Blog do Birner

Pífio: São Paulo somou 2 pontos em jogos que iniciou perdendo no torneio
Comentários 10

birner

De Vitor Birner

Consequência dos gols

O São Paulo desmoronou após tomar o gol contra o Vitória. Nenhum esboço de reação foi mostrado diante do time com menos recursos técnicos.

Tem sido assim durante o torneio, e após a Libertadores o dilema ficou maior. Sempre que o time saiu atrás, ou perdeu, ou raras vezes conseguiu o empate.

Em 10 jogos tomou o primeiro gol. Consegui empatar contra Coritiba no Couto Pereira, Chapecoense no Morumbi, e em todas as outras oito vezes nenhum ponto somou.

A proposta conservadora de Bauza e a qualidade nas finalizações emperraram o time.

Nas últimas semanas do 'hermano' e com Ricardo Gomes, o pacote indigesto para os torcedores aumentou: a classificação no torneio, assim como a invasão ao CT da Barra Funda, diminuíram a confiança do elenco.

Obviamente, antes disso, os resultados da agremiação proporcionaram tudo que relatei.

Os tropeços foram consequências do declínio nos gramados. O sistema de marcação que ficou vulnerável nos cruzamentos, tem dificuldades na recomposição e cobertura pelos lados, em alguns jogos a qualidade nas finalizações foi abaixo da crítica, e será muito difícil solucionar tudo antes do encerramento do torneio.

Como a hipótese de ser campeão é nula e a de ir à Libertadores quase igual, alguns poucos acertos e pequena melhora serão suficientes para evitar a possibilidade do rebaixamento.

A saída e a chegada

Escutei colega que provavelmente foi engabelado por algum político interessado do clube, e relato o que houve na escolha do treinador.

Leco quis Ricardo Gomes. O ex-gerente executivo Gustavo Vieira de Oliveira preferia a contratação de treinador estrangeiro. Pretendia que o restante da temporada servisse como preparação à próxima, pois avaliou que não haveria queda e nem qualquer conquista.

A saída do questionado administrador aconteceu porque o presidente tomou algumas decisões contrárias ao que planejou, como a escolha do técnico e a chegada dos jogadores tais quais Buffarini, que avaliou não ser prioridade e Bauza queria enquanto negociava com a seleção do país, e a dos que foram contratados após o fechamento da janela internacional de transferências.

Isso e a política dentro da instituição fizeram o presidente mostrar o bilhete azul.

Gustavo Vieira de Oliveira, em alguns momentos, deixou de se comunicar com o Leco tal qual o mandatário queria, e isso contribuiu para a alteração no departamento de futebol.

Reitero o óbvio pela 'enésima' oportunidade

Carlos Miguel Aidar colocou o clube numa crise que tende a demorar para ser encerrada. Parte dos cartolas da agremiação preferiu colocar panos quentes ao invés de tentar saber o que houve em toda a gestão.

A política interna, desde a última eleição, lembra muito a do Palmeiras que, gradativamente, Paulo Nobre conseguiu apaziguar.

O perfil de ambas, a encerrada e a outra vigente, é similar. Apenas quem exclui isso do raciocínio estranha a campanha do time do Morumbi no torneio de pontos corridos.

É consequência de uma série de fatos que nenhum dos protestos sequer mencionou.

Treinador, atletas e dirigentes foram embora e nada, obviamente, foi profundamente melhorado. A política interna sempre teve momentos de aquecimento e brandura, mas na última eleição o nível despencou. Hoje as questões pessoais sobrepõem para alguns as necessidades da agremiação do Morumbi.

O próprio Juvenal Juvêncio, que fez muito pelo clube e perdeu a mão no terceiro mandato, teve como maior equívoco as insistentes iniciativas para suprimir a oposição.

Reforma estatutária que diminui a força de conselheiros e torna a instituição mais democrática, apesar de muitos sócios sequer torcerem pelo clube e preferirem cadavéricas churrasqueiras ao invés de elencos fortes, é fundamental para a instituição caminhar com horizonte mais amplo que os apegos àquilo que outrora funcionou e atualmente é obsoleto para a competência da gestão.

Se tais mazelas políticas continuarem, cedo ou tarde o São Paulo 'conseguirá' o rebaixamento, e será mais difícil mostrar regularmente dentro dos gramados a força que tem como gigante do futebol no planeta.


Escolha do novo treinador mostra o Corinthians estagnado por falta de grana
Comentários 5

birner

De Vitor Birner

A crise financeira no Alvinegro parece interferir no planejamento. A direção tem que saber, hoje, quais são as necessidades e quem pretende contratar para fortalecer o elenco e tentar conquistar torneios.

Mas, conselheiros e os cartolas, por economia, querem a chegada do novo treinador apenas na próxima temporada, e a escolha desse líder é importante para a definição da proposta de futebol dentro dos gramados e de quais atletas devem chegar para que seja implementada com êxito.

As negociações com tais jogadores deveriam ter começado. As feitas de supetão em regra custam mai$ e a a dificuldade para serem fechadas é maior. Por isso, nos bastidores os dirigentes de quem pretende ser campeão devem ter jogadores encaminhados ou acertados para os que gerem.

Saber quanto podem gastar é imprescindível para a execução desse planejamento.

No Parque São Jorge a impressão é que, além dos obstáculos tradicionais para a chegada de reforços, há o de saber quanto podem gastar e, consequentemente, é impossível tocar com precisão qualquer execução de qualquer estratégia no prazo que a instituição queria e preferia.

Abaixo, alguns pitacos sobre os treinadores especulados, todos com perfis distintos, o que mostra a direção em dúvida sobre qual caminho seguir para elevar o nível do futebol na agremiação.

Os três cotados 

Roger é investimento inteligente e Luxa 'bullying' com o torcedor. O novato tem conceitos atualizados sobre dinâmica de futebol e, apesar de necessitar rodagem para burilar a metodologia e as outras incumbências de quem ocupa o cargo, merece o otimismo do clube que quiser e conseguir os serviços do técnico.

O veterano pode, eventualmente, acertar na orientação de algum elenco, ganhar torneios, mas continuará obsoleto enquanto mantiver a filosofia nos gramados e como a implementa.

Se existe tal dúvida no Alvinegro, os problemas de gestão ultrapassam a fronteira econômica. O pior que pode acontecer para qualquer instituição é ser incapaz de se reinventar quando o esporte exige. Essa tradição em muitos clubes os torna nesses momentos menores, porque a impressão é que dependem dos tais personagens que foram competentes e ganhadores.

Eduardo Baptista é outro especulado na agremiação.

Sport e a Ponte Preta foram competitivos com o treinador, nas Laranjeiras mais perdeu que ganhou,  ainda necessita mostrar em agremiação gigante a qualidade de líder, mas seria aposta com potencial de êxito, desde que haja respaldo e qualidade no elenco.

De nada adianta contratar Guardiola ou Ancelotti, se os jogadores têm dificuldades em fundamentos técnicos essenciais do esporte, faltam atletas com características específicas para formação de time competitivo, e a sombra de Tite permanecer como referência de comparação nas arquibancadas em Itaquera.


Fluminense tem razão, assim como o Corinthians e o Vasco; que todos se unam
Comentários 7

birner

De Vitor Birner

Todos estão certos

Houve impedimento em todos os gols do Fluminense. Esses lances nem deveriam ser parte das reclamações do time. Os próprios atletas e principalmente o Levir Culpi deveriam confirmar isso, porque assim os outros protestos seriam técnicos em vez de servirem como lamento da eliminação.

O amarelo na falta de Marquinhos foi patético e o seguinte, na reclamação, questionável. O responsável pelo cumprimento das regras falhou ao excluir o atleta.

Tai equívoco e os acertos avalio como óbvios, enquanto os lances de pênaltis, ambos não marcados e favoráveis ao clube das Laranjeiras, são daqueles considerados interpretativos.

Eis a grande questão.

Se houvesse critério homogêneo, igual em todos os jogos, saberíamos o que deveria acontecer. Como a Fifa tornou muitas regras dúbias e a CBF nunca fez todo o possível para diminuir o direito de interpretação dos lances, tudo pode e os próprios árbitros alteram os critérios de rodada em rodada e de torneio em torneio

Quem diz que hove os pênaltis, por isso, tem razão, assim como os que consideraram legítimas as jogadas nas quais Cícero e Richarlyson reclamaram faltas dentro da área.

Essa margem grande interpretativa é muito ruim para o esporte. Ninguém, sejam atletas ou treinadores, sabe quais são os limites quando entra no gramado.

Em suma, os interessados no Parque São Jorge e nas Laranjeiras podem discutir, debater, reclamar, gritar, pois todos têm argumentos lógicos e fortes. .

Sei que compreender isso é difícil para muitos cidadãos absorvidos pela sociedade ultra-maniqueísta como a de nosso país, mas há questões nas quais ambos os lados são 'certos'. O Fluminense pode se considerar prejudicado, e o Alvinegro avaliar que houve competência e isenção no cumprimento das regras.

Antes de algum crédulo de mundo divido entre bons e maus me chamar de 'mureteiro', deixo a opinião.

No futebol real, o que prefiro e distorceram [cansei de reclamar e avisar  em montes de post no blog antigo, e ser xingado pelo clubistas quando a argumentação lhes era inconveniente] após a tecnologia mostrar com detalhes as jogadas, e a opinião pública gritar por faltas em qualquer contato físico brusco e ferir a essência deste esporte, nenhum pênalti seria marcado.

Como isso foi alterado e o rigor aumentou, o de Giovanni Augusto em Cícero colocaria na cal.

O atleta do Fluminense foi perspicaz e se posicionou na região ideal depois do cruzamento, o do Alvinegro ao notar o que o oponente tinha feito optou pelo contato forte ombro a ombro, permitido se houver disputa direta pela bola, que não aconteceu, e impediu com o neo-pênalti provavelmente a finalização.

Quem faz questão de manter

Os dirigentes de federações poderiam determinar critérios, fazerem simpósios na preparação dos escolhidos para os torneios, divulgarem cartilhas aos torcedores e jornalistas enumerando as determinações, e assim a margem de interpretação seria mais restrita.

Sabem disso. Se aumentam ou mantêm a subjetividade no gramado é porque preferem. Acham o atual padrão, para si, mais confortável.

O dessa e o da outra vez 

Em São Januário, Eurico, por mais contraditório que pareça, reclama do cumprimento das regras.

Tem tal direito, assim como Maluf, Collor e tantos outros políticos no padrão nacional podem ficar indignados pelas mazelas da sociedade.

Houve bola na mão, dentro da área, do jogador santista. No nebuloso e histérico padrão atual aconteceu o neo-pênalti que deveria ser marcado.

Lucas Lima fez a falta no início do contra-ataque do lance que gerou o empate do Santos e encerrou o ímpeto dos cruz-maltinos quando eram melhores e necessitavam do gol para igualar a disputa pela classificação.

Por favor: a oportunidade que o Ederson desperdiçou é problema do próprio Vasco. Não coloque tal jogada nesse debate, pois o tema aqui são as decisões de quem entra no gramado para cumprir regras. Apenas os equívocos e acertos, e o azar ou a sorte dos atletas deveriam gerar os resultados.

Os cariocas podem esbravejar  Se conseguiriam a classificação é impossível afirmar diante do andamento e do futebol mostrada pelas agremiações.

Talvez, não, talvez sim, e a única certeza é que o jogo foi apenas outro capítulo do futebol, onde muita gente acha engraçado e fica cega quando o equívoco lhe favorece, e reclama por ética e competência ao ser atrapalhado.

E tudo se explica pelos que repetem exaustivamente a bobagem que a quantidade dos equívocos durante os torneios é igual para todas as agremiações.

É o caminho do futebol 

Obviamente, nada disso será alterado.

Haverá mais polêmicas que, para alguns, são parte do esporte.

Digo para esses que a população mais pobre, baterias, bandeiras, sinalizadores e espontaneidade são da alma do jogo expurgada dos estádios pela ditadura das Arenas.

Das e não daquela do partido político que teve filiados assassinos de inocentes por meras questões ideológicas e direito de opinião.

O futebol continua apanhando de quem enxerga a atividade como mero produto gerador de grana e poder. Grande parte da população comemora faturamentos e se orgulha de rendas milionárias e excludentes para os menos favorecidos economicamente. Discordo, mas respeito, pois na democracia prevalece a preferência da maioria.

Sei que, mais para frente, irá reclamar do que apoia, tal qual fez noutras questões.

Entendo e nem cogito ser rude com quem é enrolado e faz inconscientemente o jogo dos burocratas. Os equívocos e os acertos individuais acontecem, são capítulos do aprendizado, exigem paciência e principalmente generosidade para serem debatidos, e a compreensão disso compõe a dinâmica da construção coletiva.


Andrés Sanchez gerou o atual enfraquecimento do futebol no Corinthians
Comentários 29

birner

De Vitor Birner

Tiraram o palito de fósforo para o incêndio ser apagado. Por isso Cristóvão Borges recebeu o bilhete azul.

O treinador se equivocou em algumas escalações e alterações, houve a transferência de Elias, e a direção fez o gols de parte da torcida ao encurtar a permanência do sucessor de Tite na agremiação.

Os problemas não foram embora com o técnico.  A crise financeira continua e, apesar de equívocos como a contratação de Pato tal qual atleta de marketing e de futebol, a Arena em Itaquera é a maior geradora da dívida que enfraqueceu o elenco.

Andrés Sanches foi o mentor da empreitada.

O maior cartola de Parque São Jorge merece críticas e elogios: fez muita força para o Dualib fechar com a MSI e o time foi rebaixado; como presidente trouxe Ronaldo e turbinou o caixa;  escolheu Tite e manteve o treinador após a eliminação contra o Tolima, e por isso houve as conquistas no torneio de pontos corridos nacional e na Libertadores.

Roberto Andrade tem que gerenciar a conta, a grana minguou, e a questão da Arena em Itaquera é tutelada pelo cartola mais forte do clube, tal o próprio afirmou.

A torcida, no tropeço diante do Palmeiras, se virou para o camarote e xingou o atual presidente, que é mortal e incapaz de arrumar veloz e plena solução para o débito financeiro.

Os 'naming rights' para a diminuição do dilema são negociados pelo indicado por Andrés Sanches. O próprio Cristóvão Borges foi sugestão do deputado e dirigente.

Era mais feliz

O Alvinegro, se continuasse jogando no Pacaembu e pudesse investir as rendas em reforços, teria condição muito melhor, pois entraria mais dinheiro e nenhuma dívida bilionária necessitaria ser paga.

Além disso, a maioria dos torcedores com quem converso, prefere o estádio municipal.

Talvez, em muitos anos, a Arena se transforme em grande negócio. Mas nesse momento é o maior entrave para formação de elenco tão forte quanto as grandes receitas que tem a agremiação.

A Roberto o que é de Roberto

O presidente, então como diretor, se equivocou ao avalizar a contratação de Alexandre Pato para o marketing e o futebol. O Alvinegro queria alguém para ocupar a vaga de Ronaldo e assim tentar manter o faturamento direto e indireto gerado pelo centroavante.

Cogitou Kaká e após o atleta preferir o Morumbi antes de ir aos EUA, optou pelo atleta que teve de emprestar ao São Paulo, Chelsea e atua no Villareal.

A contratação milionária é parte dos equívocos que esvaziam o caixa, mas custou cerca de 3% do que o clube terá de quitar para cumprir o combinado durante a construção da Arena em Itaquera.  Por isso, Andrés Sanchez é nesse momento o maior gerador da queda de qualidade no elenco.

O custo da obra é avaliado em cerca de 1,2 bilhão, mas com os juros decorrentes de dificuldades no pagamento a estimativa atual é que o valor seja de 1,64 bilhão,  por enquanto 6% disso foi quitado,  o clube pediu a suspensão do pagamento de parcelas e tenta fechar os 'naming rights', além de negociar os CIDs questionados pelo Ministério Público para poder minimizar e encerrar a dívida até 2028 tal qual prevê o contrato com o BNDES. Apenas depois disso o clube poderá ficar com a grana das rendas.

Obviamente, se atuasse no Pacaembu e não houvesse a Arena, poderia escolher como investir o dinheiro dos ingressos, e teria capacidade para fortalecer muito o elenco. Mas, após solucionar tudo, a obra em Itaquera pode aumentar os faturamentos e se tornar solução ao invés de problema, como tem sido para as finanças da agremiação.

Os pequenos percentuais do clube nas transferências da maioria dos jogadores são questionados pelos torcedores. Isso foi praxe desde a gestão do dirigente com mais voz no Parque São Jorge, e que mantém a simpatia da massa que torce pela agremiação.

Roberto de Andrade, na entrevista de ontem, afirmou que gostaria de gastar, mas prioriza o que é necessário para a instituição.

Houve muitos cartolas de quase todos os clubes grandes que, sob críticas, reforçaram elenco e os débitos, foram elogiados, e deixaram para o sucessor aquilo que deveriam gerir.

O presidente fez o necessário ao priorizar a instituição em detrimento da qualidade nos gramados.

Andrés Sanchez, no futuro, poderá receber os elogios pela empreitada, se o Alvinegro conseguir pagar a Arena e o esforço tornar o clube ainda maior no futebol.


Há três favoritos no papel e dois no gramado; Atlético deve futebol
Comentários 22

birner

De Vitor Birner

As torcidas felizes

O Palmeiras tem elenco muito melhor que o do Corinthians. Um abismo técnico separa as agremiações.

A do Allian Parque é candidata a ganhar o torneio de pontos corridos, enquanto o Alvinegro, se conseguir a vaga na Libertadores conseguirá grande feito com os jogadores que vieram ou restaram após o desmanche. São realidades distintas as dos clubes nessa edição do torneio de pontos corridos.

Mesmo assim, em Itaquera e após render menos que podia contra o Flamengo, o Alviverde sequer podia ser chamado de grande favorito. Os torcedores de ambos os lados cansaram de ver o mais capaz tropeçar em dérbis e a ausência de Gabriel Jesus, se era insuficiente para igualar o potencial dos times, diminuía pouco o desequilíbrio de forças.

O Palmeiras tinha obrigação de vencer para manter a liderança e os atletas sabiam disso ao entrarem no gramado.

Havia mais que o futebol do Alvinegro para o time superar. Era fundamental manter a concentração e a paciência nos 95 minutos. Esse gerenciamento emocional redundaria em desempenho consistente e. provavelmente, no resultado positivo.

Os atletas foram aprovados no teste. Nem o gol impedido de Mina, em lance mais difícil para o auxiliar que o outro irregular do colombiano diante do São Paulo, pode ser considerado fundamental para obter os três pontos.

Teve o sistema de marcação consistente, Jaílson quase nada necessitou fazer, e o líder aproveitou o equívoco de Vilson para tornar o andamento mais favorável. Em suma, mostrou personalidade de quem pretende ser campeão.

O Flamengo tem feito isso, tal qual os próprios torcedores do Alviverde observaram no empate dos clubes. Foi fácil confirmar o favoritismo diante do Figueirense, no Pacaembu.

Ninguém questiona essas agremiações são candidatas a conquistarem o o torneio de pontos corridos. Os elencos oferecem tal possibilidade, o do Alviverde com maior quantidade para reposição e o do Rubro-Negro com pouco mais de talento inaproveitado pelo treinador.

Cuca formatou proposta coletiva para os mais habilidosos em cada posição atuarem. Zé Ricardo dispensa alguma qualidade para manter quem acha que garante a força coletiva.

Tem que mostrar melhor futebol

O Atlético, por exemplo, montou o elenco mais talentoso; Em tese é grande candidato.

Mas, no gramado, nega que tenha capacidade e ambição para ganhar o torneio de pontos corridos.

Desculpe a redundância; o time tem que atuar como time, tanto na marcação quanto na criação. para transformar o potencial em futebol de alto nível.

Marcelo Oliveira ainda necessita fazer isso.

No clássico, tinha melhores jogadores, conseguiu o gol com Clayton, forçou o Cruzeiro adiantaria as linhas, mas cometeu equívocos na transição veloz e manutenção de bola na frente,o time de Mano Menezes foi pouco melhor e o Robinho menos habilidoso igualou o resultado.

Com capricho nas finalizações a agremiação que sequer cogita a conquista encerraria o jejum em clássicos.

É urgente que o treinador e os atletas consigam essa melhora coletiva. O elenco com os rodados Lucas Pratto, Leonardo Silva, Robinho, Fred, Erazo, Rafael Carioca, Júnior Urso, Fábio Santos têm voz para argumentar com quem escala e prepara a proposta coletiva.

A campanha abaixo do potencial é de todos e grita por imediata melhora.

A dupla em vez de trio

O Flamengo tem potencial para evoluir, o Alviverde atingiu o ápice técnico e oscila menos que a média.

Quem quiser se manter na concorrência necessita acompanhar os clubes que na prática mostram futebol para ganhar o torneio de pontos corridos.

O Atlético, com força coletiva, é no mínimo tão competitivo quanto ambos.  Conseguir esses fundamentais ajustes será apenas cumprimento da obrigação embasada na qualidade do elenco.

Afirmo desde o início que é um dos favoritos.

Mas, agora, tem o Santos, onde Dorival faz o possível, concorrendo na disputa pela vaga direta na Libertadores e as outras maiores forças conseguiram pontuação matematicamente impossível de ser alcançada em apenas uma rodada.

Em suma, ou melhora em breve como pode, ou encerrará o torneio na colocação que nem exigia o grande investimento feito pelos cartolas em qualidade do elenco.

 

 

 


Tite eleva o nível; Saiba com quem os novos convocados disputam posição
Comentários 9

birner

De Vitor Birner

Inteligência e simplicidade

Dunga cometia equívoco óbvio e fruto de teimosia que relevava questões fundamentais do futebol.  Qualquer técnico tem muito pouco tempo para montar seleção competitiva.  Ha atalhos para estruturar a força coletiva, silenciar a grita dos incomodados e implementar ambiente de paz.

Escalar atletas em posições e funções iguais ou similares as que exercem nos clubes abrevia a estruturação;. Todos rendiam menos com a camisa pentacampeã porque o antecessor de Tite escolhia jogadores habituados com sistemas de marcação adiantados, mas os aglomerava da linha do meio de campo para trás.

Nem Neymar no Barcelona, nem Douglas Costa no Bayern de Munique, então do Guardiola, marcavam atrás e tinham nesses lances os pontos fortes tanto nos desarmes quanto para criar e fazer gols.

Citei ambos porque tecnicamente são inquestionáveis no atual padrão do futebol.

Tite, em algumas entrevistas, afirmou que a valorização dessa ''memória tática'' embasou parte do planejamento nos jogos diante de Equador e Colômbia. Ao invés da teimosia, investiu na obviedade para fortalecer o coletivo e conseguir resultados positivos.

Muito cedo para qualquer reclamação

A maioria das pessoas com quem falei sobre a convocação anterior discordou do nome de Paulinho na lista. Nessa, Oscar, por enquanto, é o mais mencionado nas reclamações.

O Chelsea atua no 4-1-4-1, tal qual a seleção; Os quartetos nos meios de campo têm Willian na direita; Hazard e Neymar jogam do outro lado, e Matic fica onde Renato Augusto foi escalado nas eliminatórias.

Os rejeitados completam a linha, por dentro, na direita, e são encarregados de criar oportunidades, entrar na área para finalizar e ajudar o volante no sistema de marcação.

Casemiro é o 'um' da seleção e Kanté o dos 'blues'.

Quem quiser pode questionar tecnicamente as opções do treinador, em especial se falar qual jogador deveria ser chamado e por quê. Tite prioriza pontuar e se classificar, toma atalhos para ao menos colocar equipe competitiva nos jogos, e merece crédito mesmo se houver equívocos na convocação ou tropeços dentro dos gramados.

Coerência e lógica pautam, ao menos por enquanto, a formação do elenco.

É impossível qualquer treinador acertar tudo. Algumas vezes, o que imagina com embasamento e conhecimento para fortalecer o time, na prática pouco funciona, mas surgem opções outrora poucos promissoras e que melhoram o desempenho coletivo.

O técnico tem direito de convocar para observar e concluir quais são os mais competentes para preencherem todas as características do elenco. Os dois ganharam oportunidade e s se mostrarem qualidade.

O campo falará.

Elevou padrão nessa lista de convocados

O elenco para essa rodada nas eliminatórias é mais forte que o da anterior. Algumas novidades aumentaram potencial.

Qualidade, experiência e momento foram considerados;  Muralha, nesse edição do torneio de pontos corridos, mantém padrão melhor que o de Marcelo Grohe embaixo das traves. Atrás do sistema de marcação mais competente que o do Grêmio, o goleiro pouco se equivocou na temporada.

Pedro Geromel é parte desse sistema de marcação questionado pelos gols que toma em cruzamentos. Pouco tem a fazer porque a maioria dos equívocos são dos colegas de time, mas foi convocado para a estreia de Tite após Rodrigo Caio se machucar. O rodado Thiago Silva ganha a oportunidade de mostrar que na seleção pode ser tão consistente quanto na maioria da carreira em clubes;

Tecnicamente continua um degrau acima de ambos os que atuam em agremiações de nosso país.

Guardiola iniciou com Fernandinho nos jogos do Manchester City na Premier League, e diante do Borussia Moenchengladbach no único da Liga dos Campeões. Nos 'Citizens, exerce papel similar ao de Casemiro, que faz a saída de bola e prioriza marcação em frente aos zagueiros e laterais.

Ambos são mais técnicos que o Rafael Carioca, rodado, experiente, e que nunca recebeu oferta das maiores e mais endinheiradas agremiações da Europa.

Convocação de Roberto Firmino, o  preferido de Jurgen Klopp como centroavante do Liverpool, poderia incomodar alguns torcedores.

Mas Gabriel ainda tem que se firmar na Internazionale e a média de gols de Taison, tanto na carreira quanto na temporada anterior, é pior que a do chamado pelo Ttite, apesar de jogar em time grande da liga da Ucrânia enquanto o escolhido nessa convocação atuou no clube mediano da Bundesliga e é atleta do gigante inglês que neste século nunca teve elenco para quebrar o jejum no torneio de pontos corridos.

É inegável que, na teoria, o treinador melhorou a qualidade do grupo de atletas. Os próprios devem mostrar se confirmam com futebol.


Alviverde podia mostrar mais futebol; Flamengo sente cheirinho de liderança
Comentários 13

birner

De Vitor Birner

Palmeiras 1×1 Flamengo

É impossível afirmar qual agremiação ganhará o torneio. O Flamengo, após atuar no Allianz Parque desde o quadragésimo minuto  com um jogador a menos, obviamente saiu mais fortalecido após a igualdade no placar;

Os cariocas irão jogar contra o Figueirense, que nos últimos compromissos perdeu do São Paulo e penas empatou diante do América, na rodada seguinte.

O Alviverde, desfalcado de Gabriel Jesus, irá para Itaquera.

A possibilidade do vice ser líder após a rodada seguinte é considerável.

A breve imposição

O Flamengo iniciou o jogo melhor. Marcou a saída de bola, permaneceu na frente, conseguiu finalizar e deixar Muralha como espectador no gramado.

Durante cinco minutos teve facilidade para ficar no entorno da área e ocupar o campo de frente.

As propostas e o andamento

Cuca posicionou Roger Guedes e Dudu pelos lados do sistema de criação; Moisés jogou no meio.

Tchê Tchê, volante na dupla com Gabriel, atuou na linha de Moisés quando o time teve a bola.  Os colegas em muitos momentos avançaram para a de Gabriel Jesus, o centroavante.

Isso garantiu a flutuação do 4-1-4-1 ao 4-3-3, os principais sistemas de Cuca nesse jogo para o Alviverde conseguir os gols  Em ambas as configurações os laterais Jean e Zé Roberto apoiaram, principalmente o da direita.

Zé Ricardo pensou em algo similar.

Éverton e Gabriel pelos lados, Diego no meio e na mesma linha, todos formando do trio de criação que se transformou em quarteto quando Willian Arão,  volante na dupla com Marcio Araújo, foi à frente.

Leandro Damião atuou como centroavante. os laterais Pará e Jorge apoiaram, e a agremiação da Gávea jogou pouco melhor no Allianz Parque.

Pareceu mais preparada para as exigências da partida. Era necessário mais que técnica. A inteligência emocional dos atletas foi testada após as sensacionais recepções aos times,  ao líder no entorno do Allianz Parque e dos cariocas no aeroporto, e por conta das classificações de ambos no torneio; Tudo foi levado ao gramado.

Zé Ricardo teve oportunidade para simplificar

Márcio Araújo tomou cartão na falta por trás em Gabriel Jesus. Aos 34 fez outra no mesmo jogador, mais leve e parecida com a anterior, e o Alviverde reclamou o amarelo.

Era óbvio que na seguinte o volante seria excluído. O Flamengo atacou com muitos atletas, o Palmeiras tinha velocidade em ambos os lados e com Gabriel Jesus, o centroavante, e o questionado volante ficava mais recuado para esses lances.

O momento do jogo gritava para o treinador fazer a alteração, mas preferiu insistir na escalação e, pouco depois, o volante fez a falta que gerou a merecida exclusão.

Cuéllar entrou na vaga de Diego após isso.

O peruano deveria ter sido colocado antes ao gramado, houve o equívoco do técnico. A troca depois da saída do volante foi ainda mais urgente, pois fortaleceu a marcação e manteve a transição veloz, pelos lados, nas brechas que o Palmeiras abriu ao tentar o gol.

O Alviverde foi à frente com 8 jogadores. Jean e Zé Roberto apoiaram e deixaram lacunas para a transição do oponente. O volante Gabriel atuou mais adiantado que o ideal para ser preciso na cobertura.

O Flamengo poderia encerrar a primeira parte do jogo com o resultado positivo, se caprichasse mais no último toque. Teve as avenida pelos lados. Transitou naqueles setores, todavia brecou os lances porque mostrou dificuldade na execução do fundamento indispensável no futebol.

Os goleiros ficaram felizes, pois foram pouco exigidos pelos jogadores.

Sorte de quem ama o futebol

A única grande intervenção de Muralha aconteceu após alguns erros. O do próprio goleiro, que no tiro de meta tocou para Réver marcado por Gabriel Jesus; o de cumprimento das regras porque a bola continuou na área e o lance deveria ser paralisado.

E o do zagueiro, que mesmo com o artilheiro em cima, tentou sair jogando e ao notar a dificuldade sequer conseguiu mandar a bola para a lateral.

A polêmica e as tradicionais e chatas reclamações pós-jogo, no que maior expectativa gerou para ambas as torcidas nesse torneio, foram impedidas graças ao que pode colocar a mão na bola dentro da área.

Foi competente ao fechar o ângulo na finalização de Gabriel Jesus.

Muita ofensividade, pouca criatividade

Cuca mexeu na formação durante o período de orientações e descanso. Tirou Gabriel e colocou Lucas Barrios.

Tchê Tchê e Moisés tiveram que se revezar na função do colega, mas o time, tal qual citei, avançou com muitos jogadores, por isso apenas a dupla de zaga priorizou a marcação.

O ex-Audax atuou como primeiro volante nos raros momentos em que o Flamengo tocou a bola no campo de frente.  Dudu foi para o meio, Gabriel Jesus à esquerda, e  Roger Guedes permaneceu na direita após a alteração.

O time continuou com dificuldades para conseguir oportunidades de gol.

O sistema de marcação do Flamengo prevaleceu e o técnico do Alviverde fez mais tentativas ousadas, todas ineficazes para melhorarem o futebol do time.

Cleiton Xavier entrou, jogou no meio, Roger Guedes saiu e Dudu foi deslocado para a direita.

A pane e o acerto

Zé Ricardo quis aumentar a posse de bola, a qualidade nos lançamentos e nas finalizações, e manter a força física necessária ao substituir o Gabriel pelo inteiro Alan Patrick.

Lembro que Zé Roberto apoiou constantemente, Gabriel Jesus foi deslocado para aquele lado, e quem saiu, além de puxar contra-ataque, foi encarregado de acompanhar o lateral e sempre recompor o sistema de marcação.

A mexida rapidamente funcionou com a cooperação do clube do Allianz Parque. Zé Roberto largou a lateral e foi para o meio.

O atleta que acabara de entrar aproveitou e, no primeiro lance em que tocou na bola, a recebeu no setor do veterano. Quase em frente ao goleiro, finalizou e correu para comemorar com os colegas. Foi um grande equívoco do time que deveria criar mais oportunidades e pouco exigiu do Muralha.

Tudo ou nada

O Rubro-negro continuou mais inteiro no jogo. Muralha apenas observava o jogo e Alan Patrick, no contra-ataque, desperdiçou oportunidade para ampliar.

Cuca, incomodado, fez mais a última alteração ousada. Substituiu Tchê Tchê por Rafael Marques para otimizar a criação ou achar gols no tradicional abafa. Era difícil organizar e aumentar a inteligência do time naquele momento do jogo.

O Flamengo, de novo em lance com transição à frente em velocidade. teve a oportunidade para comemorar. Everton cruzou por baixo com força e Leandro Damião quase finalizou na pequena área.

Cirino entrou aos 30 na vaga de Everton.

Jogou na direita e foi opção para o contra-ataque. O técnico quis manter o que funcionou com a alteração.

'An old fashion british goal'

O Alviverde insistiu nos cruzamentos. Os jogadores, irritados com o próprio desempenho e o resultado, raciocinaram pouco e fizeram isso para tentar igualar.

E Conseguiram: Moisés colocou a bola na área em cobrança de lateral, tinha feito isso algumas vezes antes, Mina desviou, Pará tentou afastar e Gabriel Jesus no rebote tirou o marcador antes de finalizar e empatar.

Esse tipo de lance era muito comum antes da Premier League, mas após o torneio ser fortalecido com montes de contratações, as agremiações da 'terra da rainha' diminuíram a quantidade nessas tentativas.  Continua sendo marca do futebol noutras nações britânicas.

Cabeça

O panorama do jogo foi alterado após a igualdade. Houve cruzamentos que Mina e Gabriel Jesus ganharam por cima,  e outro no qual a bola à meia altura atravessou toda a área.

Teve finalização de Moisés que forçou grande intervenção do Muralha, e a de Dudu, torta apesar da condição favorável para acertar. O Alviverde melhorou após o gol de empate.

Ficou nítido que o andamento do jogo foi fortalecendo o Rubro-Negro e dificultando para o Alviverde mostrar o melhor futebol. Mais que técnica e tática influenciaram os desempenhos das agremiações.

Dudu reclamou do time na entrevista ao sair do gramado.

Tem razão, pois o futebol do Flamengo melhorou e o do Palmeiras piorou no jogo tratado como decisivo. Na prática valia os mesmos pontos dos demais. Poderia elevar a confiança de alguém porque foi disputado por dois de três favoritos à conquista do torneio..

O resultado

O Alviverde, apesar de tantas dificuldades no jogo, ficou decepcionado porque empatou, e o Rubro-negro mesmo satisfeito com a própria atuação pareceu feliz com o resultado.

O Allianz Parque, o jogador a menos quando ninguém havia feito gols, e a melhora do time nas últimas rodadas transformaram a atuação dos cariocas em continuidade daquilo que faz os torcedores sentirem o 'cheirinho' de conquista.

Há muitas rodadas pela frente, nada foi decidido, mas se o Palmeiras conseguisse ganhar, talvez fosse o grande favorito em vez de integrar o trio que ainda almeja o êxito.

O Santos oscula muito e tem que adquirir regularidade para entrar na disputa da qual o Atlético de mantêm com o Rubroo Negro e o Alviverde.

Desse quarteto, a agremiação do Marcelo Oliveira é, por enquanto, a única mal treinada e a que possui mais talento no elenco. Tem que melhorar na parte coletiva para obter a sonhada conquista.

Ficha do jogo

Palmeiras- Jailson; Jean, Mina, Vitor Hugo, Zé Roberto; Gabriel (Lucas Barrios), Tchê Tchê (Rafael Marques), Moisés; Dudu, Róger Guedes (Cleiton Xavier) e Gabriel Jesus
Técnico: Cuca

Flamengo – Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araujo e Willian Arão; Gabriel (Alan Patrick), e Diego (Cuéllar) e Everton (Marcelo Cirino); Leandro Damião
Técnico: Zé Ricardo

Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO) – Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence


Atlético era melhor com Aguirre; Levir deu baile tático em Marcelo Oliveira
Comentários 14

birner

De Vitor Birner

Baile dos cariocas

O Fluminense sobrou contra o Atlético. A agremiação das Laranjeiras, com mais capricho nas finalizações, teria feito o dobro de gols.

A dificuldade diante dos goleiros, assim como oscilações no padrão das atuações, tem sido entrave para o time entrar na região dos classificados à Libertadores.

Se mantiver a força coletiva como a de ontem, inevitavelmente subirá algumas posições e oferecerá aos torcedores os melhores momentos do time na temporada.

A questão será enfrentar uma equipe com tantos problemas dentro do gramado.

Quando acontece goleada de treinador

Marcelo Oliveira tomou o baile tático de Levir Culpi. Montou o time estático, lento, para conseguir colocar em campo Fred de centroavante, Pratto pelos lados do ataque e Robinho como principal articulador.

Maicosuel tinha que recompor o sistema de marcação e atuar na linha dos volantes Lucas Candido e Rafael Carioca. Ficaram sobrecarregados porque o treinador do Fluminense investiu em mobilidade, lances pelos lados e na transição veloz à frente.

Além de fechar muito mais espaços e conseguir isso com maior rapidez, a agremiação das Laranjeiras impôs intensidade que garantiu o ritmo de jogo que pretendia e, consequentemente, a superioridade no gramado.

As alterações feitas pelos treinadores aumentaram o baile e a festa de quem ganhou.

É necessário mais que o talento

O Fluminense, resumindo, mostrou força coletiva, enquanto o Atlético ficou dependente dos jogadores acharem com  acertos individuais os lances que necessitavam para o time fazer gols.

Os mineiros têm elenco que oferece mais opções de atletas que resolvem os jogos.

Isso garante muito pontos na tabela classificação, mas é pouco para a conquista do torneio. Observando algumas partidas do time, a impressão é que o treinador sequer escolheu a proposta de futebol. .

Parece priorizar o agregamento do renomados no time.

Ou para evitar reclamações de Pratto, Robinho e Fred, ou simplesmente por convicção que o trio em campo desde o início do jogo era a opção ideal, colocou todos, perdeu o meio de campo e após tirar o centroavante para Otero entrar manteve a fraca marcação no setor.

Quem assistiu ao que fazia Diego Aguirre, expurgado do clube após a Libertadores, sabe que é possível montar coletivo mais forte.

O sistema de marcação era consistente. Essa deveria ser a prioridade para alicerçar a quebra do jejum, após a perda do torneio, ano passado, porque o time tomou 47 gols no torneio. Nessa, por enquanto, foram 34 , quantidade muito alta para quem pretendem comemorar a conquista.

Eis as referências de ganhadores

O Corinthians levou 31 em toda a edição anterior. O Cruzeiro, no bicampeonato, tomou 37 e 38. O Fluminense que ganhou antes sofreu 33.

O Alvinegro, na primeira conquista de Tite nos pontos corridos,tomou 36, mesma quantidade do Fluminense campeão no ano anterior.

O São Paulo no tricampeonato levou 36, 19 e 32.

A única exceção no atual formato e com duas dezenas de clubes foi na conquista do Flamengo.

Levou 44 gols no torneio em que houve mais questões atípicas, as quais pouco servem para qualquer planejamento de êxito ou referência que embase as necessidades de quem pretende encerrar com a melhor campanha.

Ou Marcelo Oliveira organiza o sistema de marcação, ou de novo a nação seguidora do time ficará frustrada pela manutenção do jejum na competição.

Além disso, tem que aumentar a quantidade dos gols preparados em treinamentos e definir sistemas de futebol para conseguir os resultados.

Reitero: se ao menos equilibrar a força coletiva de Flamengo e Palmeiras, equipes mais bem treinadas, será, por ter mais talentos que resolvem jogos, o maior candidato a conquistar o torneio.

Observação muito simples

A zaga é o setor mais carente do elenco, mas nem adianta creditar a isso os problemas do time.  Quem atua nessa posição fica exposto quando o time não consegue ter a bola e ditar o ritmo, pois falta marcação na frente e em alguns momentos no meio de campo.

Enquanto Marcelo Oliveira mantiver a política do talento acima do coletivo, a tendência será o time oscilar, tomar gols e ficar atrás de Flamengo e do Alviverde. .

A proposta coletiva funcionou contra o Palmeiras, quando a agremiação ganhou no Allianz Parque. Desde então houve altos e baixos que destoam do potencial do elenco e fizeram a equipe se aproximar mais de quem joga para conseguir vaga na Libertadores que do Flamengo e do Alviverde.

Marcelo Oliveira precisa urgentemente acertar e os jogadores cooperarem para a implementação das ideias do treinador. Qualidade para isso têm.

Hoje é possível afirmar que há muitos times mais fortes coletivamente e ficam atrás na classificação porque possuem elencos muito piores, tais quais Santos e o Grêmio.


Marco Aurélio Cunha para apaziguar a ira política e no futebol do São Paulo
Comentários 29

birner

De Vitor Birner

Gustavo Viera não fazia política. Tomava decisões que considerava técnicas e, fossem equivocadas ou certas, seguia com as próprias convicções.

Marco Aurélio Cunha tem perfil distinto. Sabe quando acelerar e brecar para tentar o impor o que crê ser necessário. Fazer o jogo interno na agremiação e externo com a torcida. Gosta disso e tem tal habilidade para lidar com o que acontece dentro do CT da Barra Funda e principalmente no Morumbi.

Conhece muito o clube, se posiciona diante do que discorda,  em alguns momentos fez isso publicamente, dialoga com a mídia e dispensa a discrição que caracteriza o antecessor.

A questão política, às véspera das eleições, tem peso. Marco Aurélio Cuinha articulou a campanha da oposição e, apesar de não ser grande puxador de votos no conservador conselho do São Paulo, será mais difícil para os integrantes do órgão ávidos pelo poder criticarem desmedidamente o colega.

Há algo fundamental para a compreensão do que acontece. Dentro do Morumbi, se faz política com raiva, por rixas e tomada do poder, ao invés de priorizarem o fortalecimento da instituição.

O novo gerente executivo de futebol, pela receptividade e conhecimento, talvez consiga agregar alguma necessária paz.

O escolhido por Leco tende a amenizar, ao menos em princípio, as iras seletivas, remuneradas, interessadas, cada indivíduo com a própria motivação, no Morumbi e nas redes sociais.

Marco Aurélio Cunha tem currículo ganhador, história positiva dentro do São Paulo e sabedoria para lidar com os jogadores e torcedores.

É um dos símbolos do período no qual a torcida era mais feliz.

Tem que manter as metodologias atualizadas, implementadas pelo ex-gerente executivo de futebol, como a análise do desempenho de atletas,  obviamente se continuar além do combinado em qualquer cargo no departamento no CT da Barra Funda.


Cristóvão Borges foi fundamental para o Corinthians ganhar do Sport
Comentários 12

birner

De Vitor Birner

Corinthians 3x 0Sport

O Rubro-Negro mandou no primeiro tempo., O Alvinegro foi melhor no restante do jogo e mereceu ganhar com facilidade.  O resultado tem a ver com a alteração feita pelo treinador que sucedeu Tite. O time sobrou após isso.

Antes, Diego Souza desperdiçou a melhor oportunidade da agremiação de Oswaldo de Oliveira. Como todos sabem, tem sido assim diante do goleiro campeão no torneio de pontos corridos.

Tradição do futebol

O maior lance em toda a carreira de Cássio foi contra o então vascaíno Diego Souza.O momento marcou as trajetórias do goleiro e do meia-atacante. Era muito favorável a quem teve nos pés a grande oportunidade para eliminar o Alvinegro, que ganhou aquela edição da Libertadores.

Em Itaquera, o Sport mandou no primeiro tempo. Finalizou dez vezes e o oponente apenas três. A principal teve os mesmos personagens e desfecho.

Samuel Xavier tocou para Ruiz, o atacante parou no lance para evitar o impedimento, o auxiliar apressado levantou a bandeira e se equivocou, o sistema de marcação do Alvinegro foi na dele, mas o árbitro acertou ao mandar seguir, e p lateral cruzou para o jogador do Sport sozinho na área cabecear em cima do corintiano.

No futebol há disputas que pela tradição e capítulos têm mística.

Essa é uma e nem é necessário afirmar quem prevalece.

Faltou o principal

Oswaldo de Oliveira posicionou Neto e Rithelly como volantes. O segundo apoiou mais.

Everton Felipe e Gabriel Xavier formaram o trio de criação com Diego Souza e recuaram para a linha dos colegas quando o Alvinegro conseguiu fazer a transição de bola. O veterano e o Ruiz ficaram mais adiantados para os contra-ataques, e participaram menos da recomposição do sistema de marcação.

O time, enquanto impediu a transição de bola do oponente, ditou o ritmo e jogou melhor.

Foi incompetente para  transformar a superioridade em resultado positivo.

Relembro; atuar melhor que qualquer equipe é ferramenta para aumentar a hipótese de ganhar, serve apenas para facilitar o cumprimento dos objetivos diretos, que são fazer e não tomar gols. Precisão é fundamental no futebol.

Melhorou muito após o treinador mexer 

Marlone e Giovanni Augusto pelos lados, mais Camacho e Rodriguinho na mesma linha formaram o quarteto em frente ao Cristian e atrás de Lucca, escalado como centroavante.

A transição mal-executada impediu o time de jogar com a bola no meio  e, na prática, o Alvinegro sequer frequentou o entorno da área do oponente.

Cristóvão Borges orientou os jogadores durante o descanso regulamentar, ajustou o posicionamento para fortalecer a marcação em Diego Souza no contra-ataque, fez uma alteração que mexeu em três posições, e o time sobrou em Itaquera.

Manteve o 4-1-4-1, mas com Gustavo como centroavante; Lucca foi atuar no quarteto, Camacho recuou para ser o volante em frente aos zagueiros, Cristian saiu, e os maiores dilemas do time foram minimizados.

A transição melhorou com o Camanho e, acima disso, o estreante ganhou divididas quando o time necessitou apelar aos lançamentos, pelo alto, da defesa ao campo de frente.

No primeiro minuto conseguiu, Marlone ficou com a  bola e cruzou para Rodriguinho, desacompanhado na área, cabecear no contrapé do goleiro e comemorar.

O Sport, como aconteceu em outros jogos, se desorganizou após o gol e poucos minutos depois e o mesmo assistente cruzou para Léo Príncipe. com muita facilidade, estrear na artilharia.

Havia três jogadores do Corinthians contra três marcadores.

Oswaldo de Oliveira colocou Apodi e tirou Gabriel para otimizar o apoio na lateral.

Aos 15, Lucca cobrou escanteio, Vilson ganhou de Mateus Xavier, cabeceou e ampliou o resultado.

Em seguida,  Rogério foi ao gramado na vaga de Everton Felipe. O atacante fez alguns lances que exigiram mais do sistema de marcação.

Apenas gerenciou

O Corinthians pouco forçou pára fazer mais gols. Nos contra-ataques poderia conseguir.

Equívocos no toque de bola impediram a agremiação de aproveitar as brechas oferecidas pelo oponente, que necessitou adiantar todas as linhas para tentar o empate. O jogo havia acabado quando Vilson conseguiu o gol.

O treinador, quando avaliou que o time manteria o resultado positivo, testou William na posição de Camacho e Jean na de Giovanni Augusto, ambas para reforçar o sistema de marcação.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Léo Príncipe, Yago, Vilson e Uendel; Cristian (Gustavo); Giovanni Augusto (Jean), Camacho (Willians), Rodriguinho e Marlone; Lucca
Técnico: Cristóvão Borges

Sport – Magrão; Samuel Xavier (Apodi), Matheus Ferraz, Durval e Rodney Wallace; Neto Moura e Rithely; Gabriel Xavier (Edmilson), Diego Souza e Everton Felipe (Rogério); Ruiz
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ) – Assistentes: Michael Correia e João Luiz Coelho de Albuquerque (ambos do RJ)