém o status inicial.

Na maratona de 38 rodadas de pontos corridos, Grêmio e Corinthians abriram 3 ou 4 de vantagem. Dos mineiros para o Alvinegro a distância é de cinco.

O Atlético tropeçou muito e nessa semana avaliou que é menos difícil ganhar a Libertadores ou a Copa do Brasil. Roger deve poupar atletas antes do mata-mata, enquanto observa a evolução do time e tenta somar pontos para ao menos conseguir uma das vagas na edição seguinte da maior competição do continente.

O Palmeiras crê ser possível cumprir a obrigação de encerrar o Brasileirão acima da dupla que surpreende pelas campanhas elogiáveis. Cuca afirmou que o time entrará na disputa.

Por respeito aos oponentes e para não torná- los mais competitivos, editou o próprio raciocínio, A conta do técnico é igual a do Flamengo. O resultado de potencial do elenco mais acerto coletivo é o futebol capaz de garantir mais pontos que somados pelos clubes menos técnicos.

O elenco de Cuca é melhor que o do Corinthians. .

Os laterais, em especial o da esquerda, e o centroavante do Alvinegro são mais competentes que os disponíveis para o técnico do Palmeiras. Há vários atletas do líder atuando desde a rodada inicial em nível mais alto que o dos favoritos.

O treinador acha que os acertos de preparação e a coesão coletiva tornarão o time mais competente que o do discípulo de Tite.

O raciocínio é idêntico na disputa com o de Renato.

O calendário pode dificultar.  Se o clube tiver sucesso na Libertadores, a lógica exequível perde força.

O torneio nacional terminará 3 de dezembro e o continental quatro dias antes.

Elogios apenas para as zebras

O Corinthians continua na Copa Sul-Americana, mas se quiser tratá-la como torneio secundário a torcida apoiará.

É necessária longa e grande queda de rendimento para o Alvinegro perder a vaga na Libertadores. Tal façanha, com o atual elenco, merece os aplausos que grupos de atletas mais capazes ainda têm que conquistar. O Grêmio com um ponto a menos se encaixa em raciocínio igual.

O amplo cenário do torneio

O Atlético saiu da disputa. O Palmeiras quer e talvez cumpra a obrigação de entrar. O peso para o Flamengo, porque foi eliminado na Libertadores, é um pouco maior que o da agremiação do Allianz Parque.

A conquista de Grêmio ou Corinthians será para enrubescer os cartolas que montaram e os e técnicos à frente dos melhores elencos. No mata-mata é comum o menos capaz ganhar. Nos pontos corridos os atletas se machucam, há mais alterações e prazo para acontecerem acertos e equiparações táticas, e o potencial individual tem que determinar o campeão.

A Ásia e a Europa

A janela de transferência, que altera a força dos elencos, é mais confortável para Flamengo e Palmeiras que aos protagonistas do esperado jogo de amanhã na Arena do campeão da Copa do Brasil.

Líderes chamam a atenção do dinheiro que manda no atual futebol e no planeta.


São Paulo tem que exigir mais de R. Ceni; o ídolo é menor que a agremiação
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De Vitor Birner

Há muitos times que montaram elencos inferiores aos do São Paulo e conseguem desempenho melhor na temporada. O impacto das negociações de atletas foi quase nulo, ou completamente, para os resultados que incomodam a torcida e os cartolas do Morumbi.

O técnico é o grande protagonista do que tem acontecido com o futebol da agremiação.  O planejamento equivocado, a demora para notar a necessidade da alteração, o consequente desperdício do torneio mais fácil e a insistência com o atleta que solicitou tornam irrelevantes as saídas que podem engordar o caixa e fortalecer o grupo de jogadores, se as indicações e contratações forem precisas.

Pouco se aproveita

O Estadual serve como preparação. Os treinadores competentes das agremiações que têm ambições em torneios maiores, aproveitam a fragilidade dos times pequenos, testam atletas e colocam os pilares da estrutura coletiva.

Rogério iniciou a temporada tentando implementar a proposta ousada, elogiável, que a maioria dos torcedores sonha nos seus clubes.

Houve equívocos nas escalações e principalmente na implementação do que pretendia. O time tinha o sistema de marcação vulnerável nos cruzamentos e lento na recomposição.

Isso é inaceitável para quem pretende ditar o ritmo e manter a bola no campo de frente.

Acima desses, houve algo que poderia ser solucionado. O técnico, nas atividades do CT da Barra Funda, deveria ter avaliado que seria inviável realizar o planejamento 'Guardiola' com o atual elenco.

Me refiro às características, além da técnica, dos jogadores.

Demorou para alterar a proposta de futebol, por isso tem que construir a estrutura no torneio de pontos corridos.  Os meses anteriores de preparação foram quase inúteis, com fórmulas mal-sucedidas, e jogados fora.

O Corinthians bateu na trave para ser eliminado diante do Brusque na Copa do Brasil, mas tinha ideia de jogo adaptada às características dos  atletas e o técnico ciente do necessário para ensiná-la e agregar força ao coletivo.

Menos reclamações e muito mais acertos

O treinador, ao invés de citar as saídas dos jogadores como empecilho para obter resultados positivos, tinha que ser mais eficaz, De vez em quando tenho dúvidas se dribla nas entrevistas ou se opta pela ausência de auto-crítica construtiva.

Como é capaz e tem os requisitos para ser técnico de sucesso – a maturação tanto pode ser rápida quanto demorar mais de uma década tal qual houve com Tite para citar um exemplo –    prefiro crer que desvia o assunto e internamente tenta arredondar o time com a proposta coletiva que tem mostrado nas gramados.

A avaliação dos que foram embora   

Maicon tem sido criticado. A saída do zagueiro pouco pesa no desempenho atual do time.

Na prática apanhou do sistema de jogo, que exigia linhas na frente e correria diante de atletas mais velozes, e do meio de campo incapaz de montar bloqueio sólido.

A estruturação equivocada no setor e principalmente a predileção por Cícero, que marca, cria e corre menos que o necessário e foi pedido pelo técnico, comprometeram as atuações de quem joga atrás e consequentemente os resultados.

Os atletas que subiram da base tinham que adquirir rodagem para serem mais regulares.

Luis Araújo era cheio de altos e baixos. É impossível afirmar que a presença do jogador teria gerado mais pontos nessas rodadas do torneio de pontos corridos.

Lucão foi outro que oscilou.  O sistema que o técnico quer implementar exige zagueiros velozes pelos lados. Mas se os que tem são incapazes de manter o padrão necessário, é melhor alterar a dinâmica coletiva e não optar pelo trio.

Neílton, titular na eliminação da Copa Sul-Americana, foi embora reclamando do sistema jogo e rendendo quase nada; João Schmidt que sairá é razoável e permanece na reserva de Cícero que tem o pior desempenho entre os atletas com mais oportunidades na temporada.

Os maiores destaques e os que podem formar o time competitivo continuam no Morumbi.

Desculpismo nada agrega dentro de campo

Se Lucas Pratto, Jucilei, Thiago Mendes e Cueva tivessem ido embora, o técnico poderia reclamar que houve grande impacto no potencial.

Como nas entrevistas de meses atrás, nas quais mostrou estatísticas positivas e omitiu as negativas de gols tomados em cruzamentos, após o tropeço de ontem, mencionou: ''Times vencedores se mantém''.

A afirmação é embasada para muitos clubes, mas secundária para o atual momento no do Morumbi, onde há necessidades maiores que a manutenção de atletas no máximo medianos ou com potencial para crescimento dentro dos gramados. Tem que montar o coletivo forte e a altura da capacidade do atual elenco.

Há uma lista de agremiações com atletas menos capazes e que formam times mais fortes dentro de campo.

Treinador e cartola

O São Paulo, apesar do últimos resultados, sugere alguma melhora nos gramados. Há equívocos pontuais que serão minimizados com mais entrosamento.

O técnico, por necessidade, alterou a dinâmica para ganhar força coletiva. Uma parte da torcida e dos dirigentes no Morumbi algumas vezes colocam de lado o dogma sagrado para gigantes do esporte : Qualquer ídolo é menor que a instituição.

 

Cada qual tem o próprio papel dentro da engrenagem e, acima de todos, há algo gigante e que continuará de tal tamanho ao saírem, desde que agreguem e contribuam para o fortalecimento da agremiação.

 


S. Paulo avalia zagueiro do Valência; Lucão e ofertas aumentam urgência
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De Vitor Birner

O São Paulo cogita contratar Aderlan Santos: ''É um nome que está sendo analisado', garantiu o interlocutor da agremiação do Morumbi. O mesmo afirmou que nenhuma proposta houve para o clube espanhol.

A tendência é tentar em princípio o empréstimo. Isso permitirá aos cartolas avaliarem se compensa o investimento na aquisição dos direitos do atleta.  É provável que, muito em breve, haja a iniciativa.

O treinador pouco escala Lugano  e a direção por isso demora renovar com o ídolo. A polêmica de Lucão, que R. Ceni preferiu em vez do uruguaio nos momentos mais relevantes da temporada, aumentou a urgência.

Rodrigo Caio pode ser negociado na janela de transferências.

Os cartolas sabem que reforços são necessários para a zaga. Douglas não convenceu e Maicon foi sondado pelos turcos. Mesmo se os titulares permanecerem, os gestores querem completar o elenco.

Trajetória do zagueiro

Aderlan atuava no Salgueiro e foi negociado para o Trofense. Subiu o degrau para o Braga após as duas temporadas.

Trocou o pequeno da segundona pelo de tamanho mediano da elite, ambos do norte no país. Iniciou no quadro B e foi alçado para o principal onde teve o melhor momento na Europa.  Em 2015,  se transferiu ao Valência por solicitação do português Nuno Espírito Santos.

O técnico tinha o aval para escolher atletas. Naquele ano teve o contrato renovado até 2018 mas, antes do encerramento, se transferiu ao Porto.

O zagueiro foi mantido no planejamento da agremiação.

No último torneio de pontos corridos com 38 rodadas, foi suplente em 17 jogos,  iniciou em 11 e entrou durante um. Dez vezes sequer foi relacionado.  Diminuiu seu valor no futebol do continente.

O investimento do clube no atleta 

O preço da última transferência não foi confirmado pelas agremiações.

O Football Leaks garante que os espanhóis pagaram 9,5 milhões de euros em três parcelas.

Hoje, o transfermakt o avalia em 3,5 milhões. Darlan tem 1m88 e atuou mais pelo lado direito na dupla de zaga.

Completou 28 anos há pouco mais de dois meses.

 


Futebol exige precisão; Coritiba foi melhor, mas Corinthians merecia ganhar
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De Vitor Birner

Coritiba 0x0 Corinthians

Jogo ruim, lento, abaixo do mínimo padrão necessário para times bem colocados no torneio de pontos corridos, com superioridade do menos capaz tecnicamente e mérito do Corinthians para ganhar.

O Coritiba teve 75 minutos nos quais ditou o ritmo. Frequentou o campo de frente, tocou a bola de lado em busca de lacunas por fora do sistema de marcação, encontrou algumas, conseguiu empurrar o líder para a área de Cássio e teve oportunidades que desperdiçou por incompetência nas finalizações.

O meio de campo do Alvinegro foi incapaz de bloquear e manter a intensidade imprescindível para na proposta coletiva de Carille.. Pelo alto, o time se equivocou. Houve lance em que o oponente finalizou dentro da área.

O Alvinegro adiantou o sistema de marcação nos últimos 15 minutos e reverteu a dinâmica em campo.

Conseguiu o gol na assistência de Maycon para Jô. O centroavante saiu de trás da linha da bola, mas o auxiliar determinou o impedimento, que não houve. O acerto dos atletas provavelmente garantiria o resultado positivo e a certeza de manutenção da liderança.

Duas vezes, vale ressaltar, Alecsandro tinha condições de jogo em momentos que foi pivô e houve equívoco similar de quem impõe as regras no gramado.

Comprometeu a dinâmica

O andamento do jogo mostrou que se o Corinthians tivesse atuado desde o início com sistema de marcação adiantado, teria possibilidade maior de ganhar.

Tenho convicção que Carille sabe. Creio que o desgaste dos atletas, citado pelo técnico após o empate diante do Cruzeiro, quando houve queda do rendimento durante no segundo tempo, o forçou a optar pela proposta mostrada em campo.

Queria o time mais inteiro possível nos últimos minutos,  que tem plena lógica para quem privilegia, por necessidade, força do sistema de marcação.

O Coritiba merece todos os elogios pelo desempenho e campanha com o atual elenco.

Ambos os clubes retornam 5f aos gramados.  O Alvinegro, por isso, pode ter condição física melhor diante do Bahia em Itaquera, e o que empatou por 0x0 nas duas últimas rodadas tentará pontuar frente o favorito Flamengo no Rio de Janeiro.

O que penso do futebol

Apenas o quinteto que entra no gramado para impor as regras pode tornar discutível o resultado de qualquer jogo.. Os equívocos e os acertos dos atletas são ausência e existência de méritos técnicos de quem foi ao campo para competir e tem apoio dos torcedores.

De nada adianta criar montes de oportunidades e tropeçar na finalizações. O esporte é de precisão, ao invés de quantitativo (número de oportunidades), tal qual muitos avaliam ao afirmarem que clube tal merecia empatar ou ganhar.

Ficha do jogo

Coritiba – Wilson; Dodô, Marcio, Werley, William Matheus; Jonas, Alan Santos (Neto Berola), Matheus Galdezani; Rildo (Iago), Henrique Almeida (Tiago Real) e Alecsandro
Técnico: Pachequinho

Corinthians – Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo, Guilherme Arana; Gabriel (Camacho) e Maycon; Romero (Pedrinho), Rodriguinho e Marquinhos Gabriel (Clayson); Jô
Técnico: Fábio Carille

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ) – Assistentes: Dibert Pedrosa Moises e Michael Correia


Perdão pelo termo: final de Libertadores em jogo único é uma imbecilidade
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De Vitor Birner

As riquezas culturais

O futebol reflete o que acontece na sociedade da qual está inserido. É muita viagem crer que o esporte será uma ilha de acertos ou de equívocos em meio ao cenário completamente antagônico nas ruas.

Isso vale para todas as esferas do jogo, menos dentro de campo, onde há regras específicas necessárias para uma atividade lúdica, a competitividade mais intensa e muitas vezes desprovida da ética indispensável na rotina fora dos estádios, e por isso a influência do externo é menor.

Na Europa, há mais educação e formalidade nas arquibancadas. Na América do Sul, a emoção transborda no canto e no grito de quem vai apoiar a amada agremiação.

As federações nacionais europeias são mais organizadas que as da América do Sul.

A sabedoria que dispensa o inconsciente popular de colonizado e colonizador exige que ambos absorvam o que avaliam ser construtivo na ideias do outro. Além disso, é necessário entender o que, por muitas distinções, serve para apenas um dos continentes.

Complexo de colonizado e mais lucro

O cidadão do continente hegemônico tem mais grana para viajar. Há uma cultura de conhecer os países vizinhos. As distâncias são menores e o transporte melhor.

Tanto é que, desde a primeira edição da Liga dos Campeões iniciada em 55, o torneio é decidido em jogo único.

Calleri, ao ser entrevistado por Sorin na ESPN, foi brilhante ao explicar o que observou na Premier League: Afirmou que o público vai para ver o espetáculo e não apenas torcer e assistir às pessoas jogando futebol.

Se referiu ao entorno e ambiente criado no maior torneio nacional do planeta.

Encerrar o mando de jogo na final da competição com mais adrenalina e alma dentro dos gramados é uma porrada no queixo, seguida de abertura de contagem, do futebol. Mesmo se for mais rentável, será benefício para os cartolas em detrimento do que pertence aos torcedores.

Uma imitação barata, caricata, burocrática e elitista do que tem razão para existir apenas na Europa.

OBS; muito, muito, muito raramente optou por termo tal qual  que preferi na manchete. Dessa vez achei necessário para definir a iniciativa de alguns cartolas.


Corinthians ganha com dificuldade; Cruzeiro reclama do pênalti em Ábila
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De Vitor Birner

Corinthians 1×0 Cruzeiro

O treinador do Alvinegro afirmou que o time foi melhor que o oponente durante o primeiro tempo. Dessa vez discordo de quem merece elogios pelo que implementa no Parque São Jorge.

O Cruzeiro permitiu que permanecesse com a bola. Teria feito igual ao líder nos principais jogos da temporada, se mantivesse, nos cruzamentos, a força que mostrou para neutralizar a criação do oponente no gramado.

Reclamou o pênalti em Ábila. O centroavante merece elogios pela atuação e críticas porque desperdiçou a maior oportunidade do time.

A agremiação de Carille foi mais eficaz nesse fundamento que resolve jogos e comemorou o resultado positivo.

Alvinegro tomou iniciativa 

O Corinthians ganhou muito jogos na temporada oferecendo a bola para o outro time. O Cruzeiro, ciente que o líder nos dois últimos teve a iniciativa, optou por estratégia similar.

O técnico montou o sistema de marcação conservador.  Iniciou as tentativas de retomar a bola poucos metros à frente da linha que divide o gramado.  Raramente conseguiu e, a na recomposição, cinco atletas se posicionaram diante do quarteto dos  laterais e zagueiros.

Ábila foi o único que permaneceu avançado. Pablo, Balbuena e Gabriel, esse último apenas se necessário, com facilidade pararam o centroavante.

A moleza foi proporcionada pelo meio de campo.

A habilidade do meia em ascensão 

Fábio Carille repetiu a configuração tática que gerou a liderança. A formação foi igual a que conseguiu o resultado positivo no clássico.

O Alvinegro aceitou a dinâmica que o oponente quis. Tomou a iniciativa, frequentou o campo de frente, tocou a bola de um lado para o outro em busca de lacunas, mas parou no sistema de marcação.

O único momento que merece ser ressaltado foi com Marquinhos Gabriel. Atuou na direita do trio de criação, que teve Romero do lado posto e Jadson por dentro, driblou dois jogadores e forçou Fábio a fechar o ângulo.

Ninguém tentou dificultar para o especialista

Nenhuma oportunidade para os dois times. Baile dos sistemas de marcação.

Essas afirmações seriam as mais precisas para resumir o que houve n 1°t se o do Cruzeiro, no cruzamento em escanteio. mantivesse a força. A moleza para o cabeceio preciso de Balbuena impede o elogio. O zagueiro subiu com enorme facilidade após Jadson acertar a assistência. .

No futebol atual, os levantamentos de bola na área resolvem montes de jogos.  O elenco e o treinador sabem. O Alvinegro tem sido competente nesses momentos e merece elogios pelo gol.

O treinador acertou e o centroavante desperdiçou  

Henrique tinha amarelo, Cruzeiro necessitava adiantar as linhas para tentar ao menos o empate, abriria brechas para o Corinthians na transição em velocidade ampliar resultado, e Mano Menezes colocou Alisson na vaga do volante.

A proposta mais ousada alterou a dinâmica no gramado em Itaquera. Empurrou o Alvinegro para trás, ditou o ritmo, frequentou o campo de frente, investiu nos cruzamentos e após o escanteio aos 5 minutos teve a grande oportunidade para igualar.

Ábila, na pequena área, diante de Cássio e com enorme facilidade, tocou por cima do gol.

O andamento com o Alvinegro acuado e o oponente martelando foi mantido após o único momento em que o 'hermano' mereceu crítica dos torcedores

Pablo quase imitou Balbuena  

Apesar de o Cruzeiro atuar melhor no 2°t, o Alvinegro, nos escanteios, quase ampliou o resultado.

Pablo, duas vezes seguidas, cabeceou; uma diretamente para o gol e outra com desvio, e em ambas o goleiro brilhou.

Os lances de Pablo encerraram as poucas oportunidades do Corinthians em Itaquera. A transição em velocidade, nas brechas abertas pela proposta que Mano teve de implementar, foi ineficaz.

Alterações tornam Cruzeiro mais forte

O time foi melhorando, conseguiu se impor, exigiu participações difíceis de Cássio, e terminou o jogo com muito mais futebol que o líder.

Carille tentou interromper com Clayson na vaga de Marquinhos Gabriel. Queria ganhar força de marcação e velocidade na direita, mas, na prática, o substituto nada agregou além de mais fôlego e correria para dificultar um pouco a criação de quem tentava igualar o resultado.

Aos 25, o apagado Rafinha saiu e Rafael Sobis entrou. Tanto o veterano quanto o Alisson contribuíram para o clube impor ritmo que sugeria o empate. Giovanni Augusto substituiu o apagado Jadson e  a dinâmica continuou inalterada no gramado de Itaquera.

Pênalti reclamado

Rafael Marques entrou na vaga de Thiago Neves para aumentar a mobilidade e reforçar a possibilidade do gol nos cruzamentos.  No minuto seguinte Pablo puxou a camisa de Ábila e o centroavante por isso caiu no gramado.

Há, ao contrário do que as culturas do society e condomínio que muita gente crê serem iguais a do campo, aval para os atletas que tentam evitar o gol empurrar e segurar. Apenas rodagem e a sabedoria da dinâmica do jogo podem determinar os parâmetros do permitido nessa regra nunca escrita, mas sempre praticada no futebol.

No atual padrão implementado após o  chororô do público, que acha isso atípico e nem imaginava antes do avanço da tecnologia que acontecia em todos os jogos, o zagueiro foi além do que se permite. O árbitro atrás do gol e de frente para o lance avaliou como aceitável e gerou grande reclamação do centroavante.

Houve impedimentos equivocadamente marcados para ambas as agremiações.

O apelidado 'São Cássio' brilhou

Diego Barbosa, nos últimos minutos, exigiu a participação do goleiro  Em seguida Romero saiu e Camacho foi ao gramado.

Nos acréscimos, Sóbis driblou Paulo Roberto – atuou na lateral-direita – finalizou, e o goleiro conseguiu mais uma difícil e providencial defesa para garantir o resultado positivo e a manutenção da liderança.

O problema

O Corinthians devolveu a bola para o Cruzeiro em todo o 2°t.  Tinha que cadenciar o ritmo e tornar o andamento tal qual era conveniente para si e a torcida em Itaquera.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Arana; Gabriel e Maycon; Marquinhos Gabriel (Clayson), Jadson (Giovanni Augusto) e Romero (Camacho); Jô
Técnico: Fábio Carille

Cruzeiro – Fabio; Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Lucas Romero, Henrique (Alisson) e Ariel Cabral; Thiago Neves (Rafael Marques), Rafinha (Rafael Sobis) e Ramon Ábila
Técnico: Mano Menezes

Árbitro: Leandro Vuaden (RS) Assistentes: José Eduardo Calza e Maurício Coelho da Silva Pena

 


Corinthians sobe degrau; R. Ceni insiste com atleta desatento que contratou
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De Vitor Birner

Carille na frente

O Corinthians mereceu ganhar. O andamento do clássico sugeriu resultado maior que o final. Se o time de Carille conseguisse uma goleada, teria sido normal diante do que houve em Itaquera.

Se equivoca muito quem avalia que a técnica dos elencos proporciona a superioridade do Alvinegro no torneio. Há o abismo de competência na dinâmica coletiva dos times. A do líder é precisa e quase irretocável para as características dos atletas, e o clube do Morumbi necessita acertos e entrosamento.

Tenho certeza que se Rogério Ceni tivesse disponíveis os atletas do oponente e o ambiente do Parque São Jorge no início da temporada, o Alvinegro estaria na parte de baixo da tabela de classificação. Isso tem a ver com os tropeços e acertos dos treinadores, mais que com o potencial dos elencos.

Cícero se equivocou mais que zagueiros

Repare no gol de Romero. Marquinhos Gabriel, atleta que Carille parece conseguir recuperar e tecnicamente é o mais capaz do elenco ao lado de Jadson, tem enorme lacuna para oferecer a assistência.

Houve mérito do Corinthians e a possibilidade disso porque Cícero, tal qual no Fluminense e antes no próprio São Paulo em muitos momentos, foi mole.  Necessitava encurtar para dificultar o lançamento. Além disso o trio de zaga e o ala Marcinho não sabiam quem tinha de ir atrás do paraguaio.

O volante foi uma das solicitação de Ceni à diretoria e atuou na maioria dos jogos na temporada. O torcedor pode se lembrar de mais vezes em que bobeou. O outro equívoco foi de preparação do coletivo.  Em outros lances a ausência de entrosamento dos zagueiros foi óbvia para quem observou a dinâmica de futebol.

O último gol teve mais uma vez a desatenção do volante.

O treinador havia alterado o desenho tático e optado pelo quarteto na linha de trás. Na movimentação do Corinthians sobraram Maycon e o Jadson para Militão porque Cícero 'grilou' o trecho do gramado em vez de participar do sistema de marcação.

Jucilei saiu para tentar retomar a bola do volante e achou que haveria cobertura tal qual seria normal. O atleta revelado na base de Cotia teve que ir no meia,  Maicon no xará com y  e Douglas sobrou no mano a mano contra Jô, mais veloz e habilidoso que o zagueiro.

Foi o que no esporte habitualmente classifico de 'efeito dominó'. O Alvinegro, calculista para encontrar as lacunas e entender como ganhar, teve méritos porque o Carille investiu nas brechas da inacabada estrutura de jogo que Ceni monta,  e na opção pelo volante incapaz de manter durante todo o jogo a concentração que torna forte o sistema de marcação.

O único equívoco técnico individual que redundou em gol foi no do Gabriel.

Cícero tinha cometido um similar e que o Corinthians desperdiçou.

O Alvinegro teve alguns lances em que seus atletas cometeram falhas, inclusive nos jogos anteriores frente ao Vasco e ao Santos, quando Pablo furou, mas havia cobertura.

Esses tropeços dos jogadores são minimizados porque há sincronia dentro do gramado e os resultados são favoráveis.

Que o São Paulo e a maioria

A estrutura coletiva do Alvinegro está alguns degraus acima da mostrada por grande parte dos clubes,  especificamente nesse momento do torneio de pontos corridos.

O São Paulo, por exemplo, é um dos que atuam abaixo do padrão mostrado pela agremiação de Itaquera.

Carille, para acertar o time, tirou de muitos jogos Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto porque foram desatentos como Cícero. Preferiu a implementação da força coletiva em vez de aumento da técnica e definiu o padrão de exigência para o elenco.

Nas últimas rodadas a construção agregou iniciativa para ditar o ritmo e avanço em muitos momentos do sistema de marcação.

A agremiação do Morumbi, ontem, nem foi tão mal quanto sugere o resultado e o número de oportunidades para o Corinthians golear.  Conseguiu gerenciar o vareio do início e ditar o ritmo em trechos do clássico.  Necessita acertos pontuais para ser mais estável e forte .

O lembrete para quem curte futebol

Agremiações podem subir degraus, se houver técnica nos elencos, estagnar ou descer. O post é especificamente sobre o atual momento de ambas no torneio de pontos corridos.


Palmeiras e Flu têm razão no caso de Richalison; é o jogo do capitalismo
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De Vitor Birner

Dinheiro e objetivos

O Palmeiras quer contratar Richarlison. Houve, de acordo com o que li, as conversas da direção do clube com o empresário do atleta e a disponibilidade para investir 11 milhões de euros.

Em seguida, o jogador se recusou a ir com o elenco para São Paulo, onde o clube de Laranjeiras atuará contra o do Allianz Parque. .

Pedro Abad, presidente do Fluminense, irritado, afirmou que as negociações serão encerradas e elogiou o atleta.

Quis amansar a torcida e mexer com a estima do atleta.

O jogador, na prática, foi o único que se equivocou. Tinha de cumprir o combinado com o Fluminense que lhe remunera mensalmente. Obviamente tomou a decisão após orientação ou no mínimo apoio de quem o agencia .

Tanto faz se os cartolas do Alviverde sugeriram a ausência no jogo. Não sei se houve isso, mas a discutível ética que o capitalismo impõe exige apenas o cumprimento do dever com o atual patrão. Essa é a regra de mercado que o próprio Fluminense praticou quando tinha uma empresa investindo mais do que valia a marca da agremiação.

O atual campeão dos pontos corridos tem, hoje, apoio de uma instituição que afirma pagar além do que necessita para aparecer no uniforme. No futebol, é  o que se chama de 'patrocinador-torcedor'.

Se houvesse formação de uma liga com regulamentação própria ou sistema econômico distinto do atual no país, a iniciativa do Palmeiras poderia ser considerada irregular.

Nos moldes atuais foi normal, O Flu, com razão, tem direito de recusar, pois sequer recebeu a proposta com pleno valor da rescisão determinada no contrato.

Lembro que o atleta é remunerado e tem o direito de escolher pelo clube que lhe pagar mais e oferecer condições melhores para ganhar torneios, se assim sonhar e quiser.

Pessoalmente, não acho essa dinâmica construtiva para a harmonia coletiva. Se tivesse ingerência alteraria..

Mas sob a regulamentação atual de mercado e que todos os clubes aplicam quando têm mais dinheiro que os outros, esse tipo de concorrência é padrão e parte do jogo fora dos campos.

O cenário nacional para facilitar compreensão

O Brasil é capitalista e o empresariado, com apoio de grande parte da população, tem se mostrado cada vez mais favorável ao liberalismo. Os leitores escutam muito sobre privatizar empresas estatais e encerrar a interferência do estado na dinâmica do mercado.

Nesse país que avaliou o governo petista como de esquerda, apesar da política em prol de empreiteiras e de nem fazer cócegas nos bancos que oferecem rendimento ridículo para quem aplica dinheiro em opções conservadoras e cobra juros gigantescos se aceitar emprestar o que têm, simplesmente porque distribuiu ao povo migalhas negadas sob a gestão de outras siglas, quase todo tipo de concorrência é válida, inclusive no futebol.

 


Saiba por que o Corinthians goleou e o Vasco foi uma peneira
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De Vitor Birner

Vasco 2×5 Corinthians

O Corinthians, antes de ir para São Januário, tinha disputado 4 jogos, tomado um gol e comemorado cinco no torneio.

Saiu do Rio de Janeiro com o dobro à favor, o triplo contra, e alegre com a goleada. Foi uma atuação atípica dentro das propostas coletivas implementadas por Fábio Carille. É possível saber os porquês.

Agregou mais técnica

As ausências forçaram o treinador a alterar a formação. Perdeu intensidade e ganhou habilidade no meio de campo.

Tentou compensar em alguns setores porque imaginava a maior vulnerabilidade no sistema de marcação. O 4-2-3-1 teve om volante Paulo Roberto na lateral e Marquinhas Gabriel no trio, ambos do lado direito.  O improvisado pouco apoiou, pois não tem a capacidade do Fagner para avançar e recuar.

O meia tem a técnica necessária para ser titular, mas durante a temporada foi incapaz de se concentrar numa partida inteira e poderia se equivocar nas incumbências coletivas.  No jogo, tinha que fazer a parede em frente do colega e havia dúvidas de Carille sobre o desempenho.

Brilhou no 1°t e depois o lateral foi sobrecarregado em parte pela queda de rendimento do meia.

O trio teve o Clayson do lado em que Romero atua,  Jadson por dentro onde o torcedor se habituou a ver Rodriguinho,  e Marquinhos Gabriel completou a linha.  Maycon e Gabriel foram os volantes. . O revelado nas categorias de base normalmente apoia mais do que nesse jogo.

Deve ter sido a orientação do treinador, ciente das características dos atletas escalados, precavido por saber que esse time necessita aprimorar esse coletivo

Lentidão, displicência, físico e as lacunas

Milton Mendes tem  problemas para montar time coeso. As contratações reforçaram o elenco, mas são necessárias outras para o gigante oscilar pouco, alegrar a torcida e facilmente permanecer na elite.

Toda as zagas dom planeta necessitam proteção e modelo de jogo adequado.  Com Breno abaixo do potencial técnico e físico, e Paulão, a máxima do futebol ganha mais força. Alguns atletas do meio de campo se esqueceram e tornaram o time vulnerável

Yago Pikachu tinha que atuar diante do Gilberto; Douglas deveria fortalecer a direita. Na prática,  lateral-direito foi sobrecarregado pela mistura de falta de compreensão tática e ou preguiça de ambos para fecharem as lacunas no setor. .

Ambos se dedicaram muito mais com a bola e e em alguns momentos largaram a contribuição ao coletivo.

O treinador poderia optar pelo Nenê em vez do ala.  Guilherme Arana é o principal lateral na esquerda em atividade no país. Quem joga naquela região do campo precisa de 'pernas' para a disputa. Tem que recuar com iguais velocidade e intensidade as do oponente no apoio.

Corinthians inspirado diante de uma peneira

Repare no lance do 1° gol. Arana saiu do campo de trás sozinho, continuou no 'sprint' contra ninguém, recebeu a bola quase na linha de fundo e deu a assistência com enorme brecha para Marquinhos Gabriel comemorar.

Nem foi necessário o cruzamento. Tocou por baixo, rasteiro, para o colega na área finalizar. A construção do Alvinegro foi elogiável e compactação do Vasco inadmissível nos padrões atuais do futebol.

Impossível manter durante todo o jogo

Em seguida, o time de São Januário adiantou o sistema de marcação. Nessa proposta,  o time inteiro participou das tentativas de retomar a bola.

Conseguiu, em alguns momentos, impedir a transição do Corinthians à frente e ditou o ritmo. Mas é impossível manter intensidade necessária durante todo o jogo. Tomou mais um gol assim que houve a brecha n meio de campo.

Marquinhos Gabriel, com categoria, deu a assistência para Jô ganhar na velocidade do Paulão, driblar Martin Silva, finalizar com o gol vazio e comemorar.

Houve méritos na construção do líder e a recomposição lenta no sistema de marcação do clube que subiu da segundona.

A fácil retomada

Nenê entrou, Gilberto saiu, Pikachu foi para a lateral, e o sistema de marcação do Vasco ficou mais vulnerável.

O treinador tinha que aumentar a criatividade do time, pois necessitava gols, e foi para o discreto tudo ou nada.

O efeito foi radical. Em 4 minutos o o time igualou. Ambos os gols foram de Luís Fabiano, após cruzamentos.

Houve equívoco do sistema de marcação do Corinthians na falta e e do meio de campo que foi incapaz de manter a compactação.

Mas havia, do outro lado, a avenida na direita. Na primeira vez que o Corinthians foi à frente daquele lado, Cleyson pôs Maycon diante do goleiro e o volante finalizou para o gol.

Dali em diante,  o Corinthians tocou a bola, cadenciou o ritmo, e apenas quando o Vasco dificultou a transição e tentou cruzamentos houve alguma possibilidade para ceder de novo  empate.

Precisão simples de ser compreendida

Após o jogo, a precisão do Corinthians foi elogiada.

Finalizou 10 vezes e a metade foi gol. As estatísticas frias tem que ser esquecidas nessa matemática. O torcedor pode reparar em quais condições os atletas definiram os lances.

Todos foram dentro da área. Apenas no último houve alguém do Vasco mais ou menos próximo para dificultar a finalização.

Houve moleza para os artilheiros.

O que encerrou a goleada foi o mais elogiável. O lance durou 1 minuto e 4 segundos. O Alvinegro tocou de pé em pé, a bola foi por todos os setores do campo, antes de Clayton finalizar.

As agremiações

Essa formação tem que adquirir entrosamento para o Corinthians ser forte. Torna o sistema de marcação menos forte.

Por outro lado, se Carille necessitar, em algum momento, otimizar a criação,  pode ser uma alternativa.

Se Marquinhos Gabriel for mais regular com a bola e comprometido nos desarmes,  o treinador ganha o reforço que eleva o padrão e está no elenco.

Milton Mendes tem que ser muito hábil para tentar minimizar as oscilações.

O elenco dificulta a montagem de time capaz de criar e desarmar com regularidade. Ou abre mão de criatividade, ou de força no sistema de marcação. Então, o ideal é escolher qual privilegiar em cada partida e de acordo com a capacidade da outra agremiação.

Ficha do jogo

Vasco -Martín Silva; Gilberto (Nenê), Breno, Paulão e Henrique; Jean (Muriqui) e Douglas Luiz; Yago Pikachu, Matheus Pet e Kelvin (Manga Escobar); Luís Fabiano
Treinador: Mílton Mendes

Corinthians – Cássio; Paulo Roberto, Pedro Henrique, Pablo e Arana; Gabriel e Maycon; Marquinhos Gabriel (Clayton), Jadson (Giovanni Augusto) e Clayson (Pedrinho); Jô
Treinador: Fábio Carille

Árbitro: Wagner Reway (MT) Assistentes: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando