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Saiba por que o Corinthians tropeçou em Itaquera; Vitória mereceu
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De Vitor Birner

Corinthians 0x1 Vitória

A zebra foi se fortalecendo durante o jogo, ao contrário do que houve com o favorito.

O Alvinegro foi melhor que o oponente no 1°t. Se impôs, criou, finalizou, teve volume de jogo acima do que mostrou na conquista de muitos resultados positivos.

Apesar disso, o Vitória encerrou ganhando.

A precisão de um lado e a falta dela do outro garantiram o que a zebra queria.

Mérito do time que melhorou no 2°t, quando o sistema de marcação praticamente anulou a criação do líder, conseguiu grandes oportunidades para ampliar, além do gol equivocadamente invalidado.  Conquistou os pontos e teve a honra de encerrar uma sequência épica do clube de Itaquera.

O tal detalhe

O Corinthians manteve a proposta de futebol que garantiu a campanha brilhante no turno. Coletivamente a atuação foi elogiável.

O time que pretende abdicar da candidatura ao rebaixamento forçou o líder a avançar todos os atletas. Vagner Mancini orientou o sistema de de marcação a atuar no 4-4-2 e atrás da linha que divide o gramado. Em suma, ofereceu a bola para o oponente, orientou os quartetos a congestionarem em frente da área e a dupla a investir na velocidade para conseguir o gol.

Comemorou o êxito, após assistência de Neílton e a finalização Tréllez. Manteve o resultado na metade inicial, apesar da dinâmica no gramado.

O Corinthians ditou o ritmo.

Permaneceu 77% do jogo com a bola, teve 5 escanteios x nenhum, finalizou 12 vezes contra uma dos soteropolitanos, quatro foram dentro da área e duas ou três podem ser avaliadas como grandes oportunidades. Ao contrário do que houve nos jogos anteriores, foi impreciso diante do goleiro.

Pedro Henrique reclamou o pênalti inexistente após se jogar na área e Jô o que houve. Romero estava impedido no gol invalidado. O centroavante, Balbuena e Rodriguinho desperdiçaram os melhores momentos da agremiação.

Alteração forçada

Guilherme Arana se machucou. Carille, com elenco de poucas opções, iniciou o 2°t com o Moisés na lateral.

O Corinthians manteve a iniciativa e a proposta coletiva.

Equívoco impede o gol

Logo as 4 minutos, Caique Sá cruzou e o Kanu cabeceou para comemorar.

O lance foi invalidado.

Havia dois atletas do Corinthians e Cássio atrás da linha de bola. O auxiliar tropeçou no impedimento, apesar de ter sido fácil.

Como qualquer agremiação

O time de Mancini em alguns momentos recuou alguém da dupla para trás da linha da bola. O treinador aumentou o congestionamento porque ganhava e sabia que o resultado era fruto também da falta de precisão do time elogiado por ser preciso.

As brechas diminuíram, o líder mesmo assim criou uma oportunidade, mas teve dificuldade para entrar na área ou finalizar em condição de empatar, se incomodou com o andamento e aumentou a quantidade dos equívocos no toque de bola.

O técnico tentou melhorar tecnicamente com a alteração de Romero por Marquinhos Gabriel. O Vitória, recuado, fechou lacunas para a velocidade do paraguaio e naquele momento diminuiria a força da marcação pelo lados compensava para o favorito.

Era necessário aumentar a de criação pelas beiras do gramado.

Em seguida, Mancini colocou David na vaga de Patric . Lateral em frente do lateral Caíque para fechar as brechas onde Carille aumentou a técnica. Uma vez depois da mexida o Corinthians entrou na área pela direita. Rodriguinho cruzou e o goleiro conseguiu tocar na bola antes de Jô finalizar.

O Alvinegro investia na criação por aquele setor a teve mais dificuldade depois da alteração. As melhores oportunidades, sempre no contra-ataque, foram do clube que ganhou em Itaquera.

A entrada do Jadson e a saída de Balbuena foi a última tentativa de Carille alterar a dinâmica do jogo.  Gabriel se revezou como zagueiro e volante.  Mancini, após Neílton cansar, pôs Carlos Eduardo e manteve a força do time após as retomadas de bola.

Yago saiu para a entrada de Filipe Souto na última mexida.

Depois o sistema de marcação se impôs e garantiu o resultado positivo.

Finalizações de fora da área, chuveirinhos e nada mais resumiram a criação da agremiação que lidera com sobra o torneio.

O adorável ingrediente

A bola desviou no Arana e encerrou qualquer possibilidade para o Cássio impedir o gol. Nos jogos anteriores tais lances, em regra, beneficiaram o líder.

Algumas vezes teve a bola nas traves, por dentro, e o rebote sobrou para alguém colocado por Carille no gramado.

Nesse, em nenhum momento o Corinthians teve essa graça.

O Vitória ganhou por isso e porque foi competente.

Me refiro à bendita sorte. Há gente que, no futebol, tem chiliques quando o time ganha e cito que ela cooperou. A considero uma grande bênção e quem acha o contrário que peça a Deus para oferecê-la aos que a almejam e se lembram de agradecer ao serem abençoados.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Balbuena (Jadson), Pedro Henrique e Guilherme Arana (Moisés); Gabriel e Maycon; Clayson, Rodriguinho e Romero (Marquinhos Gabriel); Jô
Técnico: Fábio Carille

Vitória – Fernando Miguel; Caique Sá, Wallace, Kanu e Juninho; Ramon, Uillian Correia e Yago (Fillipe Soutto) e David (Patric); Neilton (Carlos Eduardo) e Tréllez
Técnico: Vagner Mancini

Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO) Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence


Contratação de Paulinho é sinal de enfraquecimento do Barcelona?
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De Vitor Birner

Construção no início

Barcelona não tem time principal, proposta de jogo e força coletiva.

É um amontado de atletas caros, alguns contratado por mai$ do que podem produzir, veteranos que se esforçam para manter alto padrão e tem o centroavante muito acima da média que forma a dupla de frente com um craque genial.

Por isso tomou o vareio na final da Supercopa. O Real Madrid demorou para achar o melhor futebol na última temporada, manteve a estrutura, além de ter agregado escalações e desenhos táticos para se adaptar e ganhar jogos.

Essa bagunça na Catalunha é uma oportunidade para o volante.

O treinador tentará achar a estrutura mais forte, provavelmente que privilegie Suárez e Messi. Traduzindo, o sistema para permitir que ambos permaneçam adiantados e os demais formem as duas linhas quando o oponente tiver a bola. Neymar era esse atleta capaz de completar o trio de frente e o quarteto no meio de campo.

O talento, em vez da estrutura de jogo, tornavam o time forte. Ambos eram necessários dentro dos gramados.

Suposto enfraquecimento abre uma possibilidade

Participar do início da construção é uma facilidade para os atletas com potencial. Com Guardiola, que montou o mais elogiável Barcelona,  o atleta seria do time B.

O meio de campo tinha Iniesta, Xavi e Busquets. Nas conquistas das Ligas dos Campeões, o trio de frente brilhante formado por Messi, Etoo'o e Henry, e na seguinte por Pedro, Villa e Messi, esse pior que o anterior, desmontava os sistemas de marcação.

Paulinho no máximo seria opção.

É bom jogador, mas a agremiação da Catalunha, no ápice técnico, tinha futebol além dom potencial do volante. Seria quase impossível ganhar uma vaga.

Hoje, Paulinho, se mostrar competência, terá abertura para atuar.

É difícil saber se conseguirá.  Os grandes momentos do atleta foram sob orientação de Tite. No Tottenham, por exemplo, naufragou.

Os jogos na Premier League são mais intensos e velozes que os da Espanha.

Nenhuma problema de adaptação terá fora de campo.

Morava na China. A tendência é amar Barcelona.

Qual Barcelona

As dúvidas permanecem apenas dentro dos gramados. Se o atleta de movimentação previsível agregará mais. Se conseguirá repetir com Valverde o desempenho.  Se isso será suficiente.

E, principalmente, se a fortuna paga pela contratação foi equivocada e a agremiação mais forte do século terá decadência na temporada.

É necessário aguardar o fechamento do período de transferências para ter a referência mais precisa. Com o atual elenco a tendência é que o volante seja um dos símbolos do momento que incomodará a torcida.


Anos de fracassos e possibilidade do rebaixamento fortalecem torcida do SP
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De Vitor Birner

 A quarta força na década

Conquistas podem aumentar o numero de torcedores, mas são as temporadas de sofrimento que intensificam o amor pelas grandes agremiações.

O São Paulo vive uma década de fracassos.  Tomou goleadas em clássicos, foi eliminado por times grandes, médios e pequenos no mata-mata, e quase nada comemorou.

O único troféu que ganhou foi a Copa Sul-Americana. Disputou 4 Libertadores e foi uma vez à semifinal, encerrou uma edição do campeonato brasileiro na segunda colocação, o que é pouco para quem formou gerações acostumadas com títulos e elencos fortes.

Nas últimas edições dos pontos corridos apresentou a zona do rebaixamento aos torcedores.

Nessa mesma década o Corinthians ganhou todos os torneios mais importantes; o Palmeiras foi à segundona, mas comemorou Copas do Brasil e é o atual campeão nacional; o Santos ganhou o mata mata nacional e a Libertadores. Os oponentes no estado festejaram enquanto a torcida do São Paulo acumulou frustrações e raiva com o futebol.

Ponto para a arquibancada

Por isso compareceu no Morumbi em grande número, quebrou recordes de público diante de Coritiba, Grêmio e Cruzeiro, e provavelmente manterá a média na próxima atuação do time no estádio. .

Mais importante que a quantidade é barulho no apoio aos que vestem a camisa dentro do gramado. Quanto maior foi a dificuldade em campo, proporcionalmente subiu o som na arquibancada.

A certeza que o time de Renato era melhor, tal qual o andamento mostrou, aumentou o impulso de jogar com o time e a urgência de ajudá-lo a somar pontos incendiaram a arquibancada. Sem o povo o São Paulo dificilmente conseguiria o empate.

O torcedor adquiriu todos os ingressos e contribuiu para ganhar do Cruzeiro no Morumbi.

Curiosamente, diante do Coritiba, no único desses jogos em que a agremiação foi a melhor em campo e recebeu o apoio mais intenso da arquibancada, houve o tropeço em frente aos mais de 50 mil.

Torcida não ganha jogo, mas pode ajudar ou, se comparecer em grande número e reclamar ao invés de fortalecer, atrapalhar na conquista do resultado positivo. O estádio tem recebido grande público porque o sofrimento acumulado de quem ama o clube e o ingresso com preços populares 'levam' o  povo de todas as classes sociais ao tradicional e mítico reduto do futebol.

O positivo e indesejado bônus

Poderia citar outros clubes, mas os dois maiores oponentes do São Paulo na capital servem para comprovar a teoria que o sofrimento potencializa o apego pela agremiação.

A conquista mais emocionante do Corinthians foi o Paulistão de 77.  O Estadual tinha, na época, grande relevância no cenário nacional.  A sabedoria recomenda esquecer a ideia de compará-lo com o atual e afirma que foram os quase 23 anos de jejum que tornaram o êxito tão grande.

Brasileirão, Mundial e a Libertadores são maiores. Nenhum desses gerou uma festa como a aquela nas ruas da cidade e no Morumbi.

A geração que vivenciou a maior escassez de títulos foi uma das mais fieis de qualquer clube no país.

O Palmeiras, durante o jejum do Alvinegro, era o único a rivalizar em campo com o Santos de Pelé. Ganhou a alcunha de Academia do Futebol.  Manteve o refinamento nos gramados com a 'Segunda  Academia' nos anos 70 e encantou os torcedores.

As conquistas dos oponentes e os rebaixamentos alteraram o perfil da nação palestrina. Teimou no inicio, a turma do amendoim exigia toque de bola como o que assistiu nos tempos de Ademir da Guia ou do elenco orientado por Vanderlei Luxemburgo na era Parmalat, mas a necessidade gerou apoio para aquele guerreiro e elogiável time de Felipão na Libertadores.

As duas participações na segundona lapidaram mais o amor pelo clube. A condição de coadjuvante ou a de apenas competir para continuar na elite mexeram com a alma da arquibancada. Na campanha em que foi eliminado da Libertadores com o equívoco de Bruno no Pacaembu, o barulho e a participação foram enormes. Talvez os mais intensos da década nos estádio de São Paulo. .

O óbvio lembrete

A atual geração de torcedores do Corinthians, que se habituou a ganhar, apoia e fortalece o time, mas menos que aquela do jejum de conquistas.

Normal. Assiste ao clube mais ganhador na década. Tem apenas vaga ideia do que é uma enorme sequência de frustrações.

O Palmeiras, se continuar investindo e conquistando torneios, terá uma alteração de perfil da arquibancada no Allianz Parque, que tende a ser mais exigente e menos participativa.

Pouco para as comparações

''Tenho Libertadores, não alugo o estádio, sou hexa brasileiro, nunca fui rebaixado''.

O canto ecoa na arquibancada do Morumbi e transborda o orgulho da torcida pela agremiação de tantas proezas nos gramados. É impossível comparar as fases negativas de Palmeiras e Corinthians com as do São Paulo.  Foram pequenas as do clube que hoje se assusta com a possibilidade da segundona.

Além disso, o time ganhou de gigantes nos Mundiais.

Foi melhor diante do batizado 'dream team' do Barcelona.

Em duas conquistas de Libertadores – as primeiras –  jogou futebol arte que, desde então, continua  inigualável no continente.

Esses últimos anos tropeçando, ganhando apenas a Copa Sul-Americana e  'apenas' conhecendo a possibilidade do rebaixamento, são pouco diante do que houve com Palmeiras e Corinthians.

Por isso a torcida no Morumbi tende, quando houver melhor em campo, a diminuir a intensidade. O hábito humano de querer sempre mais e se acostumar facilmente com o topo dita o que acontece nas arquibancadas do país.

Mas, dependendo do que houver no torneio de pontos corridos, pode ser líder na média de público e agregar essa 'conquista' da arquibancada.

Obs: o maior jejum do agremiação foi de 12 temporadas, mas noutro contexto, pois construía o Morumbi.


São Paulo jogou pouco futebol e ganhou; Cruzeiro foi melhor e reclamou
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De Vitor Birner

São Paulo 3×2 Cruzeiro

O treinador alterou a proposta de futebol da agremiação do Morumbi.  O time ganhou o jogo que teve polêmicas e reclamações, com razão, de ambos os lados.

Mano colocou uma escalação alternativa e, mesmo assim, na maior parte do jogo o Cruzeiro conseguiu ditar o ritmo. Apesar de necessitar melhoras, o que almeja a conquista a Copa do Brasil está no estágio de preparação mais avançado que o do clube na região do rebaixamento.

A arbitragem cometeu alguns equívocos e alterou o resultado. Dois redundaram em gols.

O ídolo brilhou    

O Cruzeiro, apesar de Mano Meneses escalar muitos suplentes, foi melhor. Frequentou o campo de frente e Sassá desperdiçou o pênalti.

A formação alternativa teve Rafael Sóbis atuando como atacante e recuando para a meia, onde dividiu com o Robinho a criação. O  time ditou o ritmo e mesmo assim encontrou poucas brechas para finalizar.

Dorival Jr mexeu na proposta de jogo. Orientou o sistema de marcação a atuar mais recuado, abriu mão da bola, investiu em Marcinho e Marcos Roberto pelos lados e encarregou os dois tanto de permanecerem atentos nos avanços dos laterais do oponente quanto da transição em velocidade para construção dos gols.

Iniciou com Militão em vez de Jucilei  para tornar o time mais rápido na recomposição e nas coberturas.

O treinador provavelmente se incomodou com o desempenho. O time fechou mais lacunas, dificultou para Ezequiel e Bryan apoiarem, mas foi inoperante ao retomar a bola. O volante revelado nas categorias de base bobeou nos toques de bola e em alguns lances na compreensão de onde exatamente necessitava estar dentro do gramado.

O técnico, para aumentar a organização, o colocou na zaga e adiantou Rodrigo Caio para o meio de campo.

Fortaleceu o sistema de marcação, mas o São Paulo quase nunca teve a bola no entorno da área do oponente e foi praticamente nulo na criação.  mas no último momento comemorou o gol.  Na única falta que gerou expectativa da maioria no Morumbi, Hernanes foi preciso na finalização.

Mais brechas para os dois

Dorival tentou reorganizar o time com Jucilei na vaga de Militão. Mano manteve todos os atletas. Pela dinâmica do time, quis mais apoio dos laterais.

O número de oportunidades aumentou para ambas as agremiações. O São Paulo, que ganhava apesar da nulidade na criação, quase ampliou no início.  Petros colocou Marcinho diante de Rafael e o goleiro brilhou.

Em seguida, o Cruzeiro empurrou a agremiação do Morumbi para a área e rapidamente conseguiu os gols.

O futebol nacional

Foram necessários 9 minutos entre a única oportunidade que Marcinho desperdiçou e a virada do clube que atuará na semifinal da Copa do Brasil.

Aos 5, o São Paulo reclamou porque Buffarini sequer sabia que a bola tocaria no braço e nem se mexeu para impedir finalização e abrir a possibilidade de acontecer a falta que o árbitro impôs. Depois, no cruzamento,  houve comentaristas de arbitragem citando que Digão se apoiou em Arboleda e impediu o zagueiro de pular e disputa o cruzamento.

Sassá, com muita categoria e força, de puxeta igualou. O árbitro se equivocou na avaliação do lance com o lateral e acertou no lance do equatoriano com o estreante.

Robinho lançou Sassá e o centroavante por crer no lance aproveitou o equívoco de Rodrigo Caio para tomar a bola do jogador de Tite e finalizar.

O Cruzeiro mantinha a bola, ditava o ritmo, parecia dono do andamento, teve oportunidade para ampliar, mas após o escanteio de Hernanes a bola foi para Arboleda cabecear no canto direito.

O empate, naquele momento, foi uma improvável benção para a agremiação do Morumbi. Permitiu que retomasse a força para aumentar a competitividade.  Dorival tinha colocado o Gilberto e o Denilson nas vagas de Petros e Buffarini. Marcinho foi recuado à lateral, e Hernanes para ser o  2° volante.

No Cruzeiro, Hudson saiu; Henrique foi ao gramado.

Aos 34, Gilberto e Pratto tabelaram. O brasileiro avaliou que o Ezequiel tinha como alcançar antes a bola, pulou para tomar a frente e no ar o lateral tocou nas costas do artilheiro. O árbitro determinou o pênalti e gesticulou que o lateral deslocou o oponente com o empurrão.

Para mim nada houve. Tal contato é do futebol.

Essa subjetividade foi inventada dentro do país após reclamações de torcedores que creem na similaridade da cultura do pequenos 'campos' sintéticos e a dos gramados.  Hernanes, concentrado, apesar de ter o Morumbi nas costas, aguardou o goleiro pular antes de finalizar e comemorar.

Mano, imediatamente após o gol, foi para o tradicional tudo ou nada. Abriu mão de um lateral e elevou o potencial de criação com as saídas de Ezequiel e Nonoca e as entradas de Rafinha e Thiago Neves.

O time manteve a bola no campo de frente e em nenhum momento exigiu algo de Renan.

O último amarelo para Lucas Pratto foi outro exagero típico da arbitragem nacional. Digão mereceu ambos que recebeu nos acréscimos.

Rafael Sóbis foi outro excluído, mas após o encerramento.

Ficha do jogo

São Paulo – Renan Ribeiro; Buffarini (Denilson), Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Militão (Jucilei); Marcinho, Petros (Gilberto), Hernanes e Marcos Guilherme; Pratto. Técnico: Dorival Júnior

Cruzeiro – Rafael: Ezequiel (Rafinha), Digão, Léo e Bryan; Nonoca (Thiago Neves), Hudson (Henrique) Robinho e Alisson: Rafael Sobis e Sassá
Técnico: Mano Menezes

Árbitro: Rafael Traci (PR) Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Pedro Martinelli Christino


Barcelona ‘imita’ o PSG
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De Vitor Birner

O Barcelona quer contratar Philippe Coutinho. O Liverpool quer o meia no elenco para tentar encerrar o enorme jejum no torneio de pontos corridos.

A Premier League teve 25 edições e o clube nunca foi campeão. No total são 27 anos de seca no torneio nacional de pontos corridos.  A torcida é a mais intensa entre as dos grandes do país, Manchester United e Arsenal compõem o trio, tem dinheiro e por isso há uma obsessão pela conquista.

Lembro que é o maior colecionador de títulos continentais (apenas na Liga dos Campeões são 5)  entre os ingleses e tinha a hegemonia no campeonato nacional, mas nesse quarto de século o ex-time de Alex Fergurson ganhou 13 vezes e hoje soma dois a mais que a agremiação de Jurgen Klopp.

Imagine a bomba que seria a transferência diante da dificuldade para a reposição.

Os catalães convenceram o jogador, que solicitou a saída, e os dirigentes recusaram. Nada muito distinto de PSG, Neymar e o que incomodou parte da torcida e dos cartolas na Catalunha.

Tenho uma dúvida: reclamaram por acharem que apenas o Barça pode ter tal iniciativa, falta auto-crítica ou há montes de mimados egocêntricos adeptos da 'ética  seletiva'  nos momentos de o time investir em reforços para o elenco?

Admiro muito o Barcelona, é o maior clube do século, ganhou torneios e jogou futebol admirável, implementou proposta dentro dos gramados  que serve de referência para clubes de todo o planeta, mas na hora de contratar é apenas uma versão endinheirada do que recentemente criticou.

Lembro que se respeitar todos o que a regulamentação determinada, tem legitimidade para a iniciativa.

São as regras da mundo em que a economia e a concorrência servem para validar políticas baixas e provavelmente no longo prazo quase nada construtivas para o futebol.

São iguais para o Barcelona, PSG e qualquer agremiação,

 


Rodagem e ‘mística’ em grandes jogos;Tite põe Cássio na frente de Vanderlei
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De Vitor Birner

Na seleção do último campeonato brasileiro escalei o goleiro do Santos.  Vanderlei mantém o alto nível embaixo das traves desde a temporada anterior.

Cássio reencontrou o melhor desempenho neste ano. Certamente é menos exigido que o santista. Atua no time com sistema de marcação mais forte e, por isso, os oponentes pouco finalizam dentro da área e diante do convocado por Tite.

Se regularidade fosse o principal critério para a escolha, o melhor jogador na Vila Belmiro ganharia oportunidade do treinador da seleção.

A opção pelo de Itaquera tem outros respeitáveis critérios.

Tite sabe como é a rotina de Cássio na preparação aos jogos. Isso facilita a comunicação. Comemorou, na beira dos gramados, defesas cruciais no Mundial e na Libertadores.

O dono da afirmação ''o campo fala'' escutou que nas horas mais difíceis o ex-colega de Alvinegro tirou coelhos da cartolas. Na seleção tudo se resume ao desempenho no torneio quadrienal, onde cada equívoco e acerto é elevado a milionésima potência e avaliado com base no resultado.

O goleiro do Corinthians foi mais testado em grandes jogos. Os sábios podem divagar, com razão, que Vanderlei nunca foi porque atuou em times inferiores e por isso a comparação é improcedente, ou que se Cássio tivesse tal padrão de exigência igualaria ou jogaria melhor.

Os pragmáticos podem retrucar afirmando que o técnico deve optar por quem acha mais preparado para os grandes jogos.

O treinador necessitaria de alguma rotina com os dois para avaliar qual merece mais formar o trio.

Talvez ambos possam, talvez nenhum, talvez Vanderlei seja convocado, talvez Cassio oscile.

Talvez é uma palavra necessária para avaliar as convocações dentro das atuais perspectivas de ambos no futebol. Restam meses para o torneio que tatua na história os resultados, heróis ou quem será criticado pelo desempenho no gramado.

Vanderlei merece uma convocação. O atleta do Corinthians atua em alto nível e noutros ao técnico competência nos grandes jogos.

É inegável que ambos poderiam ser convocados e que a opção do treinador foi alicerçada nos méritos de Cássio dentro dos campos de futebol.

Jogos e rodagem

Entendo Tite. O treinador tem que agregar critérios além do desempenho atual.

O de ambos é elogiável.

O técnico, se acha que os dois goleiros serão no máximo opção no trio, tem que preferir o Cássio porque a rodagem o preparou melhor para sair do banco e sustentar a camisa da seleção. Vanderlei merece elogios e aplausos, mas o ideal seria atuar em alguns jogos para avaliarmos se mantém o padrão mostrado no Santos e talvez seja impossível tal inclusão no planejamento diante da pequena quantidade dos amistosos.

 


Veja o presidente do Bahia reclamando com árbitro do jogo contra São Paulo
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De Vitor Birner

O presidente do Bahia foi, no intervalo do jogo contra o São Paulo, reclamar com o árbitro João Batista de Arruda. O mandatário discordou do pênalti para a agremiação do Morumbi.

Houve a falta do goleiro na área. Atropelou o centroavante para tocar na bola. Lance tolo, que provavelmente em nada redundaria para o time de Lucas Pratto, e acerto de quem foi ao gramado impor as regras do futebol.

Marcelo Sant'anna provavelmente não tinha assistido às imagens. O clube que gerencia conseguira o 2° gol na jogada iniciada com impedimento fácil de ser assinalado pelo auxiliar e até então o grande equívoco do trio de arbitragem na Arena soteropolitana.

Após reclamar a quantidade aumentou.

Dois jogadores mereciam a exclusão, houve pênalti em Militão, carrinho de atleta do time que ganhou, após ser driblado, no oponente com a bola e o árbitro sonegou o amarelo.

Foram momentos decisivos na construção do resultado. Ou pela iniciativa do dirigente, ou por uma jornada pouco inspirada do trio, a sorte clubística nos equívocos foi unilateral e apenas de quem ganhou.

Aos que tentam achar corrupção em tudo, afirmo que creio na honestidade do trio e do cartola. Tenho palpite, cogito, que o último foi para o jogo imaginando possibilidade do benefício ao clube gigante para tirá-lo da zona do rebaixamento.

Se equivocou na iniciativa tal qual o trio dentro do gramado.

 


Corinthians detona favoritos e encerra o turno com uma das mãos no troféu
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birner

De Vitor Birner

Fábio Cariile, na entrevista após o Corinthians merecidamente ganhar do Sport, mais uma vez enfatizou que nunca imaginou a campanha tão precisa do time.  Nem o próprio técnico cogitou margem tão grande na liderança do torneio.

O Alvinegro encerra o turno com uma das mãos na troféu. Somou tantos pontos que, mesmo se oscilar, poderá comemorar a conquista.  Quase nenhum clube tem futebol para superar quem conseguiu o vareio nas outras agremiações.

Quem pode competir

O Grêmio é o único clube que mostra futebol para disputar com o Alvinegro, mas Renato poupa o elenco nos pontos corridos.

Tem 8 pontos menos que o Corinthians,  quer a Copa do Brasil e, acima dela, a Libertadores. Atuou com o time misto diante do Atlético e conseguiu o resultado positivo.

Há grande possibilidade para se classificar diante do Godoy Cruz e garantiu vaga na semifinal do mata-mata nacional. Repetirá a opção noutras rodadas.

O Brasileirão é a terceira opção do Grêmio e a primeira do Alvinegro.

Mesmo assim, se mantém como o candidato capaz conquistar o torneio.

Por enquanto apenas um sonho

O Santos é a agremiação mais bem classificada a seguir. A possibilidade do time ganhar a Libertadores é maior que a de superar o Corinthians nos pontos corridos.

Necessita ser mais regular, além de melhorar a dinâmica em muitos momentos dos jogos.

Tem que somar 13 a mais que o líder no returno para tomar a frente, além de secar o Grêmio que joga mais futebol.

Façanha improvável e o milagre

Palmeiras, Flamengo e Atlético: tais agremiações eram as favoritas à conquista do Brasileirão, principalmente a da Gávea e a do Allianz Parque.

No torneio de regularidade, os elencos com mais técnica necessitam sobressair. Equívocos de preparação, confusões no grupo de atletas, além de problemas dos cartolas na gestão do futebol podem impedir que um deles ganhe o torneio.

No returno, o Alviverde necessitará de 5 rodadas para igualar a pontuação do Corinthians.  Se conseguir classificar às quartas de final da Libertadores, poupará atletas em algumas rodadas nos pontos corridos.

O Flamengo necessita 6 rodadas para igualar os pontos do Corinthians.

Eliminado na fase de grupos do maior torneio continental. provavelmente preferirá investir na Copa do Brasil e na Sul-Americana, as competições secundárias da Conmebol e de nosso país.  Tais conquistas merecem ser comemoradas, mas são pequenas diante do que imaginaram cartolas e torcedores após a construção dos elencos.

O Atlético recentemente de Roger e atualmente de Micale soma menos da metade dos pontos dos que têm Carille, Jô, Balbuena e cia.

Campanha pífia diante da força do elenco. Nenhuma possibilidade há de ganhar a edição em andamento do torneio que mais almeja dentro do país e a Libertadores é ou tudo ou nada na temporada. Se for eliminado, terá apenas vaga em vez de troféu para conquistar, pouco para quem montou elenco melhor que o de agremiações mais bem classificadas.

Acima disso, o líder joga mais futebol que esse trio com fortes elencos.

O grande baile no turno é glorioso para o Alvinegro e patético para os então favoritos.

Pode tropeçar muito, desde que Flamengo e Palmeiras mantenham, ou elevem apenas um pouco, o padrão em campo.

O resumo

O Grêmio pode cogitar e o Santos sonhar em ganhar do Corinthians nos pontos corridos.  Alviverde tem minúscula possibilidade e o Flamengo reza pelo milagre do futebol.


Chilique pela saída do Neymar foi patético; haja cara de pau em Barcelona
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birner

De Vitor Birner

Em Barcelona, alguns colegas e os torcedores se revoltaram com Neymar. Queimaram camisas com o nome do craque, gritaram ''mercenário'' e o colega Luis Mascaró do jornal catalão 'Sport' afirmou que  ''só pensa em dinheiro''.

Imediatamente lembrei do Ebola: quando infectou gente na África, o 1° mundo apenas observou: mas ao surgir possibilidade dos cidadãos europeus e norte-americanos terem a doença, houve grande comoção e os governos se mexeram para impedir a proliferação.

O mundo caucasiano e mais endinheirado parece achar a vida do pobre, principalmente se for negro, menos importante que a do branco supostamente mais civilizado.

É a tal indignação seletiva.

Em suma, as opiniões e as conclusões são filtradas por preconceitos, elitismo, economia, e o tal do amor que gera harmonia coletiva é lembrado apenas quando convém. .

Nem todo cidadãos pensa igual. O sofrimento alheio incomoda muita gente, mas a maioria se comove apenas quando de alguma forma interessa. Havia mortes na Síria e o tema se tornou mundial após os refugiados tentarem a sobrevivência na Europa.

O pensamento arraigado, cultural, serve para tudo, inclusive ao futebol.

Em Chico e em Francisco

Ou será que na agremiação dos indignados com Neymar alguém crê que Suárez foi embora do Uruguai porque torcia por Ajax, Liverpool e pelo clube no qual atua?

Messi teria saído aos 14 para Barcelona se os 'pecho frios' rosarinos do Newell's tivessem condições iguais de grana, estrutura e tamanho dentro do futebol?

O PSG tirou o atleta brasileiro da Espanha como os times gigantes e ricos do planeta habitualmente fazem quando querem muito algum reforço acima da média.  Pagou a multa de rescisão, ofereceu grandes ganho$ ao jogador, além de projeto com regalias, plano de marketing, protagonismo e o que mais solicitou.

Neymar e Santos tinham contrato e o Barcelona acertou com o atleta antes de negociar o valor da transferência. Sabia que era fácil agregar ao elenco o craque da América do Sul.

Esse jogo que o atleta jogou é exatamente o das grandes potencias econômicas do futebol.  Se atuasse em qualquer agremiação das Américas, África ou mesmo em clubes tradicionais da Europa como Ajax e Porto,  sequer haveria e discussão sobre a opção do craque. Tenho certeza que seria elogiado.

O sonho de brilhar mais 

Neymar quer ser o melhor do mundo.  Acho besteira, mas os sonhos são dele e tenho obrigação de considerá-los ao avaliar a troca de agremiação.

No PSG a possibilidade aumentou. Tem que ganhar a Liga dos Campeões e ser o protagonista.

Poderia, no Barcelona, conseguir igual, mas taticamente haveria algumas incumbências que provavelmente terá em menor quantidade na França. Messi atua adiantado e o brasileiro necessitaria recompor o quarteto do meio de campo no sistema de marcação.

Essa provável condição de ser o 'Messi de Paris' facilitará a demonstração das virtudes que impressionam os eleitores.

Poderia, ano que vem, ganhar o prêmio atuando em qualquer agremiação, se conquistar o Mundial e for o melhor da seleção do Tite.

Mas como estrela em Paris, a possibilidade será mais constante, desde que tenha o grande mérito de contribuir muito para a agremiação subir de patamar e conseguir o maior do troféu do continente.

 


Responsabilidade de Cuca aumenta após exclusão de Felipe M. do elenco
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De Vitor Birner

Treinador tem apoio

Ninguém pode reclamar que Alexandre Mattos não oferece ao técnico as condições para montar o time competitivo.  Cuca poderia permanecer após conquistar o Brasileirão, recebeu oferta do clube, mas tinha motivos muito compreensíveis para colocar a labuta em 2° plano.

Resolvidos os problemas e disponível para ser contratado, rapidamente o dirigente acertou com o treinador e, na janela de transferências, investiu em reforços. Bruno Henrique e o Deyverson foram aprovados pelo e custaram cerca de 10 milhões de euros.

Ou seja; o técnico tem forte elenco, respaldo, e a maioria das solicitações são atendidas pelos cartolas.

A exclusão do volante reforça

Felipe M. foi a principal contratação do clube que investe muito em reforços. Escolhido para liderar o elenco, em especial nos grandes jogos, e elevar o padrão dentro dos gramados.

A estruturação do grupo de atletas planejado por Eduardo Baptista, naquele momento a quarta opção do clube atrás de Cuca, Mano Meneses e Roger, tinha como base a proposta de futebol que o técnico pretendia implementar. As características do veterano são as ideias para o sistema de marcação por zona do início da temporada.

O atleta rodado, acima da média no país, muito competitivo, desenvolveu leitura de jogo para orientar como os colegas dentro de campo podiam fechar as lacunas entre as linhas.

A saída do técnico e a opção pelo Cuca alteraram a construção do time.

O atual comandante conhece futebol. Poderia, se quisesse, aprimorar o que o antecessor implementava, mas preferiu investir na transformação grande da proposta de futebol.

Abriu mão de estruturas coletivas em desenvolvimento. Prepara o sistema de marcação de duelos individuais, o time atuando em direção ao gol com velocidade, e o tempo de permanência com bola não é dogma como foi para o técnico que sucedeu.

O raciocínio tem lógica. Quer a proposta de futebol similar ou igual a da conquista do torneio de pontos corridos. A direção manteve a maioria do elenco, isso podia abreviar a transição de propostas, mas o desempenho nos gramados continua abaixo das possibilidades do elenco.

O treinador imaginava o coletivo no estágio acima do atual e a direção esperava futebol melhor que no êxito do Brasileirão.

Cuca citou, recentemente, que tenta achar o time e o esquema tático. O clube tem 12 pontos menos que o Corinthians, desempenho vexatório diante do potencial de ambos os elencos.

A eliminação na Copa do Brasil e a disputa por vaga nas quartas de final da Libertadores, semana que vem no Allianz Parque, encerraram o prazo de acertos essenciais. Tem que organizar o time para atuar em nível melhor contra a zebra de Guaiaquil.

As características do volante sugerem dificuldades para se adaptar ao que o treinador implementa.

Discutiram em altos brados após a desclassificação no mata-mata nacional.

O técnico, parece, aproveitou para tirar do elenco quem vetaria, se tivesse iniciado a temporada no Palmeiras.

Poderia solicitar para a direção mais uma multa ao jogador, ou sequer relacionar o volante, tal qual na última rodada.

Havia etapas a cumprir antes de optar por encerrar a breve e frustrante permanência de Felipe M. na agremiação.

As flores tem espinhos

O respaldo que os cartolas garantem é para facilitar ao treinador a montagem do time. A 'dispensa' da maior contratação aumentou a grande responsabilidade de o técnico ganhar algum torneio em andamento.

O técnico sabe que admiro o que implementou na maioria dos times. Há 14 anos o elogio.

Mas, restando 4 meses para o encerramento da temporada, podia ter escalação e proposta de futebol mais bem estruturadas, e de agora em diante agregar repertório e aperfeiçoar o coletivo.

O desempenho do Alviverde merecidamente considerado favorito em qualquer competição no continente é o seguinte na temporada.

Nenhuma atuação convincente na Libertadores – seja com Eduardo ou Cuca – dificuldade contra times muito mais fracos tecnicamente, mal na maioria dos clássicos, e oscilações nos pontos corridos.

Continuo achando que melhorará. Tem estrutura, grana, técnico e jogadores competentes.

Mas me pergunto se a exclusão da maior contratação era tão relevante para fortalecer o coletivo.

A dinâmica dentro dos gramados, mais que o resultado, mostrará se Cuca iniciou a veloz construção do time que mostra futebol à altura do elenco. Os principais ganhos por abrir mão do atleta com tanta rodagem têm que ser a união e o  rápido entrosamento no elenco.

De agora em diante o time tem que 'começar' a jogar.  Se demorar, o afastamento terá sido inócuo e apenas tende a diminuir o valor da transferência.