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Final de Libertadores em jogo único alegra cartolas e piora o futebol
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De Vitor Birner 

A opção é política, clichê e comercial ao invés de privilegiar os torcedores e o futebol.

O padrão

A Conmebol regurgitou toda a incapacidade administrativa da entidade ao determinar jogo único em campo neutro na final da Libertadores. Pretende 'melhorar' (para esses dirigentes é aumentar o faturamento e as formalidades nos estádios) o torneio com a ideia de colonizado pela Europa.

Em suma, criatividade e noção zero do que é o futebol na América do Sul e da própria dinâmica das populações no continente. São mundos distintos dentro do mesmo planeta.

As dinâmicas

Na Europa há a cultura de viajar. As pessoas têm mais facilidade para ir a outros países.

São mais bem remuneradas, percorrem distâncias pequenas para chegarem noutras nações, as condições de transporte ganham de goleada das atuais na América do Sul, os preços dos transalados acessíveis para mais gente, e  passeiam sem a grande preocupação com a violência nas cidades.

Cultura esportiva 

A final em jogo único é positiva para o futebol da Europa.

A primeira edição da Copa de Clubes Campeões, em 55, teve o atual formato na decisão. Quando foi alterada, foi mantida na Liga dos Campeões da Europa.

A FA Cup, campeonato mais antigo do mundo (primeira final em 1872), sempre foi decidida em um jogo.

É igual a da Espanha disputa desde 1902, da Alemanha iniciada em 1956 e da França inaugurada em 1917. Citei apenas quem conquistou mundial de seleções por serem as principais referências.

A Itália é a exceção. A primeira foi em 1922 com final em jogo único, depois alteraram o formato, e hoje os finalistas disputatam a taça numa partida, com o presidente nas tribunas. no Estádio olímpico de Roma.

Na arquibancada

Nenhum lucro dos cartolas ou dos clubes compensa a frustração do torcedor que ama uma camisa, assiste aos jogos o ano inteiro no estádio que considera como casa e no ápice da temporada o punhado de burocratas os tira essa alegria.

Os cartolas, se adquirissem poder e ganhassem mai$ noutras áreas, iriam embora do futebol.

Se na Europa os investimentos nos elencos garantem o melhor da festa dentro dos gramados, na América do Sul o canto das 'hinchadas'  e a adrenalina em campo são o que há de mais precioso na Libertadores.


Crise precipitada testa Raí como diretor e promessa de Leco respaldar ídolo
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De Vitor Birner 

Os rodados

Cueva desperdiça pênalti e duas oportunidades diante do goleiro, se equívocou no primeiro gol do Ituano,  mas contribuiu um pouco na criação.

O desempenho de Nenê oscila entre mediano e ruim.

Diego Souza, lento, mostra o pior futebol entre todos os atletas  mais vezes entram no gramado.

Se não fosse o início da temporada e o veterano precisasse melhorar a condição física, diria que falta empenho e respeito pela agremiação.

Tirando esses, Dorival tem atletas que necessitam rodagem, além de Jucilei, Petros, Marcos Guilherme e bons zagueiros.

Em suma, ou os renomados brilham, ou o treinador oferece tempo de campo para Brenner e cia, o que solicitará a paciência da diretoria e da torcida.

Tal qual o técnico afirmou ( foi apressado porque as pessoas que entendem o futebol citariam), precisava de atletas que atuam em velocidade pelos lados. Recebeu Valdívia, a opção viável que  aprovou depois de os cartolas investirem mais onde nem sequer havia prioridades para o elenco.

Em suma, Dorival Jr adiantou desde a temporada anterior quais eram as necessidades para fortalecer o time.

Recebeu outras e dois veteranos com histórico de alguns entreveros com quem os liderou.

Dinâmica ampla

Dorival precisava colocar o trio Nenê, Diego Souza e Cueva.

Se negasse, escutaria que foi teimoso e por isso estava 'respondendo' para a diretoria, e uma parte da torcida o criticaria com 'argumento' que com o trio conseguiria os resultados positivos.

O jogo no São Paulo extrapola a necessidade de acertos táticos para a  construção do coletivo. Pede que o treinador gerencie, tente consertar equívocos da diretoria na construção do elenco, e atenda imediatamente ao torcedor.

O futebol

Roger Machado afirmou que pretende montar o time mais veloz do país. Tite sempre cita a importância da transição em velocidade. Fábio Carille ganhou o último torneio de pontos corridos investindo nisso. Todos os campeões brasileiros na década tinham velocidade com a bola.

Guardiola prepara o time para se movimentar muito e valoriza a velocidade. Kloop quer o Liverpool veloz. O Bayern de Munique ganhou pela última vez a Liga dos Campeões com Ribery e Robben pelos lados. Chelsea e Leicester tinham na transição em velocidade uma grande virtude quando comemoraram as conquistas no principal campeonato do país. Poderia aumentar muito o texto mencionando exemplos de clubes que obtiveram êxito em competições e teria que procurar muito para encontrar alguns sem  e que conquistaram grandes torneios.

Esse é o atual futebol. Intenso, muito dinâmico, pouco cadenciado dentro de campo.

O Raí

Respaldo para atuar com mais atletas da base, mesmo se comprometer os resultados.

Aval pleno para poupar jogadores e manter veteranos, se atuarem no padrão atual, fora ou como opções durante os jogos.

O estadual é um laboratório onde se testa para montar o time e o elenco da temporada. Os cartolas precisam avaliar dessa forma o torneio.

Se valorizar o que vale quase nada, pular etapas e mostrar bilhete azul para o eleito como 'culpado', a diretoria igualará o padrão tradicional da cartolagem no país.

O planejamento, metodologias, propostas do técnico e de como é a construção do coletivo, tudo deve ser avaliado, por isso há na agremiação o estatuto que determina a contratação de especialistas para as diretorias.

A diretoria

Raí está sendo testado. O conhecimento sobre o futebol, o discernimento e a capacidade para decidir racionalmente sob a enxurrada de críticas pouco técnicas e que pedem a solução populistas precisam ser goleadas pelo executivo, tal qual conseguia quando atuava dentro do gramado.

O mesmo vale para Leco. Prometeu pleno respaldo ao ídolo, a crise é tão grande quanto equivocada e o presidente opta entre ouvir conselheiros e torcedores ou quem contratou para elevar o padrão do departamento de futebol.


No momento, críticas a Dorival são pouco técnicas e prejudicam o S. Paulo
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De Vitor Birner

As individualidades

Cueva teve duas oportunidades, uma delas com certeza melhor que a de Gabigol no lance que garantiu o resultado positivo ao Santos.

Diego Souza, lento, mostrou dificuldade para ganhar dos marcadores. Aliás, desde quando chegou ao Morumbi tem no máximo desempenho comum.

Nenê quase nada construiu e não manteve a intensidade, em especial na contribuição para o sistema de marcação atuar adiantado.

O coletivo

Jair Ventura, na entrevista após o jogo, afirmou que pretendia jogar com as linhas avançadas, mas foi o São Paulo quem teve a iniciativa e mesmo atuando no campo de frente conseguiu impedir a transição em velocidade do Santos.

O gol foi na única finalização do ganhador entre as traves, de fora da área, pois o clube do Morumbi em nenhum momento permitiu que entrasse para concluir diante do goleiro.

Em suma, foi melhor na parte coletiva.

Os 'oponentes'

Depois disso, numa completa incapacidade para compreenderem o futebol, alguns conselheiros e torcedores criticaram o técnico que teve 12 dias para preparar o time e esboça uma construção positiva.

Jogam contra a agremiação.

Deveriam avaliar, pensar que Fábio Carille, antes de ganhar o estadual e obter campanha elogiável no turno dos pontos corridos, quase foi eliminado pelo Brusque na Copa do Brasil quando o Corinthians tinha 52 dias do início da temporada.

Os clubes ontem completaram 46 dias da  representação, quando nenhum jogador do São Paulo que citei estava no elenco.

Há mais: o time atuou em Alagoas, quinta-feira, pela Copa do Brasil, porque o jogo foi antecipado e a diretoria nem sequer reclamou do que prejudicou a agremiação.

Era para jogar quarta diante do Ituano pelo Estadual, quando poderia preparar o time e poupar o elenco.

A ciência

O andamento dentro do gramado forçou o técnico a mexer no time durante o 2°t, devido ao cansaço de quem saiu durante o clássico. Se quiser entender, leia o post anterior.

A construção

O elenco precisa de opções de velocidade pelos lados, as disponíveis são jogadores promovidos das categorias de base que necessitam a rodagem oferecida pelo treinador desde o início do torneio.

Quando diretoria e a torcida afirmam que pretendem aproveitar os atletas da base, está implícito que se disponibilizaram a ter paciência, a cogitarem tropeços no gramado como parte do desenvolvimento dos jogadores.

A piada

Depois de tudo isso, é sério que elegeram Dorival para as críticas pelos resultados?

A gestão

A diretoria precisa atuar. O mercado de técnicos oferece poucas opções.

André Jardine (gosto muito) tem conceitos de futebol parecidos com os do principal  treinador do clube e seria fritado rapidamente por deixar os renomados na reserva e perder jogos.

No país onde muita gente quer falar e pouca escutar para aprender, a repetição massante de clichês goleia a avaliação técnica e convence os cartolas a atenderem a grita da torcida.

Os cartolas precisam aumentar o respaldo ao Dorival e manter a paz no CT da Barra Funda.

O futebol

É impossível afirmar que Dorival conquistará torneios pela agremiação do Morumbi. Há elencos melhores nos pontos corridos e os demais campeonatos são disputados em jogos eliminatórios.

Nesse momento, se pode afirmar que são muitos os acertos do técnico, há o padrão coletivo em construção, o time oscilará, necessita ajustes como todos no país, que os desempenhos dos contratados está aquém do necessário e se os dos jogadores pelos lados não melhorarem (Marcos Guilherme é uma exceção e merece elogios pela contribuição tática) o time, seja qual for o técnico á frente do elenco, terá dificuldade para jogar com proposta atualizada dentro dos gramados.

Dois meses

É o prazo mínimo honesto para exigir rendimento técnico elogiável de atletas e times. Críticas antecipadas ou são populistas, ou plena ausência de paciência, ou de conhecimento técnico do futebol.

 


Gabigol e Vanderlei garantem alegria santista; São Paulo jogou mais futebol
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De Vitor Birner 

São Paulo 0x1 Santos 

O Santos foi mais preciso na única finalização em direção ao gol. Vanderlei foi o craque do jogo e Gabigol merece aplausos pelo acerto de artilheiro.

A agremiação do Morumbi teve a iniciativa e ditou o ritmo, mas Cueva desperdiçou as grandes oportunidades, Diego Souza manteve o padrão aquém do necessário, Nenê oscilou e a elogiável  atuação do coletivo montado por Dorival foi pouca para ganhar dos equívocos e acertos de finalização que determinam o resultado no futebol.

O empate

Dorival Jr orientou o sistema de marcação a atuar adiantado. A estratégia foi positiva e se Cueva fosse mais competente na finalização geraria o gol.

Teve duas oportunidades na área, em ambas o goleiro Vanderlei, melbor do Santos no clássico, brilhou, no 1°t em que o São Paulo foi muito melbor na parte coletiva.

Jair Ventura atuou com Gabigol de centroavante, além de Copete e Eduardo Sasha, pelos lados, no suposto trio de frente.

Manteve o sistema de marcação recuado, por isso os atletas pelos lados puderam apenas cooperar na recuperação da bola, enquanto Gabigol permaneceu adiantado esperando os lançamentos para apostar corrida com os zagueiros.

O clássico disputado no entorno da área do Santos teve Sidão como torcedor dentro do gramado, momentos de gol apenas da agremiação do Morumbi.

O artilheiro

O clássico seguia com igual ritmo no início do 2°t. São Paulo mantinha a bola no campo de frente e conseguia finalizar.

Aos 10, o Santos que nada acertava com a bola conseguiu o necessário para  ganhar. Transição em velocidade precisa, lance elogiável de Sasha, o autor da assistência para Gabigol finalizar com muita categoria do lado direito.

A necessidade

O gol reforçou as propostas de ambos os times. São Paulo manteve a iniciativa e o Santos a retranca e os lançamentos para o artilheiro na frente.

Em poucos minutos, Dorival teve que mexer. Marcos Guilherme, um dos atletas mais fortes na contribuição coletiva, solicitou e o técnico optou por  Valdivia no gramado.

Como atua com as linhas avançadas, recompor o sistema de marcação no tempo necessário e, mais que isso, intensidade na recuperação de bola no segundo que a perde são prioridades nessa proposta de futebol.

A intensidade diminuiu sem Marcos Guilherme no gramado.

O treinador por isso mais uma vez precisou alterar a formação. Podia optar porque o trio Cueva, Nenê e Diego Souza contribuía aquém do preciso na manutenção da intensidade. O peruano cedeu a vaga ao Brenner. Pouco depois o apagado Diego Souza foi descansar e Tréllez ao gramado.

O treinador pretendia manter forte o sistema de marcação adiantado, aumentar a velocidade pelos lados, além de gerenciar a parte física após o jogo da Copa do Brasil no qual o clube se classificou.

Jair Ventura teve que alterar o time para evitar a igualdade no resultado. Sasha pelo Arthur Gomes, Renato por Leo Citadino e Copete por Guilherme foram as opções do técnico que, além da formação, ajustou o desenhos do coletivo.

O Santos atuou com 2 quartetos e a dupla Arthur Gomes e Gabigol na frente.

A dinâmica

As alterações mantiveram o andamento do clássico, mas aumentaram as dificuldades para o clube do Morumbi finalizar em condição de igualar o resultado.

O futebol

Sorte ou azar, além de equívocos e acertos dos atletas de ambos os elencos, sem benefícios do árbitro, determinaram qual agremiação mereceu comemorar  no clássico.

Ficha do jogo (atualizando)


Produto,socialite, instagrammer, atleta;Neymar joga o atual jogo do futebol
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De Vitor Birner 

O projeto

Neymar pretende atingir o ápice que o futebol atual permite. A ida ao PSG é uma parte do projeto.

Topou abrir mão da alegria de atuar com Messi no Barcelona, onde era coadjuvante de alto nível ou um protagonista eventual e incomparável ao colega 'hermano' de elenco.

Nos clubes

Tinha situação confortável na Catalunha. Ganhou uma Liga dos Campeões dividindo artilharia com os dois melhores atletas do planeta, brilhou das oitavas se final em diante naquela temporada, e se entendia com os colegas da agremiação.

Em Paris aumentou os lucro$, as relações entre os atletas são mais difíceis e o próprio Neymar se impôs a obrigação de ser o Messi do time.

Sarrafo alto

Como você avaliará o futebol de Neymar, se o PSG conquistar o principal torneio de clubes da Europa e outro jogador do elenco for o grande protagonista?

É um esporte coletivo, merecerá aplausos, mas será, ao próprio jogador, muito pouco.

Se fosse 'apenas' para ganhar Liga dos Campeões, permaneceria em Barcelona. Mostraria a oferta que optou por aceitar aos dirigentes da Catalunha, receberia uma para renovar e a tendência era se acertarem.

A ida ao PSG é uma parte do projeto pessoal de Neymar para ser o melhor jogador do planeta.

O futebol

Em Barcelona, era avaliado como atleta solidário em campo.

Atuava pensando em contribuir e, quando possível, brilhar.

Messi e Suárez permaneciam adiantados. Tinha obrigação de recompor o sistema de marcação, recuar e formar o quarteto no meio de campo, e nunca reclamou da proposta de jogo.

Se receber as mesmas orientações no PSG para colegas terem regalias táticas como as de Suárez e Messi, não aceitará. O técnico sabe disso e tem certeza que numa queda de braço será goleado por Neymar.

O jogador alterou algumas características. Entra em campo para brilhar e, se for necessário e quiser, pode contribuir com o coletivo. A ordem de prioridades da Catalunha foi invertida na França.

Por isso, em lances que na agremiação anterior tocava a bola, agora tenta resolver na individualidade.

É o planejamento para ser o melhor do planeta. Nem monstro, nem mocinho, Neymar é o mortal jogando o jogo atual do esporte, dentro e fora do gramado.

As conquistas 

A marca do uniforme, cor e design da chuteira, corte de cabelo, a namorada, os parceiros, o carro, a música que escuta, as férias e sei lá mais o quê é oferecido por Neymar á parte do público ávida por esse monte de tolas curiosidades.

Os acertos pessoais e resultados positivos dentro de campo referendam e valorizam toda a proposta do staff do jogador, que construiu um grande ícone comercial dos tempos atuais. Ser o melhor do planeta, de preferência o quanto antes para aumentar os lucros, é indispensável ao êxito do planejamento.

Tags : Neymar


Jonas foi esquecido por Tite?O campo fala que merece ser testado na seleção
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De Vitor Birner 

Os convocados

Gabriel Jesus é o titular e Roberto Firmino a opção de Tite para centroavante. Os dois são competentes e podem atuar na seleção.

O treinador, ciente que precisa estar preparado para algo que impeça um de ir ao Mundial, pensa em alternativas.

Uma opção

Jonas merece a oportunidade. Atuou em dois setores e manteve a artilharia em ambos. Por exemplo, não era centroavante na temporada 2015-2016, quando comemorou 32 gols e 14 assistências em 34 jogos do campeonato português.

Atuava como segundo na frente pelos lados, ou no meio e muito próximo de Mitroglou, o mais avançado na época.

Mantave os encargos na temporada seguinte, quando machucou o tornozelo (em 14 rodadas não pode jogar e depois precisou readquirir o ritmo), mesmo assim conseguiu 15 gols e 3 assistências no torneio de pontos corridos.

Na atual temporada é centroavante com  25 gols e meia dúzia de assistências em 21 rodadas.

Números elogiáveis, principalmente se lembramos que apenas em duas não comemorou acertos de finalização.

Os números de Jonas na Liga dos Campeões são piores, tais quais o da agremiação lisboeta. Além disso, disputa  uma competição nacional mais fácil que a dos preferidos de Tite.

Dos supostos candidatos a alternativa, Diego Souza, William José e Vágner Love (apenas li e não chequei para saber se pertencem á lista), apenas o que atuou pelo São Paulo joga em torneio mais forte que a do Benfica. Talvez os 34 anos que o esquecido completará em abril preocupem o técnico da seleção.

Respeito qualquer escolha do treinador  mais elogiado no país, mas creio que o artilheiro mostrou no gramado que merece ser testado e cogitado para uma das vagas que supostamente podem haver no elenco.

*Os números sobre o desempenho do atleta são do transfermarkt

 


O melhor para o futebol é o Barcelona ganhar e não ter que pagar a Neymar
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De Vitor Birner

O futebol

As luvas antigamente eram necessárias.  Jogadores de futebol não enriqueciam.

Nenhum exemplo é melhor que o de Pelé. Era veterano, tinha decidido final de Copa do Mundo, conquistado o tri no torneio, comemorado mil gols antes de ir ao Cosmos fazer o pé de meia.

Os clubes eram literalmente donos de atletas e pagavam bichos como recompensava para quem avaliavam merecer uma grana a mais na renovação de contrato.

Depois que Marc Bosman ganhou na Justiça direito de trabalhador para quem joga futebol o mercado foi mudando gradativamente.

Atualmente, atletas da base em instituições estruuradas recebem bons vencimentos. Clubes gigantes, para manter os privilégios comerciais e saciar o anseio dos torcedores por 'heróis' e resultados, são quase refém das estrelas do esporte.

O que antigamente era usual, hoje solicita adaptações. Os juristas mais uma vez podem impor o padrão que torna o esporte mais ético e saudável além dos gramados.

O imbróglio

Neymar foi á Justiça pedir o pagamento da segunda parcela acertada com o Barcelona na renovação de contrato. O clube não quer pagar os 43 milhões acertados para o atleta, na época, continuar na agremiação.

''Moralmente ele não tem direito de pedir algo que não cumpriu. Eu acredito que se oferecemos condições a ele, era pra que fossem cumpridas. Se não cumpre, não tem porque cobrar. A justiça vai decidir'', afirmou Jordi Mestre, diretor esportivo do time catalão.

Barcelona acerta

Há distintas formas de avaliar. Nenhuma é plena de razão.

Quem discorda do cartola pode afirmar que o valor das 'luvas' foi para renovar e não cumprir o período inteiro contratual, que havia a cláusula de rescisão, a mesma cobre prejuízos e se o Barcelona sente que não foi recompensado foi por equívoco na negociação ou na formulação do documento.

Penso como o dirigente. As regras para os contratos enormes como o de Neymar precisam ser específicas.

O valor de renovação precisa estar atrelado ao pleno cumprimento dos contratos.

A rescisão encerrra os pagamentos e se o clube pagou na assinatura valor integral, o atleta, se rescindir antes do prazo estipulado, deve devolver parte proporcional do que recebeu. É essencial diminuir a facilidade de inflacionar o futebol.

O Barcelona, por exemplo, para garantir a permanência de Piqué, renovou com o atleta de 30 anos e estipulou cláusula de 500 milhões de euros, igual a de Sergi Roberto que como o colega teve sorte de ser abençoado pelo padrão determinado após a contratação de Neymar.

Phillipe Coutinho comemorou e o Liverpool nem tanto, pois é dificl, após a inflação do futebol, contratar os mais habilidosos. Propostas que antes eram complicadas de serem recusadas agora são o padrão.

O cartola do Barcelona tem toda a razão.

Os juristas que resolvam se Neymar merece receber o que pretende apos preferir encerrar para ganhar mais no PSG.

Do mesmo jeito que Bosman foi resolver o absurdo da proibição de aceitar boas propostas, talvez seja o momento de os clubes conquistarem alguns direitos quando investem fortunas em alguém para reforçar o elenco.

Penso assim apenas para contratos grandes como o de Neymar. É jogo de gigantes tal qual o de grandes empresas. A regulamentação tem que proteger o futebol.

Para poucos

Barcelona, os dois clubes de Manchester, Real Madrid, Chelsea, Liverpool, Juventus, no embalo o Bayern de Munique, outrora o Milan e russos, além de times da Premier League inflacionaram o esporte.

Nem todos conseguiram manter. Os do país com índices de corrupção que goleiam os do Brasil, coincidentemente escolhido pela Fifa para o torneio de seleções,  tiveram que sair do jogo como o gigante italiano de Milão, que continua patinando enquanto procura como  entrar na elite comercial do futebol.

Está cada vez mais restrito o acesso. O caminho atual o indica que haverá cerca de meia dezena de times concentrando quase todos os principais atletas.

O tal 'Fair Play' que a Uefa propõem parece inócuo e pode ser desprezado se os gigantes formarem a própria liga desvinculada da atual hierarquia do esporte.

A ideia de uma NBA de gols é péssima para a atividade que se agigantou no século anterior por ser popular, criar identidade do torcedor com uma agremiação do bairro ou da cidade, gerar a sensação de pertencimento e mais paixão pela camisa que admiração por desempenhos, pois tudo isso será minimizado, talvez encerrado pela radical elitização do futebol.


Raí e Dorival precisam avaliar se o elenco do São Paulo quer Cueva
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De Vitor Birner

A gestão

O problema não é o que a diretoria do São Paulo pensa sobre Cueva, mas sim como o elenco avalia as polêmicas do colega.

Raí mostrou ao atleta que é necessário respeitar a agremiação, Dorival Jr acertou quando iniciou a temporada com o peruano entre os reservas porque preferiu ir ao CT da Barra Funda quase uma semana depois dos outros atletas, mas o aval para atuar agora precisa ser de quem se esforça diariamente dentro dos gramados para ganhar jogos.

Hoje, se desculpou com todos.

O respeito

As medidas administrativas e técnicas foram precisas. Cueva mostrará se assimilou ou se tornará inócuos os acertos.

Os atletas sérios e comprometidos do elenco entortaram o nariz para a insolência do colega. Se a direção e o treinador a relevassem, os esforçados, com razão, avaliaram o departamento de futebol como refém de alguém que desdenha deles e da agremiação.

Todos os times, inclusive o do Morumbi, precisam montar o coletivo forte para disputarem os principais torneios. Desenvolver respeito e união recíprocos são parte da construção e aumentam a competitivade no gramado.

Mas de agora em diante há a desconfiança que Cueva precisa encerrar com os atletas mais rodados e sábios do elenco.

O futebol

Os cartola e o treinador mostraram para o elenco quem manda no clube. Mantiveram o respeito no ambiente e no departamento de futebol.

Essa é apenas uma parte do necessário para o time. Há outra mais difícil, talvez lenta, que cabe apenas ao Cueva solucionar, será o próprio ganhar a confiança dos jogadores.

Sem exagero, c… em alguns quando afirmou que ou atuava ou se recusava a viajar com o grupo de atletas.

A tradução

Cueva se omite no sistema de marcação. Quando acontecer, jogadores de personalidade forte tais quais Jucilei e Petros imediatamente avaliarão que deixou o time na mão. Será outro capítulo do peruano contra o elenco.

Sabem que com a bola é habilidoso, talvez o melhor do São Paulo na criação, mas sem o coletivo acertado, para o qual precisa contribuir ao invés de complicar, gerará mais prejuízo que lucro dentro dos gramados.

Talvez Cueva necessite agregar virtudes, melhorar a dinâmica de futebol.

Os palpiteiros

Após ler comentários sobre a importância do jogador, tive a impressão que alguns o avaliam como decisivo e indispensável dentro de campo.

Teve quem afirmou que Dorival precisava por o atleta no clássico diante do Corinthians. Esses mostraram respeito ao clube igual ao do peruano, pouco entendem sobre a gestão do elenco e a construção coletiva primordial para a temporada.

O futebol pode solicitar exceção, mas nunca em primeira fase do Estadual e durante a formação do ambiente de competitividade.

É melhor para o São Paulo ter o ambiente com todos os jogadores se empenhado e Cueva fora do time que montes de atletas incomodados pelas oscilações do colega dentro e fora de campo.

Os resultados

Há 5 temporadas o atleta teve a última conquista. Foi pelo Unión Española, onde atuou em 16 jogos, ofereceu uma assistência e nenhum gol comemorou.

Além do torneio do Chile, festejou dois no país em que nasceu pela Universidad San Martín de Porres. Em um, no primeiro, recém ganhara oportunidade no elenco principal. No seguinte, há 8 anos, em 27 jogos conseguiu 5 gols e 5 assistências.

Atuou 14 vezes na Libertadores pelo time onde iniciou, Alianza Lima e Deportivo Toluca. Nunca entrou na artilharia.  Apenas uma vez conseguiu tocar a bola para quem festejou.

Elevar padrão

Além das dificuldades no sistema de marcação, Cueva tem para disputar cruzamentos e finalizar.

Muitas vezes nem sequer avalia os momentos de aumentar a velocidade ou cadenciar o andamento do jogo.

Sabe driblar e tem habilidade para, com o toque de bola, oferecer aos colegas os momentos de gol. Precisa entender que alguns centroavantes e quem regularmente ganha jogos com lances individuais adquiriram a regalia de serem apenas servidos dentro do gramado.

Me refiro a Cristiano, Messi e talvez o Neymar.

Os consagrados atuam mais avançados. O que pretende ser melhor do planeta se movimenta pelo campo, decide montes de jogos e para ter privilégios na parte coletiva foi de Barcelona, onde tinha que recompor quarteto do meio de campo para Suárez e o 'hermano' permanecerem avançados, a Paris.


Vasco goleia o Vasco elegendo Eurico Miranda presidente dos beneméritos
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birner

De Vitor Birner 

O cartola

A eleição de Eurico Miranda para presidência do Conselho de Beneméritos mostra que:

A política goleia as necessidades do clube.

O cartola manteve a força para dar palpites e se não for ouvido e atendido dificultar a gestão.

Continua sendo referência entre conselheiros.

Pode se equivocar quanto quiser e manterá a força dentro da agremiação.

As relações dentro de São Januário são mais importantes que a instituição.

O Vasco tem donos ao invés de abnegados que se dedicam ao fortalecimento do time de futebol.

F5

Tem que andar para frente.  A administração precisa ser atualizada e há conselheiros atrapalhando a construção a ser iniciada.

Nos tempos em que número de torcedores gera mais dinheiro, o clube com a quinta nação do futebol, em quantidade, no país, poderia montar elencos que ofereçam resultado melhores no gramado.


São Paulo mexe nas diretorias de marketing e de comunicação
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birner

De Vitor Birner 

O antecessor

As duas estavam desocupadas após a saída de Márcio Aith para assessorar  Geraldo Alckmin na suposta campanha para presidente (o partido tem que aprovar nas prévias) e ser o substituto de Rai no Conselho de Administração, pois o ídolo foi para a diretoria de futebol.

Os contratados

O marketing do São Paulo será administrado por Luiz Fiorese, que foi diretor de novos negócios da Vivid Brand (agência do Grupo Publicis) a qual tem no marketing esportivo uma das especialidades.

Gerencia as contas da Asics, Mobil, CBF Hospital Sírio-Libanês, Brookfield, Chevrolet, Herbalife, Bradesco Seguros e da Confederação Brasileira de Surf (preciso checar se todas continuam neste momento com a agência).

A diretoria de comunicação será de Guilherme Palenzuela, que foi repórter do Lance, UOL e era assessor de imprensa da agremiação.

Atualizando