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São Paulo quer boicote da torcida em estreia após declarações de Vampeta
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De Vitor Birner

O São Paulo apoiará o boicote da torcida ao jogo diante do o Audax. Será oficial.

Ou por meio de nota, ou mais provavelmente com entrevistas de dirigentes, será recomendado que guarde o dinheiro e se ausente da estreia do clube no estadual.

A medida inclui o aval para o ídolo sequer dirigir o time. A decisão de ir cabe ao próprio Rogério Ceni. O ex-atleta pensa como os cartolas, mas por questão técnica da função comparecerá à Arena Barueri.

Seria um equívoco o elenco ir ao jogo sem o líder.

O convívio de ambos estabelece padrões de comando, respeito, comprometimento. A construção do ambiente é uma das bases para a conquista de resultados positivos.

Dirigente e faturamento

A estreia como treinador será no torneio que o clube disputa nos EUA. Restará o jogo como treinador diante dos torcedores da agremiação.

As declarações de Vampeta e o preço dos ingressos –  custam R$100 – motivaram o posicionamento institucional.

Os cartolas avaliam que o ideal será a nação de seguidores do clube receber o ídolo no Morumbi. Acham que o dirigente do clube de pequeno porte desrespeita o São Paulo e, diante disso, recomendam à torcida economizar para a rodada seguinte. .

Querem grande público diante da Ponte Preta no Morumbi.

Veja: Vampeta defende preço caro e promete pétalas de rosa na estreia de Ceni


Cristiano mereceu; Messi nem tinha que concorrer e Suárez foi injustiçado
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De Vitor Birner

A conquista inquestionável

Cristiano mereceu, com sobras, a comenda que acaba de receber. Neymar tinha que ser ausência porque caiu de rendimento na temporada.

Messi, o mais habilidoso, nem fez jus à indicação ao trio dos principais.

A disputa pelas outras duas colocações deveria ter o indicado Griezmann e o menosprezado Suárez. Ao trocar o concorrente, o 'neo-futebol fifaístico' referenda que o marketing ganha do que houve no gramado.

O mercado goleou os desempenhos

O prêmio da Fifa de melhor do mundo se transformou numa disputa de 'cristiânicos x messiânicos'. Os eleitores doutrinados desprezam o que houve na temporada e,  tal qual temessem serem considerados hereges candidatos à fogueira do futebol,  tornam intocáveis  o português e o 'hermano' nas primeiras colocações.

Como se fossem alguns dos religiosos em tempos idos e atuais, desprezam questões fundamentais ditadas por Jesus Cristo, decidem o que é politicamente conveniente e pecam por trocarem o marketing pela moral essencial do que supostamente creem e compreendem.

No esporte, o mérito, acima dos nomes, deveria prevalecer.

Mas o prêmio da entidade privilegia os personagens e a capacidade em vez das realizações.

Relembro: a comenda é para os destaques da temporada. As anteriores deveriam ser completamente esquecidas quando treinadores e capitães de seleções votam e decidem a ordem do trio predileto.

Messi brilhou menos que o centroavante 

O 'hermano' é o mais genial, brilhante e espetacular atleta em atividade.

Merece ser chamado de craque e melhor do planeta.

Na última temporada, a que deveria ser considerada, o 'hermano' foi muito acima da média, mas houve atletas com desempenho superior.

Um deles foi colega de clube.

Suárez, de novo, merece ser avaliado tal qual o injustiçado da vez. Quem assiste aos jogos do Barcelona sabe que o uruguaio foi o principal atleta da agremiação.

Todos os gostos e argumentos

Os números são relevantes na avaliação do futebol. Devem ser observados com inteligência para o analista evitar transformá-los em burrice fria, monótona, que individualiza a atividade essencialmente coletiva.

A simples ideia de indicar apenas um personagem acima de tudo no esporte de onze é meio tola. É válida, mas deveria ser uma diversão lúdica ao invés de algo tão reverenciado.

Nem s objetivistas matemáticos são capazes de colocarem Messi acima de Suárez. O uruguaio fez mais gols e quantidade igual de assistências.

Considerei a temporada européia porque foi a que participaram.

Messi, no torneio nacional de pontos corridos, atuou 33 vezes, fez 26 gols e 18 assistências. O colega de clube foi ao gramado em 35 jogos, fez 40 gols e 19 toques para os colegas comemorarem.

Na Liga dos Campeões, o 'hermano atuou em 7 partidas, marcou 6 gols e fez uma assistência. O desprezado atuou 9 vezes para festejar em 8 e oferecer quatro alegrias aos demais atletas do Barcelona.  No Mundial os números de Suárez goleiam.

Gols 1×2 e assistências 2×5.

O único torneio no qual Messi 'ganhou' de Suárez foi a Copa do Rei; teve um jogo, um gol e uma assistência a mais.

Se incluirmos o que houve do segundo semestre em diante, o mais fácil para os gigantes da Europa porque tem a fase de grupos da Liga dos Campeões, o 'hermano' voa com 10 gols e e duas assistências em 5 jogos no torneio continental, enquanto Suárez marcou duas vezes e fez três toques para o gol.

Nessa referência de período, o Griezmann, inquestionável na indicação de trio da temporada, seria ausência na eleição e uma série de outros jogadores entraria antes do francês.

Aliás, para quem despreza potencial de elenco, proposta de futebol e força dos oponentes se comparada ao time no qual o jogador atua, aviso que marcar gols com a camisa da agremiação de Simeone é mais difícil que trajando os mantos do gigante da capital e no de Luis Enrique.

Pelos números no semestre, o Cristiano sequer entraria na lista, pois houve atletas com desempenho e números maiores.

Após conquistar o torneio de seleções o 'gajo' caiu de rendimento, o que é normal para quem teve as férias (descanso)  abreviadas e se prepara no limite da força  .

Seja pela política anterior ou o marketing arraigado vigente, o patinho feio continua sendo o centroavante do pequeno país sul-americano e do Barcelona.

A história, no futuro, terá que ser mais inteligente que os prêmios, se pretende contar o que houve dentro dos gramados de futebol.

Quem são os eleitores

Os capitães de seleções,treinadores,  duas centenas de jornalistas e torcedores cometeram os equívocos citados em prol de Messi.

Poderiam criar o prêmio alternativo 

Sugiro que seja batizado com o nome de Suárez e oferecido ao atleta que atuou em alto nível e foi menosprezadonas indicações  por doutrinas mercadológicas. Sérgio Ramos e Mahrez poderiam concorrer com o sul-americano nessa temporada.   

Nada de glamour, moda, formalidades e esses negócios que pautam o neo-futebol.

Em qualquer boteco ou arquibancada que permita a permanência de torcedores em pé a premiação pode acontecer. Sequer haveria necessidade dos jogadores comparecerem. Muitos curtiriam, mas nem teriam como porque talvez houvesse retaliações de federações e da agremiação.

O único veto seria a de tietarem exageradamente os raros e idealistas jogadores que comparecessem.

Haveria permissão para os torcedores irem com bandeiras, sinalizadores, cantarem, pularem e o que mais quiserem. O marketing do evento incentivaria as pessoas a festejarem.


Problema do Corinthians para contratar parece ir além do dinheiro
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De Vitor Birner

Os do treinador

Oswaldo de Oliveira foi treinador do Sport antes de chegar ao Corinthians, .

O Alvinegro queria Rithely do Rubro-Negro, mas contratou Paulo Roberto, reserva da agremiação na maioria dos jogos no torneio de pontos corridos.

Gabriel, volante do Palmeiras, é nome na lista de reforços. Atuou no Botafogo com o treinador e foi indicado para o Alviverde assim que o mesmo foi contratado pela agremiação do Allianz Parque.

A impressão é que a diretoria mostrou o bilhete azul para Oswaldo de Oliveira e manteve muito do planejamento feito pelo treinador para a formação do elenco.

Carille, na entrevista assim que foi recolocado no cargo, afirmou querer o time 'mais compactado'. O antecessor tentou fazer o Alvinegro atuar mais com a bola. Queria iniciativa de ir à frente para ganhar.

O planejamento, se havia, tinha que ser reformulado, pois são necessários atletas com características distintas das privilegiadas pelo técnico rodado, que se encaixem nas pretendidas pelo novato para a construção da estrutura coletiva.

Os tais dos 100 quilômetros 

Pablo, o zagueiro que o clube quer, foi da Ponte Preta, tal qual William Potker que continua na Macaca e o Alvinegro pretende contratar.

Nenhuma novidade: Cléber, Rildo, Elias e Guilherme foram ao Parque São Jorge jogaram após atuarem na agremiação do interior.

Resta investir em alguém do Bragantino para o clichê ser mantido.

Garimpar mais e oferecer a oportunidade

O Corinthians tem o departamento de análise do desempenho de atletas para embasar as negociações. Nem entro no mérito da qualidade dos escolhidos, muitos obtiveram êxito sob orientações de Tite,  mas duvido que o leque dos indicados seja tão restrito.

Oswaldo de Oliveira é avaliado pelo mercado como treinador honesto e nunca escutei sequer boato que ganha na transferência de jogadores.

Ou seja: os dilemas para a formação do elenco têm sido o caixa vazio e o desconhecimento do mercado, ambos somados em vez apenas o mais citado, de quem escolhe e contrata.

Creio que os cartolas do Alvinegro podem ampliar as fronteiras porque há jogadores menos renomados querendo atuar numa agremiação gigante.

Nenhum planejamento atualizado no futebol

O Alvinegro, com Tite e o Edu Gaspar, fazia reverência ao profissionalismo. O gerente afirmava que no momento da saída de alguém havia uma lista de nomes para reposição.

A prática confirmava. Elias, Ralf e outros chegaram ao clube como discretas contratações e subiram de patamar após atuarem na agremiação.

A gestão foi pioneira na política dos ingressos com preços maiores, contribuiu para inflacionar  o valor das entradas ao público do futebol e transformar o programa de sócio-torcedor em doutrina, potencializou o marketing e ganhou a Arena em Itaquera. Contraiu a dívida para bancar o palco dos jogos porque os aumento de faturamentos sugeriam que seria possível o pagamento e o dirigente mais forte tinha influência política.

Nada funciona se a cartolagem mostrar desconhecimento do mercado.

Paulo Roberto completará três décadas de vida e nunca se firmou em qualquer agremiação. Kasim com essa idade teve desempenho discreto no Coritiba. São jogadores com minúscula, ou nenhuma, margem de evolução dentro dos gramados.

Acontece de alguém com tal perfil fazer grande temporada, mas é exceção e ninguém investe milhares de reais no esporádico. Jô priorizando o futebol pode ser construtivo, pois reforçará os lances aéreos na frente.

Provavelmente sequer foram observado por quem contrata ou indica reforços para o elenco.

Formar o time competitivo

Nesse momento, os mais técnicos do grupo de atletas são alguns que permanecem da frustrante campanha no torneio de pontos corridos. Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme têm qualidade para renderem futebol superior ao mostrado. Marlone entra nessa turma.

A questão é construir o ambiente de competitividade, houve atletas dispersos em alguns jogos, e saber se irão continuar no elenco.

Treinador orienta, gerencia os atletas, mas necessita de jogadores capazes e devidamente remunerados, que são incumbências dos cartolas.

Com mais acertos

O post é do momento atual do clube. Se a gestão subir o padrão, escreverei outro avaliando o potencial do elenco e do Corinthians na temporada do futebol.


Gabigol necessita saber que por enquanto é ‘apenas’ uma grande promessa
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De Vitor Birner

'Menos seria mais'

Gabigol foi oficializado como jogador da Inter de Milão no último dia de agosto, quando completou duas décadas do nascimento. Deveria saber que dentro do embrulho de presente havia milhões de euros e uma grande oportunidade para aprender.  Nem todos os atleta conseguem iniciar em clube tão grande no mercado europeu.

A agremiação compõe o trio dos gigantes italianos ao lado de Milan e da Juve.  Qualquer lista com as dez maiores do continente tem os 'nerazzurri'.  Gabriel tem mérito e privilégio de pular a Ucrânia, Turquia e toda a periferia rica do futebol.

Os interistas poderiam investir noutro atleta; deveria valorizar a escolha e retribuir com paciência, treinos fortes e humildade para conseguir mais minutos em campo e, quem sabe, tornar rotina o legítimo sonho de ser protagonista.

A apresentação com pompa talvez contribuiu para a ilusão de que ganhar a titularidade seria fácil.

Pisou na cidade sob calorosa recepção da torcida; na entrevista coletiva inicial houve colega cometendo o devaneio de questionar se poderia suceder Ronaldo.

Seria muita maturidade do jogador tão novo, se conseguisse abstrair tudo e mantivesse os pés no chão. Quando adultos são capazes disso, tal virtude merece ressaltos no mundo de ostentação e ambição 'de viver como as Kardashians'.

E quando entrou no gramado

A empolgação dos exagerados foi desprovida de embasamento técnico e contraproducente. Gerou pressa desmedida e a inoportuna frustração,

Os metros sagrados onde se toca, dribla e marca fincaram as chuteiras calçadas pelo jogador no sagrado solo natural.

Primeiro foi Frank de Boer, treinador demitido, o algoz por deixar o atacante sentado. O sucessor Stefano Piolli fez igual e o criticou em entrevista após o atacante entrar nos finais de dois jogos e tentar  lances de efeito que considerou equivocados e de nenhuma in utilidade.

Queria objetividade

Dentro de campo no  'calcio é nóis'

Nas modernas salas com design de arquitetura e cheias de personalidade, onde se faz o 'brain storm' e são criadas as propagandas que aumentam o consumo de produtos e às vezes agregam valor às marcas, é possível potencializar os feitos.de jogadores, desde que haja.

A propaganda ao ser contratado tinha gols e assistências que fazem a arquibancada comemorar. Como é o Gabriel em vez de Suárez, Cristiano, Messi ou alguém desse padrão, necessita apresentar mais que o talento para chegar no estágio pretendido dentro do futebol.

Simples assim;  ganhar tal direito exige inteligência individual em prol do coletivo, esforço sem a bola,  adaptação à cultura de futebol dos mestres da tática.

O caminho óbvio para o êxito

A Itália ensina. Basta querer assimilar.

O torneio com os maiores construtores dos sistemas de marcação tem padrão de qualidade abaixo do inglês, alemão e espanhol. mas é uma escola para atletas como Gabigol.

O ex-santista é, para qualquer avaliador competente e racional, uma grande promessa para o futebol da Europa.

Tem muito a aprender.

No Santos fez atuações inaceitáveis no padrão do 'calcio'.  O terceiro gol do Grêmio, no tropeço do clube de Dorival,teve equívoco tático que faria o treinador e os jogadores de qualquer time da Itália o criticarem naquele tom reservado ao vestiário.

Leitura de jogo é uma das maiores dificuldades dos atletas de nosso país. São frutos de uma cultura social egoísta, onde o personagem que brilha é quase tudo e a contribuição discreta dos operários é menosprezada, esquecida, apesar de fundamental na construção de resultados positivos.

Tal qual houve com todos os compatriotas que foram reverenciados no país, a oportunidade e as condições para se tornar mais competitivo são ofertadas e cabe ao atleta abrir os ouvidos, se concentrar no necessário, e ganhar a posição com futebol ao invés das declarações de empresários ou qualquer questão além dos gramados.


A Chape além do futebol; muita saúde, alegria e paz para todos
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De Vitor Birner

O povo colombiano mostrou solidariedade incomum para os padrões culturais vigentes em nosso país. Tornou a dor coletiva ao invés de individual, egoísta, mesquinha.

Sim. O Brasil, que é a a junção de todos nós, tem esses defeitos nocivos ao planeta. O patriotismo em verde e amarelo simboliza uma nação corrupta e cheia de mazelas sociais.

Antes de xingar o blogueiro ou listar os defeitos de qualquer outra nação, todas têm alguns ou muitos, concentre-se no que pode melhorar para todos.

É mais funcional e humilde.

O único ser humano sobre o qual é capaz de exercer grande ingerência nas decisões e você mesmo. Crer na hipótese de alterar o comportamento alheiro é arrogância. Religiosos e crédulos no Deus, lembro que nem o próprio faz isso diretamente e oferece o livre-arbítrio, o respeito às opções individuais como escola da existência.

O ódio pauta a sociedade. Todos sentimos, mas quando acontece é a hora de silenciarmos. O Fla-Flu político da direita x suposta esquerda deve ser alterado pela argumentação embasada e o desejo de escutar atenciosamente o que o oposto afirma.

O norte do raciocínio tem que ser a harmonia coletiva, a qual tem como alicerces a compreensão, o perdão, generosidade e paz.

O que for pautado por ódio, vingança e satisfação ao ver alguém com problemas joga contra essa construção da sociedade mais feliz.

O lugar de preconceitos raciais, sociais, ideológicos, de gênero, espécies animais e todos mais que o faz parecer é na lata de lixo e ninguém deveria existir como se fosse o depósito de excrementos existenciais que impedem os avanços de convívio no planeta.

Aproveito a metáfora para reverenciar os garis que correm sob calor e frio ou chuva atrás de caminhões, enquanto tomam fumaça na cara e inalam o fedor dos restos do que foi consumido. além de recolherem o resultado da ausência da educação de quem atira detritos no chão, tudo em troca de uma merreca de salário.

Mereciam a gratidão da sociedade ao invés do menosprezo que a mesma oferece a maioria dos mal-remunerados.

Tenha amor pelas pessoas e os animais. Comida estragando na geladeira e o morador de rua ou de qualquer local com muita fome e nada para comer deveria ser avaliada como a corrupção da mínima ética social, a que ultrapassa fronteiras do dinheiro.

Reclame e questione o governo, mas faça algo se puder para questões emergenciais, além de bater as panelas e berrar em redes sociais.

Silencie os teus julgamentos de caráter alheio. Seja tão generoso ao avaliar os de outros como é ao fazer consigo.

Cada bandido morto é uma derrota da humanidade que, obviamente, nada soluciona.

Ao contrário; agrava a guerra social e alimenta a estagnação coletiva.

Todos os seres humanos cometeram equívocos pequenos ou grandes equívocos em algum momento, muitos aprenderam e se tornaram indivíduos mais construtivos.

Deus e a natureza são os únicos que têm legitimidade para decidir se merecemos mais uma chance. Eu e você somos minúsculos para carregarmos o peso de oferecer às mães, irmãos, filhos e amigos o desgosto da perda de quem amam.

Olho por olho deixará tomo mundo cego, tal qual afirmou Gandhi.

Mandela perdoou quem o deixou na cadeia sem nenhum motivo por mais de um quarto de século.

Pepe Mujica fez igual.

Jesus, sob a dor da cruz, teve generosidade e indulgência divinas ao afirmar: ''perdoai-os porque eles não sabem o que fazem''

Os anônimos juízes 'destogados' sociais, tomados pela vaidade, nada perdoam e vaticinam sentenças contra quem sequer conhecem e em questões das quais nada averiguaram.  Consideram os outros como os grandes problemas sociais, enquanto inertes os ofendem e se mantêm agarrados às tais macro-soluções econômicas que creem resolver tudo e na prática são apenas parte do básico necessário da construção coletiva.

Dinheiro é como o ar.

Se respira para viver em vez de se viver para respirar. Apenas  quem sofre de alguma patologia considera o ato involuntário de inspirar e expirar a prioridade.

As famílias de quem desencarnou em Medelim têm,  hoje, o primeiro reveillon sob a sombra da ausência dos parentes. Muitas outras perderam quem amam.

A tua comoção, se for apenas individual e apegada ao que sentiu, é egoísmo, mas se a tristeza contribuiu para fortalecer o aprendizado de valorizar a continuidade finita que Deus e a natureza permitem, e agregou capacidade para fazer a sociedade mais alegre, gera virtudes em prol da construção da harmonia coletiva, , .

O patriotismo, da forma como é aqui, territorial, é um problema social. Certamente quando houve as guerras muitas pessoas com sentimentos iguais aos dos colombianos que nos emocionaram foram assassinadas pela manutenção ou conquista de países.

Centenas de milhões, acho que bilhões, desde a confecção da primeira arma, se foram e a arrogância da nossa espécie fornece conotação positiva quando se afirma que algo deve ser mais humano.

Os exterminadores de gente, animais, florestas, rios se consideram superiores apenas porque foram dotados de maior inteligência, a mesma que destrói o planeta em nome do lucro.

Patriotismo abençoado e o cultural, de afinidades, de amor, de compreensão que o indivíduo do outro lado da fronteira pode nos ensinar e merece solidariedade.

Mesmo assim, aprender a perdoar é imprescindível aos que pretendem contribuir para o ano com mais alegria e paz!!!!!

Economize energia de apontar o dedo para mim. Pertenço ao grupo dos que necessitam lembrar constantemente o que citei para me aprimorar e ser mais construtivo.

Deus abençoe todos com saúde, alegria e paz!!


Flu, S. Paulo e Cícero acertados; falta aval do agente. M. Bastos rescinde
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Cícero passou pelo São Paulo de 2011 a 2012 (Foto: Wagner Carmo/VIPCOMM)

Cícero passou pelo São Paulo de 2011 a 2012 (Foto: Wagner Carmo/VIPCOMM)

De Vitor Birner

O São Paulo acertou com o Fluminense e com o jogador. Resta o aval do empresário Eduardo Uram para o o atleta retornar ao Morumbi.

O entrave é a comissão que os dirigentes contratantes não querem pagar.  Tal acordo impede que o martelo seja batido e ambas as agremiações economizem, tal qual consideraram ao fazerem a negociação.

Entenda a equação

Michel Bastos rescindirá o contrato com o São Paulo. Ninguém desembolsará qualquer centavo e, a partir de janeiro, o atleta poderá seguir a carreira noutro clube.

Na contratação de Cícero, se realmente for fechada, a agremiação do Morumbi gastará R$ 50 mil mensais a menos do que pagava ao jogador que sairá.

O Fluminense topou, pois quer reduzir a folha salarial. Cederá o Cícero para conter gastos. Nenhum valor será envolvido na transferência, a agremiação das Laranjeiras pagará parte dos salários do atleta e mesmo assim economizará R$300 mil mensais.

Os ganhos do atleta se manterão iguais ao atuais nas Laranjeiras.

Prefiro, por questão de ética, citar quanto recebem os jogadores apenas quando isso é fundamental para a notícia. O que descrevi creio ser o bastante para a compreensão do negócio. A contratação de Cícero foi pedida por Rogério Ceni e os cartolas tentam atender a solicitação do treinador que estreará no cargo pela agremiação do Morumbi.

Leia mais:

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Corinthians acerta ao efetivar Carille; o momento do clube exige
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birner

De Vitor Birner

O Corinthians tem grandes problemas de dinheiro gerados principalmente pelo modelo de negócio da Arena em Itaquera. O presidente Roberto de Andrade, após a política atingir temperaturas elevadas com o pedido de impeachment, nem pode cogitar o aumento das dívidas ou qualquer medida capaz de fortalecer quem pretende o impeachment.

A solução óbvia para a temporada, na qual tais questões devem ser prioridades, foi tomada. O ex-auxiliar conhece as categorias de base, e o momento afirma que é necessário oferecer mais oportunidades aos revelados no clube.

O fracasso ao tentar se classificar à Libertadores favorecerá o início da empreitada. No Estadual é possível fazer ajustes táticos, testar atletas, colocar os novatos no gramado para ganharem experiência e o time assim conseguir na maioria dos jogos resultados positivos que garantem a paz.

Escaparam do milagre 

O país em amarelo, azul, verde e branco tem cultura da corrupção e do egoísmo ultra-arraigados. Gosta de maniqueísmo e heróis que afirmam enfaticamente quais são as macro-soluções imediatistas para resolver o que o incomoda.

O treinador ganhador da Libertadores, seja qual for, atende às exigências.  Carrega a ilusão da conquista, por isso gera expectativas desproporcionais à sugerida pela realidade atual do clube.

Reinaldo Rueda é técnico desde meados da última década no século anterior. Conquistou os primeiros torneios ano passado, após herdar o Atlético Nacional preparado com maestria por Juan Carlos Osório, idolatrado pelos seguidores da agremiação.

Teve méritos ao agregar e alterar detalhes táticos e por saber como substituir atletas negociados.

Recebeu elenco estruturado, fez as avaliações e acertou na sequência e complementos ao que construiu o antecessor.  Não teve que iniciar quase do zero, como será necessário no Corinthians, pois a direção contratou treinadores de características distintas na temporada.

O colombiano, tal qual houve com Tite e pode acontecer com quem estuda e tem inteligência para o cargo, foi evoluindo durante a carreira. Seria positiva a chegada ao Parque São Jorge.

Mas, na prática, geraria uma enorme expectativa na torcida, os resultados seriam comparados aos do técnico que é ídolo na agremiação, parte da opinião pública alimentaria infrutíferas cobranças desproporcionais e qualquer frustração colocaria obstáculos ao time na temporada de aumento da interferência política porque na outra haverá a eleição.

Lembro que todos os treinadores estrangeiros foram criticados sempre que possível pelos apoiadores do bloco corporativista de nosso país.

Os tropeços comuns e eventuais, se considerarmos a força do elenco, em jogos mais relevantes e nos clássicos, atropelariam a racionalidade diretiva  e aumentaria a grita nas redes sociais e dentro do próprio clube.

A opção por Carille minimiza a mãe da frustração chamada expectativa, facilita a subida dos atletas da base e pode fazer alguns torcedores substituírem  parte da cobranças por apoio, desde que haja o empenho que a torcida pretende assistir dentro dos gramados.

É a ideal para o momento do clube, inclusive se a temporada for de jejum de conquistas.

Impacto da janela de transferências 

Seria chute a avaliação das possibilidade de Fábio Carille nessa empreitada. É necessário aguardar as movimentações e fechamento do mercado de jogadores.

Treinador competente minimiza dificuldades e amplia as virtudes coletivas. Nenhum faz, literalmente, milagre. Depende da qualidade no elenco.

Os atletas mais técnicos tais quais Marlone, Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel tiveram rendimento aquém do possível na temporada.

O sistema de marcação tende a ser mais competitivo que durante a última e curta estada de Oswaldo de Oliveira na agremiação.

Atuar com as linhas mais próximas, como Carille pretende é, acima de tudo, questão de como o treinador prepara o elenco, e de raciocínio dos que entrarem no gramado.

Em suma, há brecha nesse momento para fortalecer o time, mas sequer sabemos quem permanecerá na agremiação.

 


Marco Aurélio Cunha sai da gerência de futebol do São Paulo
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birner

De Vitor Birner

O gerente executivo confirmou no bate-papo que tivemos nessa tarde. No momento em que conversamos por celular ele estava em reunião no Morumbi tratando de questões da agremiação.

O dirigente foi direto e enfático ao comentar a opção: continuará ajudando o clube no que for necessário, elogiou a gestão de Leco que de acordo com MAC tenta reerguer o clube com pouco dinheiro após o São Paulo ter sido goleado pela gestão de Carlos Miguel Aidar, afirmou que viajará com a família aos EUA e irá à Florida Cup antes de se reapresentar à CBF com quem tem obrigações profissionais, e ressaltou a gentileza da entidade pelo período licença para labutar na entidade da qual é torcedor.

O principal motivo para a saída é a eleição em abril.  O presidente queria a permanência, mas se o candidato de outra chapa for escolhido pelos conselheiros, a tendência é a contratação de algum novo nome para o cargo.

E além disso Marco Aurélio Cunha quer evitar a mistura de questões políticas com a eleição e o cargo que exerce no futebol.


Mundial medíocre dentro do gramado; sequer consigo elogiar quem ganhou
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birner

De Vitor Birner

O torneio que deveria ter a elite do futebol, inclusive na arbitragem, é embasado em questões econômicas, políticas e geográficas.

A qualidade, por isso, de novo foi medíocre nessa edição.

Apenas para comparar

Imagine se  a distribuição de vagas do Mundial de seleções tivesse proporção idêntica ao de Clubes.

São 32 nações no torneio quadrienal e nenhuma da Oceania garante, dentro do continente, classificação à fase de grupos.

Se houvesse mais países para apoiarem candidato de situação na Fifa nas eleições e outras empreitadas,  e empresas dispostos a investirem em patrocínios, provavelmente o ganhador da eliminatória da Oceania seria dispensado da repescagem, tal qual acontece com todos os mais bem colocados noutras confederações.

Teria o direito mesmo com o atual padrão de qualidade nos gramados.

Critérios garantem padrão de qualidade

O Auckland City é uma agremiação semiprofissional. Tem que treinar de noite porque parte do elenco é formado por gente que labuta noutras atividades e sonha em sobreviver do futebol.

Mesmo assim, participou de oito edições do Mundial no atual formato. Foi o clube que mais vezes jogou o torneio.

O Barcelona, por exemplo, atuou em quatro edições e o Madrid, com'seu' apito pesado, metade das vezes dos catalães.

É óbvio que a entidade organizadora desdenhou da qualidade nos gramados ao fazer a distribuição de vagas.

Poderia indicar o ganhador da Oceania, se topasse agregar mais clubes de continentes tradicionais e fortes no esporte.

Edição das mais fracas do torneio

As questões econômicas garantem, se nenhuma zebra acontecer na Liga dos Campeões, o constante e enorme favoritismo ao representante da Europa. A facilidade para tirarem jogadores de outros continentes é similar a que tiveram quando saquearam e exploraram as populações dessas mesmas regiões enquanto colonizadores.

Hoje têm que gastar o dinheiro ganho às custas da pobreza, ignorância e miséria de outros povos, frutos em parte dos descasos de nações ricas e de regulamentações comerciais que facilitam a sustentação dessa ordem mundial que valoriza mais a vida do cidadão europeu que a do africano, e pagar pelas transferências de atletas.

O Madrid comemorou a conquista porque tem muito mais talento que o dos concorrentes. A sorte nas decisões de quem entra no gramado para cumprir as regras, tradicional e favorável na história do clube em torneios nacionais e europeus, completou o que era necessário para obtenção do sucesso.

As atuações do time foram no máximo medianas.

O treinador tem muito a fazer para extrair o possível do elenco. O 'Zidanebol', por enquanto, prioriza os desarmes, investe na transição em velocidade e lançamentos pelo alto do campo de trás ao de frente quando os oponentes adiantam o sistema de marcação. Tem tanta qualidade que isso pode bastar para ganhar a Liga dos Campeões.

Se contasse com,grupo de jogadores comuns, a estratégia seria compatível.  Critico porque diante do investimento para obter reforços e das possibilidades atuais disponíveis, o time tem que mostrar mais futebol.

Além disso, se o cidadão de Zâmbia que a Fifa elegeu para impor limites dentro do gramado, escolha no minimo ilógica,  optasse por respeitar a própria avaliação e excluísse Sérgio Ramos durante o jogo, teria sido grande a possibilidade de o Kashima Antlers transformar talento ,imitado e a força coletiva em resultado positivo.

O América teve estrutura de jogo superior a dos espanhóis.

É complicado achar os argumentos para elogiar a conquista da agremiação e o que mostrou nessa conquista do torneio.

A eletrônica foi 'sabotada' pela incompetência

O pênalti marcado para o Kashima Antlers em lance que ninguém no gramado observou, os japoneses inclusive, e no qual o atleta que tomou a falta estava impedido, foi a façanha inicial daquilo que deve contribuir para aumentar a credibilidade do futebol.

A Fifa, em nota, afirmou que concordou com a decisão, mas na disputa pela terceira colocação houve infração dentro da área favorável ao América, o lance foi reprisado para o planeta e nada foi marcado.

Apoiou publicamente e foi aos bastidores refazer as instruções para utilização da eletrônica. Manteve o silêncio porque foi necessário alterar os critérios dentro do torneio. O sujeito que nunca corre atrás da bola no gramado é quem impõe as regras. Os de fora auxiliam e tiram dúvidas pontuais.

O resumo é que a entidade conseguiu oferecer mais argumentos para os conservadores contrários ao que pode contribuir para o esporte.

Todas as modalidades que se dispuseram, conseguiram achar as medidas e elevaram o padrão com auxílio da eletrônica. Na mais popular do planeta a torcida sabe que houve interferências externas e proibidas de comunicação, e quando permitidas foram  mal-utilizadas. Eis o feito dos cartolas.

Ofereceram exemplo preciso para quem prefere a manutenção da subjetiva desonestidade que inclui interferências políticas, além do peso da camisa das agremiações. Quando tropeça na implementação do que as federações de distintos esportes conseguiram,  faz ode à burrice e a torna fundamental para o futebol.

O que posso elogiar

A força coletiva do Kashima Antlers, alguns lances de talento nos jogos e o empate de Atlético Nacional contra o América foram os pontos mais positivos.

É pouco para o torneio que sugere ser da elite técnica e tática do futebol.


Andrés quer dirigir o futebol do Corinthians; a política ferve no clube
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birner

De Vitor Birner

Pedido de impeachment

Roberto de Andrade foi eleito como candidato da situação. Andrés Sanchez era do time da política do mandatário,

Nos últimos meses, o cartola e deputado fez sutil oposição ao então colega de chapa. A fragmentação interna é grande. A maior mostra disso é o pedido de impeachment oficialmente protocolado e ganhando força nos bastidores do Parque São Jorge.

Tal movimentação interna é fruto de disputa pelo poder, crise econômica, resultados negativos dentro dos gramados, além da suposta falsidade ideológica do atual presidente porque teria assinado algum documento antes ser escolhido pelos associados para o cargo.

Roberto de Andrade sabe que Andrés Sanchez aprovou a iniciativa dos oposicionistas.

O ex-presidente contribuiu para a agremiação ter as atuais dificuldades. A Arena em Itaquera foi negociada pelo hoje deputado. O pleito ganho pelo com maiores poderes, apesar de ter contratado Pato quando era diretor de futebol e dos ínfimos percentuais de dinheiro ao clube em algumas transferências, teve a influência e foi referendado pelo dirigente mais renomado da agremiação.

Apoio e gerência do futebol

Criar obstáculos e oferecer quem os tire da frente: Essa tradicional prática da política em nosso país é marca em muitos clubes.

Andrés Sanchez, nos bastidores, comentou que topava assumir o futebol. A quem o escutou, citou contratação que pretendia para reforçar o elenco.

Semana passada, após o Roberto de Andrade sair do hospital, o deputado comentou isso com o mandatário, que recusou mexer agora na diretoria.

A oferta deixava implícito que haveria apoio para o presidente se manter no cargo.

A movimentação de recolhimento da quantidade das assinaturas que tornam relevante o pedido de impeachment era sabida por conselheiros de ambos os lados, Andrés Sanchez tinha força e conhecimento para tentar evitar ou enfraquecer a empreitada, mas deixa tudo seguir. O presidente enxerga a 'omissão' como estratégia de quem negociou e criou a dívida da Arena em Itaquera que dificulta a atual gestão.

Jogo dos bastidores tende a esquentar

Roberto de Andrade sabe que necessita apoio político para tentar diminuir o ímpeto do conselho no pedido de impeachment. Seria muita ingenuidade achar que a apreciação da pauta será simplesmente embasada em questões técnicas, e que os integrantes do órgão nenhuma influência terão na formação de opiniões e votação dos associados,

O presidente deve negociar o suporte. No futebol, em regra, são cedidas diretorias, além da autonomia aos ocupantes como barganha para o mandatário conseguir ter força na gestão. Isso sugere que a recusa pode ser alterada.

A própria demissão de Oswaldo de Oliveira é avaliada como medida política. O mandatário garantiu a permanência do treinador e ontem, quando seus pares vazaram informações, no momento inicial a ideia era a de manter quem orientou o elenco na reta final do torneio de pontos corridos.

Hoje tem reunião no conselho deliberativo.

Além pauta oficial que será colocada na ata, haverá outros assuntos e negociações políticas sendo debatidas nos corredores da agremiação.

Creio que, se questionados, o ex e o atual dirigente afirmarão que nada houve de oferta e na situação tudo continua em paz.