Blog do Birner

Súmula do dérbi é honesta e isenta
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De Vitor Birner

Na súmula, Thiago Duarte Peixoto descreve o lance da exclusão de Gabriel tal qual assistiu dentro do gramado.

As regras do futebol afirmam que o relatório deve ser escrito sem a interferência de qualquer recurso externo.

Obviamente, sabia que se equívocou.

Pode ter recebido a mensagem de alguém da federação, de pessoa próxima, ou decidido assistir, pois o quarto-árbitro falara e havia muitas reclamações dos atletas.

Tanto faz.

O relato deve excluir todas essas informações conseguidas nos vestiários. Essa é a regra do futebol.

Após o jogo, tomou a rara iniciativa de ser entrevistado, confirmou que se equivocou ao confundir os atletas, e ofereceu ao TJ da federação as ferramentas para corrigir a confusão.

Essa última, após o encerramento do clássico, cabe aos auditores e não mais para quem entra em campo para cumprir as regras.

A conduta do árbitro após saber o que fez tem sido irreparável.

Quando todos tiverem no gramado os recursos iguais ao que o leitor possui para avaliar os lances, equívocos tão simples de serem evitados serão encerrados.

 


Corinthians de Fabio ‘Tite’ Carille ganha do Palmeiras e do apito no dérbi
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De Vitor Birner

Corinthians 1×0 Palmeiras

Na raça e com sistema de marcação pragmático. Tite elogiaria o colega que bebeu na fonte da sabedoria utilizada para o Alvinegro ganhar o dérbi polêmico, intenso, que irritou os palmeirenses fez a alegria da torcida em Itaquera.

Os mais 'correria'

O treinador optou por Romero na direita, Leo Jaba na esquerda, e Rodriguinho e Maycon por dentro, todos na mesma linha no meio de campo.

O quarteto atuou em frente ao volante Gabriel e atrás do centroavante Kazim. A escalação, os critérios e a proposta coletiva foram simples de serem observados e compreendidos assim que começou o clássico.

Cariile queria sistema de marcação intenso, capaz de atuar adiantado e fazer a recomposição tal qual necessário e, ao retomar a bola, o time competente na transição em velocidade á frente.

Os atletas aturaram unidos para a teoria ser colocada em prática.

A meritocracia para os elogiados

O Palmeiras deslanchou contra o Linense com Keno e Dudu pelos lados, além de Michel Bastos e Raphael Veiga formando o quarteto.

Felipe M. foi o volante e Willian o centroavante naquele jogo em que houve a goleada e os aplausos da torcida.

O treinador decidiu fazer igual aos seguidores da agremiação. Iniciou o dérbi em Itaquera com esses que mereceram elogios.

Andamento

O Corinthians, com o sistema de marcação adiantado, tornou o jogo intenso. 'Chamou' a torcida para atuar nas arquibancadas.

O Palmeiras, mais técnico, tentou ditar o ritmo com a movimentação de quem jogou na meia e como centroavante.

A transição tocando a bola foi difícil para ambos os times.  O andamento foi equilibrado enquanto houve número igual de atletas no gramado.

Ninguém conseguia finalizar em frente aos goleiros.

As tentativas de média distância e os cruzamentos foram as principais alternativas. Gabriel acertou o travessão na de média distância e Keno fez igual após lateral cobrado na área,

A confusão e a teimosia

Gabriel recebeu amarelo e foi excluído em lance no qual sequer participou. Maycon puxou a camisa de Keno e, quando o responsável pelo cumprimento das regras se equivocou, avisou que tinha feito a falta no oponente.

Thiago Duarte Peixoto interpretou que o volante enrolou para evitar a perda do colega de time.

A incredulidade nos jogadores foi aceitável porque há muita reclamação improcedente dentro do gramado, mas o quarto árbitro sabia quem parou o lance de propósito, avisou, e o colega foi teimoso ao tirar o volante contratado no Alviverde.

Marcação se impôs

O Palmeiras, após a exclusão de Gabriel, teve muita posse de bola no campo de frente. O Corinthians recuou para congestionar a entrada da área de Cassio.

Eduardo Batista colocou Guerra na vaga de Raphael Veiga para otimizar a criação. Aos 10 minutos do 2°t, trocou Felipe M., que cortou o supercílio, pelo Thiago Santos.

Queria otimizar as movimentações no sistema de criação para o time entrar na área e finalizar em condições de fazer o gol.  As alterações foram ineficazes.

O time continuou com as mesmas opções.

O gol de Mina, em cruzamento, foi corretamente invalidado, e Willian acertou a trave de fora da área.

O treinador, ao notar a grande dificuldade do Palmeiras por baixo ultrapassar o bloqueio, aumentou a estatura na frente.  Trocou o Willian pelo Alecsandro porque os cruzamentos eram uma das principais alternativas para fazer o gol.

Carille demorou para mexer.  Léo Jaba, por cansaço, saiu aos 35 e Moisés entrou. Aos 40, tirou Kazin e mandou Jõ ao gramado.

O equívoco e a festa 

O centroavante fez o gol no primeiro lance em que participou.  Dudu tentou o cruzamento e se equivocou ao bater com pouca força ;.

O Palmeiras tinha apenas um atleta recuado. além de Guerra e Dudu atrás da linha de bola, pois não havia ninguém do Corinthians adiantado e Mina tinha ido para a área.

A recomposição do sistema de marcação do Alviverde foi na velocidade necessária, mas o venezuelano bobeou, o lance era dele, Maycon tomou a bola e fez a assistência para Jô diante do Fernando Prass.

A finalização do artilheiro foi por entre as pernas do goleiro e fez a torcida comemorar muito nas arquibancadas.

O Corinthians manteve a concentração, foi pragmático, raçudo, inteligente, e conquistou o resultado positivo.

Por linhas tortas

Esse jogo foi daqueles que merecem reflexão da torcida. A exclusão equivocada de Gabriel tornou o êxito mais especial.

A enorme lacuna no sistema de marcação do Palmeiras no lance do gol foi consequência da necessidade de o Corinthians recuar e congestionar o campo de trás.

Se as regras fossem cumpridas, o Alvinegro completo sairia mais para o jogo, a dinâmica do clássico seria alterada, e talvez fosse outro o resultado em Itaquera.

É óbvio que todas as reclamações da agremiação de Parque São Jorge nesse lance da saída do Gabriel são pertinentes e devem acontecer.

O feito do time aumentou. Teve que superar o Palmeiras e os equívocos no cumprimento das regras para ganhar.

Elogio à honestidade

Thiago Duarte Peixoto, ao sair de Itaquera, topou ser entrevistado e admitiu que se equivocou ao confundir Gabriel com Maycon. Tal postura é rara e elogiável.

Merecia exclusão

Vitor Hugo, no fim, acertou de propósito uma cotovelada em Pablo.  Cassio com razão foi reclamar.

Os responsáveis pelo cumprimento das regras não conseguiram observar e mandaram o jogo seguir.

Quem toma porrada sequer tem como saber o que acontecerá porque observa a bola. Esse tipo de lance é dos mais criticáveis no futebol.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel; Romero (Paulo Roberto), Rodriguinho, Maycon e Léo Jabá (Moisés); Kazim (Jô)
Treinador: Fábio Carille

Palmeiras – Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos); Keno, Michel Bastos, Raphael Veiga (Guerra) e Dudu; Willian (Alecsandro)
Treinador: Eduardo Baptista

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto – Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse


Eduardo Batista é o maior interessado no clássico
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De todos os personagens no dérbi,o técnico do Alviverde é o único que inicia o dérbi na berlinda.

O Palmeiras manteve o elenco que ganhou o maior torneio do país,  investiu muito em reforços, e por isso a diretoria tem moral com os torcedores da agremiação.

Do lado de Parque São Jorge, os atuais gestores são criticados, mas a insatisfação da torcida tem mais pessoas de quem reclamar quando o time tropeça.  O jogadores que se empenham menos que o necessário e os que rendem abaixo do que podem fatiam esses incômodo e o tornam tão amplo quanto pulverizado.

Fábio Carille tenta implementar a reedição da estratégia de Tite e sequer é questionado ao escalar ou alterar o time durante os jogos.

Em suma, ninguém mais que Eduardo Batista necessita ganhar o clássico.

O leitor sabe como é o futebol: se o time ganhar, o treinador adquirirá algum respaldo dos torcedores, que acharão normal o resultado porque há superioridade técnica dos atletas.

Mas, em caso de tropeço, as virtudes individuais que favorecem o coletivo do Allianz Parque serão argumentos para as reclamações contra o sucessor de Cuca escolhido por Alexandre Mattos.

Em suma, se o Palmeiras ganhar, o treinador conseguirá agregar algum respaldo, pequeno, popular.

Tal padrão de exigência é incompatível com o momento. O início de temporada pode igualar as forças.

O entrosamento e a implementação de estratégias dentro do gramado fazem aparecerem e demoram mais que cinco jogos.

De qualquer forma, no esporte movido pelas emoções, essa óbvia racionalidade pode ser goleada pela rivalidade, inclusive para quem necessita tomar decisões técnicas.

Resumindo, apenas se houver o equívoco individual marcante de atleta, ou de quem deve cumprir as regras do jogo, o dérbi é mais importante para Eduardo Batista que para todos os outros no jogo de Itaquera.


Goleada exige paciência da torcida com técnico do Palmeiras: entenda
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De Vitor Birner

O Palmeiras goleou o Linense. Foi a melhor atuação do time sob as orientações do Eduardo Batista.

O Alviverde iniciou com Michel Bastos na direita, Dudu no outro lado, além de Moisés e Raphael Veiga por dentro no quarteto que atuou em frente ao volante Felipe e atrás de Willian, o centroavante.

Mina e Egídio nas vagas de Dracena e Zé Roberto foram as outras mexidas na escalação, se comparada a que iniciou quinta-feira diante do Bernô.

Após 10 minutos Moisés se machucou e treinador teve que fazer a primeira alteração contra o Linense.

Imediatamente após cair no gramado com a mão no joelho, chorando de dor, pediu para sair. O técnico optou por Keno, e  depois da mexida o Alviverde se impôs com facilidade.

Entenda a mexida

A melhora tem mais a ver com as características individuais dos atletas e o entrosamento que mostraram especificamente nesse jogo.  Michel Bastos foi deslocado para a meia e o contratado no Santa Cruz atuou na mesma linha do veterano, mas pela direita.

O Alviverde mandou no jogo desse momento em diante porque o ex- jogador do São Paulo tende a trazer a bola na diagonal, investir em cruzamentos, toques e finalizações de fora da área, e cumpriu o que cabia ao Moisés. Com Keno pelo lado e em frente ao lateral Jean o sistema de criação ganhou velocidade na direita.

Antes da mexida, tinha apenas com Dudu na esquerda. Em seguida o Palmeiras fez o gol com Willian – houve equívoco na saída de bola do Linense -,  aumentou a intensidade tanto na marcação quanto com a bola, ditou o ritmo e foi aplaudido pelos torcedores.  .

O quinteto que atuou na frente foi o que mais mostrou entrosamento desde o início da temporada.

Dudu, participativo, se deslocou por distintos setores do gramado para ser a principal opção na criação. Parecia jogar faz meses com Raphael Veiga e os colegas. Willian se movimentou para confundir o sistema de marcação;  a dupla da direita se entendeu. Os cinco jogadores citados merecem elogios pelo futebol.

Construção mais relevante que resultado

Mina é o principal zagueiro do elenco. Egídio tem dificuldade quando prioriza os desarmes.  Essa linha de trás montada por Eduardo Batista sequer pode ser avaliada contra o clube pequeno e de poucos recursos técnicos.

O Palmeiras atuou com o sistema de marcação adiantado e o pequeno Linense, apesar de iniciar com a proposta similar a do gigante, teve que investir nos lançamentos pelo alto do campo de trás ao da frente. Criou oportunidades apenas quando o favorito tinha feito 2 ou 3 gols.

O Alviverde da atuação mais convincente – por enquanto a única de muitas que conseguirá na temporada -,  não é o sonhado pela maioria dos torcedores, e provavelmente nem será o principal quando o treinador tiver noção mais precisa de como aproveitar o grande elenco.

O técnico tem o privilégio de poder formatar mais de um perfil de time.

Pode ser com velocidade pelos lados (Dudu e Keno) tal qual após a substituição de Moisés, ou mais técnico e capaz de cadenciar nas pontas tal qual no início (Dudu e Michel Bastos pelos lados) contra o Linense, ou mais forte na marcação pelo meio se optar por Tchê Tchê na vaga de alguém que atua por dentro do quarteto, ou pelos lados se quiser colocar o ex-Audax  em frente ao Jean.  Nesse questionamento sequer citei o que acontecerá se preferir outros atletas, esquema tático, ou o centroavante de área.

Em apenas quatro jogos é impossível para qualquer técnico do planeta, seja Batista, Guardiola, Ancelotti ou Sampaoli ter plena convicção dos encaixes de individualidades que serão mais eficazes no torneio nacional de pontos corridos e na Libertadores.

Treinador de clube que será favorito em todos que participar no continente, e com elenco tão grande e forte como o do Alviverde, tem obrigação de tentar os resultados positivos no Estadual, mas acima disso necessita preparar o time para as conquistas almejadas, que são os sonhos da maioria dos cartolas e torcedores.

Se houver tal competência terá mais opções para ganhar, porque poderá escalar o time de acordo com as características das outras agremiações .

Quando, por exemplo, insiste em iniciar com Willian na frente, mostra que pretende ter sistema de criação com muita mobilidade e prepara a entrada do Borja. Se o gringo mantiver o desempenho da temporada anterior,  conseguirá manter a dinâmica de Willian diante do Linense e agregará apo coletivo a competência e capacidade para ser pivô tal qual  Lucas Barrios ou Alecsandro.

Quem raciocina e quem prefere reclamar

Além de interferirem na questão técnica, as escalações embasam as flutuações táticas.

O 4-1-4-1 com atletas mais velozes pelos lados se transforma facilmente em 4-3-3 na vertical (em direção ao gol); o volante contratado em Milão pode fazer o terceiro zagueiro, tal qual Zé Roberto na lateral, e gerar mais desenhos táticos; o elenco oferece opções para 4-3-1-2, 4-4-2 ou 4-2-3-1.

O treinador, reitero, tem que observar para saber quais encaixes geram mais competitividade. A construção coletiva quer a paciência dos torcedores.

Treinador, dirigente e as certezas possíveis  

Eduardo Batista tem a grande oportunidade da carreira ao assumir a orientação do clube com um dos elencos mais fortes do continente. Alexandre Mattos o escolheu porque gostou das ideias do técnico para o time.

São distintas das implementadas pelos antecessor que ganhou o torneio de pontos corridos e o dirigente sabia quando o contratou.

Cuca necessitou alguns meses para fazer a transição da proposta de Marcelo Oliveira. Iniciou perdendo jogos, depois houve oscilações, e no returno da última conquista o Palmeiras deslanchou e se impôs com sobra.

Gradativamente houve a construção coletiva e o aumento de acertos coletivos que ganharam o torneio de pontos corridos.

Cuca montou alguns times fortes durante a carreira e desde a década anterior é dos mais competentes no país. Eduardo Batista ainda tem que mostrar capacidade para dirigir clubes de tal porte. Isso ninguém questiona. mas acho impossível, agora, afirmar se conseguirá aproveitar o potencial do elenco.

Em suma, nenhuma referência há para garantir o fracasso, ou o êxito, como grande treinador de futebol.

As certezas no momento são: o diretor remunerado da modalidade decidiu qual é o técnico para a agremiação, sabia que haveria as alterações na proposta coletiva, gostou do planejamento, dialogou com o próprio antes de investir, e a torcida canta o nome do cartola nas arquibancadas.


CBB ofereceu cargo de técnico a irmão de Pedro Bial em troca de patrocínio
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Imagem: Basquete Cearense/Divulgação

De Vitor Birner

Carlos Nunes, presidente da CBB, após mostrar o bilhete azul ao Magnano, convidou Alberto Bial da Associação de Basquete Cearense para substituir o 'hermano' em troca de o técnico levar o patrocinador do clube nordestino para o selecionado.

Em princípio, fez apenas o convite e nada falou ao treinador da agremiação, que é irmão do apresentador global Pedro Bial. Depois pediu que o patrocinador fosse apresentado, mandou projeto à empresa, marcou jantar com o CEO da mesma que preferiu manter o investimento atual.

Quando o treinador e o executivo souberam que a escolha do comandante estava condicionada ao aporte financeiro, que na prática era uma troca, disseram ao cartola palavras nada cordiais, o que foi plenamente compreensível.

O presidente da entidade que atualmente está sob intervenção da Fiba quis usar o cargo de técnico para colocar dinheiro na entidade.

A Confederação Brasileira de Basquete tem uma séria crise de gestão e é uma das maiores mostrar de incompetência administrativa. Foi mergulhada por cartolas, dos quais Nunes é parte, numa forte crise financeira, apesar de a modalidade ter potencial para crescer e ser lucrativa.

A Liga Nacional de Basquete, por exemplo, construiu o torneio independente, rentável e organizado.

Foi muito forte

O basquete masculino foi durante décadas o segundo maior esporte do país. Os resultados nas quadras garantiam a preferência popular menor apenas que a do futebol.

Conseguiu, nas dez primeiras edições do Mundial, o bicampeonato, além de encerrar duas vezes na segunda, terceira e quarta colocações.

EUA, URSS. Iugoslávia e Brasil eram os maiores protagonistas do torneio.

Assim foi até 86.

Depois, o país nunca mais foi à semifinal. Em 90 terminou em 5°. e nas seguintes edições da competição quadrienal terminou, por ordem, na 13°, 10° e 10° colocações.

Em 2006 sequer teve competência para ir além da fase de grupos, pois encerrou em quinto da chave com meia dúzia de nações. na edição seguinte obteve 9° lugar que pode ser avaliado como uma façanha diante das horrorosa gestão nas Confederação da modalidade.

A realidade foi encarada na última edição, quando sequer se classificou em quadra por causa da desorganização da entidade. Teve que pagar um milhão de francos suíços [mais de R$3 milhões em valores atuais] para a Fiba pela vaga e a seleção masculina obteve honrosa sexta colocação.,

O Brasil é uma nação com vocação para o basquete.

As mulheres, tais quais os homens, mostraram.

Demoraram mais graças ao machismo preconceituoso e muito arraigado em nossa sociedade reacionária e conservadora, mas mesmo assim tal barreira foi suplantada.

Gerações de apaixonadas pela modalidade o encararam e tiveram as geniais Hortência e Paula, além das brilhantes Janeth e Alessandra, a excelente Marta e outras grandes jogadoras, que sustentaram o moral do basquete nos anos 90, quando ganharam o torneio Mundial.

Em Jogos Olímpicos o basquete de ambos os gêneros conseguiu 5 medalhas [1 prata e 4 bronzes].

O clichê que é tradição

A CBB se enquadra na condição quase cultural de entidade gerida com incompetência por alguém que, tecnicamente, é difícil saber porquê conseguiu ser presidente. .

As federações estaduais contribuíram muito para essa auto-implosão diretiva do basquete, Elegem o mandatário, e mantiveram o 'Grego' por 12 anos no cargo.

Em duas das três edições na gestão de 'Grego', os homens sequer conseguiram vaga nas Olimpíadas.  Além disso, foi implantada a crise econômica da instituição.

Carlos Nunes o sucedeu e agravou as dificuldades.

Teve patrocínio, por exemplo, do Bradesco e benefícios da Lei de Incentivo do Esporte, acertou ao investir em Rubens Magnano, mas desdenhou das categorias de base e deu o calote em pagamentos à Fiba como o da taxa do Mundial por aceitar o convite.

Sequer necessita promover os maiores torneios nacionais. O antecessor, incompetente, abdicou e as agremiação salvaram a modalidade da falência ao fundarem a Liga Nacional de Basquete.

A LNB organiza o campeonato brasileiro, tem patrocínios e aporte da Lei de Incentivo e mantêm a solidez financeira. Bastou a CBB sair de cena para o campeonato existir.

As federações, enquanto isso, mantém o apoio à confederação. Tiveram acesso aos números que são horríveis e, ao lado da Associação dos Jogadores, aprovaram as contas da instituição, as mesmas que fizeram a Fiba nomear o interventor e posteriormente excluir o Brasil de torneios internacionais.

A LNB organiza o torneio principal masculino e a Liga de Desenvolvimento do basquete, competição sub-21.

A CBB nem consegue montar seleções nacionais de base. Foi ausente em competições que tinha de participar por compromisso com a Fiba e para oferecer rodagem aos promissores atletas e apelou ao Clube Pinheiros, que agregou jogadores de Brasília e do Rio de Janeiro ao time da própria agremiação para representar o país na Copa América sub-18, que valia a classificação ao Mundial.

Conseguiu ao encerrar em 3°, atrás dos EUA e do Canadá, e à frente da Argentina.

Nesse momento, a seleção sequer poderá atuar porque a Fiba, pelos calotes e após ter o representante dentro da CBB, excluiu o basquete brasileiro de todas as competições internacionais.

A solução seria extinguir a CBB e transferir à LNB a gestão do esporte. Isso encerraria a força política das federações e aumentaria o profissionalismo.

Em suma, a intervenção da Fiba pode ser benéfica para o patrimônio histórico nacional chamado basquete.


Leco e Natel se acertam e definem chapa de situação no São Paulo
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De Vitor Birner

A conversa foi nessa tarde. Se reuniram por algumas horas, quando Roberto Natel confirmou ao presidente que irá apoiá-lo no pleito de abril e aceitou o convite para ser o candidato à vice na situação.

O cargo de vice ganhará relevância após a eleição, quando o novo estatuto, em vigor desde janeiro para questões dos associados, valerá para as questões da diretora.

Oferece direito, por exemplo, ao voto no conselho de administração, que imporá limites e parâmetros profissionais à gestão.

 

 


Saiba o que Rogério ‘Osório Sampaoli’ Ceni e Leco esperam da temporada
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De Vitor Birner

As enormes ambições 

O primeiro a chegar e o último a sair do CT da Barra Funda. Essa foi a rotina de Rogério Ceni, inclusive na fase de veterano, elogiado pela dedicação e competitividade embaixo das traves.

Nesse início da carreira à beira dos gramados, o ex-atleta aumentou as doses de empenho.  Monta as atividades diárias, planeja estratégias embasadas nas características dos oponentes e tudo mais que irá acontecer antes, durante e depois dos jogos.

Tem metas ambiciosas e planejadas para o biênio do contrato. Nas negociações com o Leco, solicitou três anos, mas acordaram por menor prazo.

As conversaram foram além de questões matemáticas.

Apresentou a proposta de futebol que pretende implementar, quem gostaria de ter na comissão técnica para viabilizar as ideias e, enfático, afirmou que ''precisa'' classificar o time à Libertadores e ganhar o torneio na próxima temporada. Estipulou objetivos do tamanho da agremiação para si e ao elenco.

Simples para quem quiser entender

A Copa do Brasil, a Sul-Americana e a competição nacional de pontos corridos oferecem o que o treinador sabiamente considera prioridade.

Em suma, o Estadual tem que ser jogado como torneio preparatório. As oportunidades aos atletas da base, os experimentos nas escalações e na estrutura coletiva têm que acontecer nessa competição.

Isso não significa que o Estadual seja menosprezado no Morumbi. É apenas secundário.

Todos no clube querem ganhar.

Mas a comissão técnica pode, por exemplo, ser precavida e poupar atletas que atuariam em jogos maiores, decisivos, pelos torneios que disponibilizam a vaga na Libertadores.

O torcedor mais construtivo, ao acompanhar as partidas, reflete sobre a filosofia de futebol  que o treinador implementa, e se nota competência o apoia na agremiação.

Ampliar horizontes como fez quando goleiro

Os mais jovens talvez sequer saibam e a turma da conveniência obviamente se esquece, mas Rogério Ceni, ao optar pela relevante missão futebolística de cobrar faltas, recebeu grande saraivada de críticas.

Algumas respingavam nos colegas de clube.  Antes de o goleiro se consagrar com as conquistas e gols decisivos, a turma conservadora, incluindo na própria torcida,questionava se nenhum atleta de linha podia ser o encarregado. ,

Afirmava que pretendia aparecer, chamar a atenção, brilhar acima dos outros, fazer média com a arquibancada.

Achava absurdo o goleiro sair de baixo das traves para cobrar as faltas.

Chilavert, que fazia isso antes, tinha discurso forte, era provocador, folclórico e foi e referência para as comparações cheias de preconceitos e desprovidas de embasamento técnico para avaliar a virtude do artilheiro.

Na condição de treinador o novato repete o inconformismo construtivo mostrado na última década do século anterior.  Ao invés de cumprir o clichê de grande parte dos colegas iniciantes e rodados, que recomenda conservadorismo tático vestido com roupa moderna, prefere investir na proposta atualizada e ousada de futebol.

Poderia, para diminuir a possibilidade de tomar gols e tropeçar no início da temporada, congestionar as lacunas entre as linhas da área e do meio de campo (são 36 metros de gramado para 8 ou 9 jogadores marcarem), enquanto prepara o leque de alternativas e fortalecer o sistema de criação.

O treinador faz o contrário: prefere sistema de marcação adiantado, intensidade, contundência nas tentativas de retomar a bola e velocidade em direção ao gol.

Altera 0 3-4-3 com jogadores pelos lados do ataque pelo  3-4-1-2 e 4-3-3, e provavelmente preparará  o 4-1-4-1 posicionado alguns metros mais atrás, porque durante a temporada o desgaste dos atletas é grande e, quando o time sair na frente, pode optar pelo contra-ataque para ganhar os jogos.

Se conseguir, o time saberá atuar como os oponentes e terá muito mais opções para mexer na tática e somar pontos.

O entrosamento e o início

No torneio dos EUA, ambas as opções foram testadas. No Estadual, por enquanto preferiu a mais ousada.

O pouco entrosamento foi fundamental na derrota contra o Audax. A marcação na frente foi menos intensa que a necessária. O time de Osasco, por isso, ultrapassou o bloqueio adiantado e no contra-ataque somou os 3 pontos.

Os zagueiros, nessa proposta, atuam na linha do meio de campo. Os 36 metros que a maioria dos treinadores congestiona ficam despovoados e forçam os defensores (lateral ou o volante com a dupla de beques) a apostarem corrida com os atacantes velozes do oponente.

Rodrigo Caio como volante se perdeu no lance do golaço.

Diante da Ponte Preta, o treinador manteve a estratégia e alterou a escalação. A marcação intensa na área do Aranha dificultou para os campineiros fazerem a transição à frente. O São Paulo teve muita posse de bola, além de permanecer naquela região do gramado.

Martelou e fez os gols. Os que tomou foram em contra-ataques, ambos após equívocos de atletas que atuaram na segunda linha, pois com o time adiantado tais bobeiras facilitam para os oponentes criarem grandes oportunidades e comemorarem.

No primeiro o sistema de marcação conseguiu recuar com 8 jogadores atrás da linha da bola, mas havia alguma bagunça pela urgência da movimentação, a brecha para a finalização, e aconteceu a falha de Sidão.

Detalhes geraram o resultado negativo e o positivo.

A pior atuação do São Paulo, desde os amistosos, foi contra o Moto Clube. Com ritmo abaixo e quase nenhuma inspiração no gramado pesado, aparentemente cheio de areia, conseguiu a classificação.

O entrosamento aumentará a força coletiva. Somado ao aprimoramento da condição física – tenho dúvidas nisso porque é desafiador gerenciar o monte de jogos – tornará o time mais intenso e diminuirá as oscilações no desempenho.

Isso costuma demorar mais que preparar o time para marcar atrás, contra-atacar e investir em cruzamentos.

Impacto de Juan Carlos Osório

O ex-goleiro teve treinadores aos montes no período em que atuou embaixo das traves. Iniciou com Telê Santana, o mestre dos mestres, inigualável por desenvolver como nenhum outro os fundamentos dos atletas e por embutir em muitos a educação e o comprometimento com o futebol.

Na estratégia de jogo, o mais elogiado pelo ídolo da torcida era o Paulo Autuori. A descrição precisa do que o Liverpool faria no Mundial, além doutros acertos, geraram a admiração.

Quando conheceu os métodos e as proposta de futebol do Juan Carlos Osório, descobriu novo planeta da tática e e metodologias de preparação do elenco.

Muitos antigos conceitos ruíram.

A influência de Juan Carlos Osório e a de Jorge Sampaoli são grandes. As propostas que pretende implementar mostram que os estrangeiros servem como maiores referência no início da empreitada.

Em breve algum conservador chamará o Rogério Ceni de Professor Pardal, tal qual houve com o gringo que foi trenador na agremiação do Morumbi. Acho que não aconteceu após o tropeço contra o Audax porque reacionários valorizam nomes e o do ex-goleiro é gigantesco no esporte mais popular do planeta.

Ambição que merece ser elogiada

Não pretendo apelidar o Rogério e tampouco acho que tem a qualidade dos citados na manchete. Com mais rodagem pode agregar a sabedoria que o tornará tão ou mais competente que os colegas que admira.

Fiz a brincadeira porque tenho a impressão que os tem como maiores referências. Sou grande admirador de Juan Carlos Osório e de Jorge Sampaoli, e acho construtivo algum treinador de agremiação gigante em nosso país tentar implementar conceitos similares aos de ambos os revolucionários do futebol.


Lucas Pratto pediu a transferência ao Morumbi
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birner

De Vitor Birner

Na quarta-feira o centroavante afirmou aos atletas mais próximos do elenco atleticano que irá atuar no São Paulo. O papo foi em tom de despedida.

O centroavante quis a transferência após saber da oferta do São Paulo, afirmou isso à diretoria do Atlético, que considerou a escolha do jogador. A questão é profissional e não de de clubismo ou preferência emocional por uma das agremiações. .

Tem enorme respeito, gratidão, pelo gigante das Minas Gerais, mas há grande concorrência no elenco e prioriza jogar na seleção 'hermana'.

Esse sim sempre foi o sonho do centroavante.

Tanto é que recusou oferta da China, que garantiria a tal da independência financeira, após ser convocado por Bauza, que, além de chamá-lo para o selecionado quando Aguero se machucou, o escalou nas Eliminatórias.

Fez gols no empate diante da Venezuela e no 3×0 frente à Colômbia. Iniciou esse jogo, em tese difícil porque o oponente é competitivo e no anterior houve a derrota pelo mesmo placar contra o Brasil de Tite, apesar de Higuaín, em alta na Europa e contratado pela Juventus por 90 milhões de euros, ter sido convocado.

Ganhou créditos com Patón. treinador que o colocou o topo da lista de jogadores com quem pretendia contar, enquanto labutou no Morumbi.

O técnico elogiou a agremiação. Reforçou a ideia de Pratto aceitar a proposta. Se confirmada a transferência tal qual os cartolas dos clubes e o agente do centroavante acertaram, tende a entrar mais vezes no gramado. porque a concorrência será menor no CT da Barra Funda.

Chegará praticamente como dono da 'camisa nove. Ceni prefere escalar Chavés pelos lados no ataque e do meio de campo, e nem assim optou por Gilberto na estreia do estadual.

No Atlético, Lucas Pratto terá que ganhar a disputa contra o Fred, menos participativo, mas alguns degraus acima na qualidade das finalizações.

A possibilidade de permanecer no banco e a de ser escalado por Roger pelas beiras do campo podem ser entraves para continuar sendo convocado.

Lado do clube

Há os projetos de Pratto e os da agremiação. A direção atleticana tem que reduzir gastos e trouxe jogadores porque é imprescindível, nessa temporada. fortalecer o sistema de marcação.

Qualquer grande oferta financeira pelo centroavante seria construtiva. A questão era gerenciar os bastidores políticos e, principalmente, a reação da torcida.

Mesmo assim, o negócio foi verbalmente acertado. Quando o contrato for assinado e ambas as agremiações confirmarem, será concluído.

Simples e direto ao opinar

Há duas referências para avaliarmos a transferência. A econômica e a esportiva.

A contratação por  10 milhões de euros, se confirmada, será cara para o padrão do continente.

O Atlético pagou menos de R$ 14 milhões, teve o atleta por duas temporadas, lucrará e continuará no grupo de favoritos de todos os torneios, obviamente se mantiver o restante do elenco.

O negócio por essa grana é mais questionável do ponto de vista da agremiação do Morumbi que da atual da classificada à Libertadores.

O centroavante completará os 29 anos em julho. A idade sugere que terá mercado em países asiáticos e nos EUA. A prioridade da direção do São Paulo deveria ser a reconstrução das finanças, mas como a eleição será em cerca de 2 ou 3 meses (abril), pagamentos de contas com resultados negativos nos gramados tal qual fez o Flamengo não geram popularidade com a torcida e existe uma guerra da situação e oposição, é possível entender o investimento.

Por outro lado, nos gramados, onde o futebol tem que cumprir a missão precípua de emocionar. o 'hermano' agregará virtudes e fortalecerá o time do Morumbi.

O leitor pode opinar, quando houver o desfecho do negócio, se ambos os clubes, ou qual deles, se equivocou ou acertou na empreitada.

 


Corinthians é maior que Drogba; dirigentes deveriam evitar a tietagem
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De Vitor Birner

Inverteram a ordem

Drogba, em fim de carreira, fez o favor de conhecer a proposta do Corinthians, após o clube contatar o empresário do jogador.

Essa é a impressão passada pelos cartolas na carta de agradecimento ao centroavante. .

O normal seria o contrário. Os dirigentes foram atrás do atleta que no ápice jogou em alto nível, entra na lista dos melhores do século, e atualmente continua com mercado mais pelas questões de marketing que pelo desempenho dentro dos gramados.

É um veterano.

A carta foi desproporcional   Se algum neo-torcedor, do tipo que tieta por vocação e abnegação, fosse o autor, o texto seria perfeito dentro do padrão de quem assim curte o futebol.

Mas saindo oficialmente de agremiação gigante, com história secular e milhões de torcedores, parece torná-la menor aos olhos de quem não a conhece.

Ao afirmar que o próprio, ''após conhecer a história e a Fiel Torcida Corintiana, passou a ser mais um louco do bando espalhado pelo mundo”, e no parágrafo seguinte, “agradecemos o atleta pela atenção dada neste período e temos certeza de que ganhamos o carinho de mais um fiel torcedor'' mostrou reverência exagerada e 'felicidade' simplesmente porque houve disponibilidade do marfinense para negociar.

Creio que Drogba nunca havia recebido algo tão exagerado após recusar ofertas de agremiações.

Obviamente, nenhuma loucura nutre pelo Alvinegro, tropeços e êxitos do time são irrelevantes para o marfinense, e tanto faz àquele cidadão as questões no Parque São Jorge,  tais quais as de todos os demais clubes do país.

Imagine o que pensa o centroavante com tanta lisonja por ter cogitado aceitar a grana da agremiação.

O Corinthians é maior que isso.


Chegada de Drogba é mais fácil com Andrés na direção; R. de Andrade recusa
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De Vitor Birner

Após enfraquecimento petista

Andrés Sanchez quer o futebol do Corinthians. O cartola, após o partido no qual milita fora do clube perder força na política, alterou a convicção de não ter cargos no clube.

O silêncio diante da iniciativa de opositores tentarem impeachment de Roberto de Andrade foi parte da estratégia e descontentamento com a atual gestão.

Sabe que o presidente necessitará apoio para se manter no cargo, pois a decisão no conselho e a influência que os integrantes do órgão irão exercer nos sócios serão, acima de técnicas, políticas.  O link explica o que há nos bastidores do clube,

https://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2016/12/15/andres-quer-dirigir-o-futebol-do-corinthians-a-politica-ferve-no-clube/

Alteração em toda a diretoria

Roberto de Andrade recusou e o deputado decidiu ser mais contundente. Sugeriu ao presidente, que foi internado ano passado para tratar de problema cardíaco, se licenciar e cuidar da saúde.

A resposta positiva faria André Luiz de Oliveira, vice-presidente e braço direito de Andrés Sanchez,  ocupar o cargo de principal mandatário do Alvinegro e formar a diretoria tal qual quer o líder político dessa movimentação contra o principal gestor do clube.

Contratação de impacto para marcar gestão    

A chegada de Drogba seria a ação inicial da diretoria com Andrés Sanchez como nome mais forte do futebol e Luis Paulo Rosenberg no marketing, se .

Seria uma reedição da estratégia bem-sucedida nas partes econômica e esportiva implementada com Ronaldo,  e frustrada na contratação de Alexandre Pato.

O ex-jogador impulsionou o marketing do clube, potencializou os ganhos da agremiação e é o marco da alteração no perfil do torcedor, de povão para o elitizado,  de parte de quem frequenta a arquibancada.

A contratação geraria impacto positivo com a torcida.

Rapidamente muitos afirmariam que com antigos cartolas atualmente fora da diretoria o time retomaria os êxitos dentro dos gramados. O apoio da arquibancada facilitaria a gestão, além de talvez tornar mais branda a temperatura política nos bastidores.

Fazer oposição quando a torcida apoia quem ocupa o poder é missão para os de 'estômago forte', ouvidos quase surdos, generosidade para manter a paz que serve de escudo contra a a própria raiva e a contaminação que distribui no organismo. É comum os cartolas afirmarem que o cargo os envelheceu.

As atuais críticas à gestão, que soam como exigência de fortalecimento das finanças e do elenco, são consideradas construtivas, mas se os resultados nos gramados fossem positivos, automaticamente seriam avaliadas como 'cornetagem' por esses mesmos que engordam o coro dos incomodados com o momento da agremiação.

A recusa dificulta a empreitada

Roberto de Andrade afirmou que cumprirá o mandato. Recusou, de novo, atender a exigência do ex-colega de chapa eleitoral.

Andrés tinha convicção que o momento político do clube faria o presidente ceder. Havia preparado o terreno para gerir a agremiação.

Soube da insatisfação de Drogba no Impact de Montreal por intermédio do empresário André Campoy. Foi ao Kia Joorabchian, são próximos desde quando o cartola forçou a barra e conseguiu colocar a MSI no clube, que conhece os bastidores do futebol, para pedir auxílio na contratação.

O iraniano mora em Londres e é consultor e administrador do fundo de gerenciamento de carreiras dos atletas.

Conseguiu convencer o Chelsea a ter Alexandre Pato, por empréstimo, com Gus Hiddinck, então treinador dos 'blues', rejeitando a contratação.

Kia tem ligação com as carreiras de David Luiz, Oscar, Ramires e Willian, que atuam ou atuaram em Stamford Bridge.

Foi quem indicou Paulinho para o City, é influente, poderia facilitar para o marfinense aceitar a proposta que nem o atleta sabia existir enquanto, aqui, afirmaram que estava em andamento e havia grande possibilidade do êxito na empreitada.

Ninguém mentiu. A negociação foi diretamente com o representante do jogador.

Tinha apoio do agente mais conhecido em nosso país, haveria comissão para os intermediários e era viável o acerto, desde que o centroavante topasse morar no país. Como o Roberto de Andrade mantém a convicção de continuar no cargo e negar as 'sugestões do deputado, a possibilidade de o atleta ser contratado diminui.

Pode ser concretizada, apesar de a possibilidade ser menor, porque o mandatário gostou e quer por si a concretização,e há interessados nas comissões que o clube terá de bancar;

Outro ponto: talvez seja cedo para garantir que o presidente permanecerá firme no desdém das ofertas de apoio político em troca de cargos para conseguir se manter na gestão.

A contratação de Drogba ou de alguém renomado e capaz de elevar a auto-estima da torcida é trunfo. .

Apenas para confirmar

O atleta joga na agremiação do Canadá, mas o empresário de jogadores André Campoy, após pedido de Andrés, participa das negociações.

O agente afirmou que, se a contratação de Drogba for frustrada, o clube tentará outro atleta renomado. Em suma, ex-presidente insistirá em gerir o futebol antes de terminar o atual mandato do presidente.

O ex-superintendente de marketing Gustavo Herbetta tenta convencer Roberto de Andrade a aceitar. Renunciou na semana retrasada; Havia sido indicado por Andrés Sanchez para tocar a negociação dos 'naming rights', não obteve êxito,  da Arena em Itaquera.

Foi à Inglaterra tentar contratar o centroavante.

Referenda as reclamações de antecessores

Flavio Adauto, que ocupa o cargo mais alto na hierarquia do futebol da agremiação, sequer sabia dos detalhes da negociação. Por isso em algumas entrevistas recentes afirmou que nada havia em andamento.

Edu Ferreira, diretor antes do atual, renunciou e disse que o fez porque soube pela imprensa que Roberto de Andrade contratou Oswaldo de Oliveira.

Questões políticas redundaram na saída do ex-diretor, foi orientado a renunciar, isolou mais o mandatário e após dois meses Andrés Sanchez ofereceu o apoio em troca do que citei no post, mas Edu Ferreira realmente foi ignorado na escolha do técnico que recebeu o bilhete azul no final do torneio de pontos corridos.

O presidente é criticado por antigos situacionistas e pelos opositores porque toma decisões e sequer debate os temas.

Antes da nomeação de quem ocupa a diretoria de futebol alguns cartolas foram chamados; Por conjunturas políticas e pelo que alguns chamam de perfil centralizador de Roberto Andrade,  preferiram negar o convite ao cargo mais almejado após o do maior mandatário da agremiação.

https://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2016/11/08/entenda-por-que-os-politicos-do-corinthians-estao-contra-roberto-de-andrade/

Urgente compor

O impeachment tende a ganhar força, se o presidente mantiver a postura e a recusa de fazer política, oferecer cargos, ou pedir licença.

Nesse rumo serão necessários grandes resultados favoráveis no futebol, talvez as soluções para as finanças, se quiser encerrar o mandato e tocar a gestão em paz.

Contundente

As fontes são incapazes de afirmarem o que motiva Roberto de Andrade a manter as convicções. Deduzo que, ou confia plenamente na própria administração e nos métodos implementados, ou é motivado porque recebeu a herança difícil de ser gerida e criada em parte por quem hoje quer ser diretor de futebol.

Tem, como maior poder de barganha, a hipótese de chutar o balde.

Andrés Sanchez perdeu força nos associados, são ps eleitores que cotam em conselheiros e presidente, e sabe que o atual cenário aumenta a possibilidade dos opositores conseguirem ganhar o pleito. Basta dizer após o impeachment como avalia que surgiram as dificuldades para administrar e provavelmente decidirá o ganhador no pleito da agremiação.

Pode investir na possibilidade do Andrés recuar diante disso e oferecer apoio para que cumpra o prazo determinado pelo estatuto.

A lógica política nacional recomendaria para ambas as partes cedessem, agregarem forças.

A tendência é o verão no país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a que grandes empresas e muitos populares estragam, ser quente no mormaço dos bastidores do Parque São Jorge.