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Corinthians inicia temporada melhor que o São Paulo;Quem ganha o clássico?
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De Vitor Birner 

Na frente

O Corinthians entra no gramado, hoje, no Pacaembu, com mais possibilidade que o oponente de ganhar o clássico.

A vantagem não garante favoritismo,  mas, nesse início de temporada na qual os técnicos são forçados a acertarem os times no meio do torneio, iniciou na frente, pois os titulares do meio de campo na conquista dos pontos corridos nenhuma grande proposta receberam e continuam no elenco.

Além de mais entrosado, terá jogadores mais descansados. Quarta-feira, Fábio Carille poupou quase todos os principais atletas no setor.

Testa e mexe no time no ambiente de paz com a torcida.

Dorival Jr, mesmo após organizar a bagunça de Rogério Ceni e fortalecer o grupo de atletas emocionalmente afundado, recebe críticas externas  desproprocionais, pouco inteligentes,  que 'forçaram' o treinador a colocar no gramado os titulares para ganhar um irrelevante jogo no Estadual.

Além disso, a agremiação de Itaquera tem a regalia de atuar pela quarta vez seguida no estádio, hoje apenas com sua torcida na arquibancada.

No gramado

Diante do Mirassol, o lado esquerdo do São Paulo foi mal. Brenner não jogou nada, Shaylon quase igual e os inconstantes avanços de Edmar foram inúteis.

Nenhuma crítica tenho, pois Estadual é para testar e oferecer rodagem aos atletas da base, mas este setor é o que precisa lidar com o mais forte do Corinthians, onde Fagner vai a frente, Romero é intenso e Jadson aparece para as tabelas.

Se Dorival for conservador e pensar apenas no resultado, colocará Reinaldo como ala diante de Edmar para tentar aumentar a força do sistema de marcação e ter alguém com mais capacidade para acompanhar o lateral do Corinthians. Meu palpite é que o técnico não fará essa alteração.

Fábio Carille também tem dificuldades em um dos lados.

No último jogo, com Juninho Capixaba na lateral e Lucca mais adiantado na esquerda, o setor comprometeu o sistema de marcação e quase nada contribuiu na criação. Quando Clayson entrou, o time ganhou força.

Aposto que dessa vez iniciará com o último. A dúvida é a lateral, se crê que a parede no meio de campo garantirá proteção ao contratado. Com tempo o técnico ensinará a fechar lacunas em campo.

O setor onde o Corinthians tem sido vulnerável no início de temporada é o mais forte do São Paulo. Marcos Guilherme participa muito tanto da criação quanto da recuperação de bola.  Petros igual. Militão, quando possível, avança e completa o trio.

Os técnicos sabem de tais vulnerabilidades e orientaram os atletas.

Nos cruzamentos, lances que resolvem muitos jogos, o time de Dorival foi um pouco melhor que o de Carille nesse início do Estadual. Pedro Henrique oscila, o que é comum para o atleta que necessita rodagem.

O futebol

O Corinthians, mais descansado e com paz para se preparar, tropeça menos em equívocos técnicos, por isso comemorou mais gols.

Acertar finalizações tem sido uma das principais dificuldades do São Paulo no início da temporada. Talvez, depois que ganhou, aumente o moral dos jogadores e a precisão, em especial diante dos goleiros.

O clássico não tem favorito. No início do ano os times oscilam e como os leitores e as leitoras sabem, gols podem interferir na dinâmica dos times dentro do gramado.


Dorival errará se Cueva iniciar o clássico, seja qual for o resultado
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De Vitor Birner 

A generosidade

Perdão é indispensável na construção social. Sem indulgência a harmonia coletiva não passa de uma utopia impossível de ser transformada em rotina.

O oposto disso é a tal da punição, uma tolice que a humanidade egoísta cultiva para mascarar anseios de vingança,  mostrar quem manda e miseravelmente reduzir em imposição a necessidade da educação.

O atleta

Cueva se desculpou e afirmou que o funcionário postou as besteiras explicando o motivo de pedir dispensa do jogo contra o Mirassol. Foi protocolar.

O jogador, se permenecer no clube, tropecará mais vezes na incompreensão do que é necessário para aproveitar o dom de jogar futebol e fortalecer o coletivo.

Terceirizou o equívoco, tal qual após se recusar a ir para Mirassol. Se mostrasse que entendeu a dinâmica de preparação do time, seria possível imaginar mais empenho do peruano em ganhar torneios.

O elenco

Os colegas de Cueva sabem o abismo que há entre o que pensam e declaram os jogadores do futebol. Estão imersos na era da comunicação planejada para o público consumidor ávido por heróis e  tão rigoroso quanto volátil para formar opiniões.

Em suma, grande parte dos atletas entende ou aceita o que é necessário para o esporte como produto, mas sabe  que os protocolos são inúteis dentro do gramado.

O peruano criou uma divisão. Enquanto quase todos se esforçam, recebem críticas e se unem para fortalecer o time, o avoado pensa em si e mostra que não está em sintonia com o planejamento dk coletivo.

Dorival pode incomodar o elenco se iniciar com Cueva no clássico.

A construção

No momento, Cueva é mais jogador que Brenner ou Shaylon.

Após a crise, precisando jogar em alto nível,  a possibilidade do São Paulo conseguir resultado positivo no clássico aumenta com o atleta no gramado.

Mesmo assim, Dorival não pode ceder.

O aval para o Cueva atuar cabe apenas ao elenco.

Nem se Deus fosse ao CT da Barra Funda e afirmasse para o treinador que sem Cueva o São Paulo perderá e com ganhará o clássico, Dorival deveria alterar o planejamento da temporada.

É melhor tropeçar em campo e manter a construção do ambiente competitivo. O tema, se alguém não entendeu, é respeito e valorização do coletivo.

Técnica é importantíssima, mas, como mostraram as últimas temporadas, prevalevece quando o time está acertado.

A torcida

Há opções para cada torcedor da agremiação do Morumbi. Pode reclamar, lembrar do jejum conquistas, ofender algum jogador ou técnico para externar a raiva e dificultar a construção.

Ou pode tentar contribuir para o time ter a paz, no padrão que o futebol permite, e implementar o planejamento que aumenta a possibilidade do São Paulo em alguns meses ser competitivo.

Atletas que pouco se empenham merecem críticas. Os esforçados devem ser respeitados.

A inteligência sugere as críticas para o técnico que indicar jogadores incapazes ou a direção por se equivocar nas contratações.

 

Tags : São Paulo


Sorte do São Paulo que Cueva aprontou no início da temporada
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De Vitor Birner

O planeta

Os problemas gerados por Cueva eram mais que possíveis de serem imaginados. O peruano tem limitada compreensão do que acontece no futebol.

Na data combinada para iniciar a temporada estava no Peru e foi multado, além de orientado, por Raí.

Duas semanas depois (ontem) solicitou  dispensa do elenco que foi para Mirassol Afirmou que pretende cooperar, mas por saber que iniciaria no banco preferia ser excluído da rodada.

Esse raciocínio mostra como pensa o futebol.

O potencial

Há elencos que aceitam regalias como as almejadas por Cueva, se o atleta for habilidoso e por isso ganhar muitos jogos e torneios para o time.

O peruano é mais técnico que a média, mas não como imagina. Oscila, precisa aprimorar a finalização e quase nada agrega nas disputas dos cruzamentos.

Há momentos que para dentro do gramado e noutros corre apenas quando tem a bola. Habitualmente se esquece de contribuir para fortalecer o sistema de marcação.

A temporada

Os cartolas e o treinador precisam construir o ambiente competitivo, positivo, favorável para manter a intensidade nas atividades do CT da Barra Funda. Isso é primordial para desenvolver o coletivo.

Os gestores estabelecem o padrão e os jogadores se adaptam. A inversão costuma ser garantia de problemas no CT do clube e no campo.

Pode acontecer de o elenco ser muito unido e ter comprometimento além do imaginado pelos cartolas, mas isso é uma exceção que nenhum administrador pode inclur no planejamento.

Cueva pode incomodar os comprometidos e dificulta a construção que facilita a conquista de resultados positivos.

O futebol

Qualquer time é mais competitivo se tiver força coletiva. Essa é a máxima absoluta do esporte.

A escassez de atletas habilidosos potencializa, porque na individualidade, com improviso, a possibilidade do time ganhar é pequena, se comparada a dos elencos do PSG e Barcelona.

A administração

Em suma, a direção do São Paulo tem que construir o ambiente favorável para o técnico desenvolver a proposta de futebol e a técnica de Cueva, diante de tal necessidade, é secundária.

O Corinthians

Muitos esqueceram que no inicio da última temporada Fábio Carille, antes de os resultados melhorarem, foi muito criticado por manter no banco Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel.

São mais habilidosos que Romero, entretanto o empenho do trio no CT da  agremiação era aquém do necessário. O treinador priorozou a construção do ambiente favorável para desenvolver o coletivo.

A torcida

A arquibancada tem que evitar os gritos por Cueva. No empate contra o Novorizontino pediu e Dorival o colocou no gramado.

O resultado era completamente irrelevante – lembro que os clubes grandes são forçados pelo calendário a se prepararem no Estadual –  e, para supostamente aumentar a possibilidade do time ganhar, quem solicitou a entrada ofereceu aval para a falta de comprometimento do atleta.

É difícil mostrar como respeitar a agremiação quando parte da torcida o aplaude. O jogador ouviu, pensou que estava tudo ótimo e, como na última temporada antes do clássico na Vila Belmiro pelo brasileirão, investiu no 'ou jogo ou prefiro nem sequer ir com o elenco'.

Uma bênção

Sorte do São Paulo que o Cueva arrumou duas confusões no início da temporada.  Neste momento é mais fácil alterar o planejamento.

A direção ganhou uma referência para mostrar que lidera o elenco e de agora em diante há algumas opções: pode aguardar uma fase melhor e aumentar o valor para quem o contratar, ou aceitar a mais rentável do momento se é que há oferta, ou avaliar que com orientação o jogador se empenhará mais porque entenderá a dinâmica do futebol.

Seres humanos melhoram. Contribuir para isso e saber se o jogador entendeu são incumbências dos cartolas.


Exigir do São Paulo resultados positivos imediatos é pouco inteligente
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De Vitor Birner 

A construção

Quem conhece o básico sobre o futebol reparou que alguns atletas do São Paulo carregaram as pernas diante do Novoronzontino. Se esforçaram mais que o ideal no jogo completamente sem valor na temporada.

Empataram, poderiam ganhar se o pênalti fácil de ser interpretado em Caique fosse assinalado por Luís Flávio de Oliveira, mas tanto faz, neste momento, o resultado.

Os principais clubes do país, que almejam conquistar algum torneio da elite do futebol, ou no mínimo se classificarem á Libertadores, precisam se preparar no Estadual.

Em especial nessas tediosas rodadas iniciais.

Os gestores

Dorival Jr e a diretoria têm que privilegiar o planejamento da temporada em vez de se preocuparem com reclamações da torcida.

Exigir resultados após duas semanas de atividades no CT da Barra Funda é sinal de pouca sabedoria.  Em suma, atender solicitações de resultados positivos imediatos pode ser prejudicial para o clube.

Teria sido, por exemplo, mais útil manter os principais atletas no local de preparação e concentração do elenco. Ao atuarem foram desperdiçados alguns dias preciosos para a construção coletiva.

A paciência

A arquibancada pediu as entradas de Cueva e Diego Souza, o treinador atendeu no 2° t (Lucas Fernandes e Brenner iniciaram o jogo) e o padrão de futebol do time foi mantido no gramado.

O peruano em regra oscila e teve apenas 9 dias de preparação, o contratado no Sport dez, por isso apenas se eu fosse humorista sem talento criticaria a atuação deles e de qualquer jogador.

A natureza

Quem não pode ser avaliado nem sequer deve entrar no gramado. Há exceções com grandes atletas, dependendo do potencial do elenco, nos momentos decisivos da temporada.

O futebol

Jogo de início do Estadual contra clube pequeno nunca exige isso. Se algum cartola ou torcedor do São Paulo crê que sim, sugiro reflexão, pois parece que se esqueceu do tamanho da agremiação Morumbi.

Para qualquer gigante do futebol, o êxito nesse torneio mantém igual a necessidade atual de grandes conquistas. No máximo aumenta a confiança do elenco e nem isso garante.  Na temporada anterior o Flamengo comemorou no Rio de Janeiro e o Atlético em Minas Gerais, depois cada qual  mostrou futebol aquém do potencial do elenco em quase toda a temporada.


Neymar no PSG tem sido fominha; em Barcelona era solidário
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De Vitor Birner

A bênção

O time conseguira 6 gols e Neymar era o artilheiro do jogo com 3 contra o Dijon, quando o árbitro assinalou pênalti para o clube de Paris.

Cavani tinha igualado o recorde do Ibrahimovic como principal artilheiro da história da agremiação. O futebol ofereceu uma grande oportunidade para o brasileiro melhorar o problemático ambiente do elenco.

A sabedoria

O mais inteligente e construtivo seria oferecer ao centroavante a possibilidade para ultrapassar o hoje atleta do Manchester United. Falar o ''momento é teu'' para o uruguaio e, depois, comemorar o provável acerto do colega.

Ganharia elogios, mostrararia disponibilidade para abrir mão de um punhadinho do que almeja, contribuiria para fortalecer o coletivo e seria uma gentileza. Preferiu ampliar a própria artilharia, foi vaiado e se incomodou.

No elenco, a avaliação deve ter sido como a dos torcedores.

O futebol

Neymar força para ser protagonista desde o momento que foi contratado no Barcelona.

É um equívoco, pois naturalmente pode atingir, por competência, o patamar de principal atleta do elenco. Pertence á elite dos melhores no planeta.

O resultado

Ninguém ganhou com o gol. Nem o próprio atleta.

Em vez de três comemorou quatro diante do pequeno clube. Esse 'um' tirou muitos elogios do Neymar. Entendo o incômodo no elenco.

Neymar FC

Joga por obrigação em Paris. A sorte é que curte i futebol.

Ama brilhar, ser elogiado, quer mostrar que pode ganhar o prêmio de melhor do planeta e protagonista de conquistas na Liga dos Campeões da Europa, é competitivo, se esforça dentro de campo e contribui para os resultados positivos.

Se tivesse postura igual a que mostrou em Barcelona, facilitaria, inclusive para si, porque receberia mais apoio do elenco.

Na agremiação da Catalunha Neymar pôde vivenciar que harmonia coletiva e alegria dentro de campo melhoram desempenhos no futebol.


Pedir mais proteção para Neymar em campo é desrespeitar o futebol
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De Vitor Birner

O futebol

Na França, colegas jornalistas pedem aos árbitros proteção a Neymar dentro de campo.

Foi igual no Brasil. Na Espanha houve polêmicas porque jogadores se incomodaram com os lances que consideraram provocações. Alguns responderam caprichando nas divididas com o atleta.

Aos que reclamam e solicitam tratamento singular para o atleta, informo que a regalia é uma falta de honestidade com o próprio futebol.

Nenhum atleta tem que ser colocado acima da essência do esporte.

No gramado

O alfabeto do futebol tem a seguinte ordem: os muito habilidosos como Neymar brilham com lances bonitos,  resolvem mais jogos, e quem precisa impedir tenta o possível.

As regras impõe os limites. Os árbitros impõe as regras. Qualquer alteração nisso é uma pancada na atualmente fragilizada alma do esporte.

O abençoado com o dom de ser craque conhece a regulamentação e a dinâmica, e tem que se proteger em campo.

Os colegas de time podem cooperar.

A atividade é brusca, de técnica e força, extremamente competitiva, por isso tem alguns lances rispidos. Se machucar é  parte do esporte.

A ética solicita que lesões nunca sejam provocadas de propósito. As faltas podem ser, pois pertencem á competição, que é lúdica.

Querer limites iguais aos da rotina diária fora dos campos é enorme ignorância futebolística. Uma tentativa de quem pensa conhecer o jogo, mas têm critérios que parecem construídos em quadras de 'society' e condomínio. Nada contra ambos. Apenas pertencem a outras modalidades e são prejudiciais para a mais popular do planeta.

Aos maniqueístas, adianto que nem tudo pode ser aceito em campo.

Há fronteiras e quem conhece o esporte consegue avaliar em quase todos os lances se foram respeitadas dentro do gramado.

É protegido

A possibilidade de Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e outras estrelas apanharem fora das jogadas com a bola é quase nula.

Pelé, Maradona e os craques de outrora tiveram que lidar com isso. Hoje, na era da tecnologia, há '5500' câmeras, algumas direcionadas aos mais renomados do futebol.

Assiti quase todos os jogos do atleta contratado pelo PSG no Barcelona. Em alguns teve regalias da arbitragem e noutros atuou sob os padrões tradicionais da Liga na França.

A estética

Quem conhece o que penso sobre o esporte, sabe que desde o século anterior falo na importância de times terem força coletiva.

Aplaudo qualquer sistema de marcação elogiável.  A união dos seres humanos para uma construção que gera benefícios é algo que merece elogios.

Os craques estão na prateleira mais alta. Agregam muito, tornam o difícil factível,  criam sonhos para a torcida e melhoram o futebol.

A dificuldade é a graça do futebol.

Os gols são muito comemorados porque acontecem poucos no jogo. Os decisivos, principalmente se conquistados após raras oportunidades de o time finalizar, geram momentos de alegria mais intensos que os últimos de uma goleada. Atender as solicitações de regalias aos craques é contribuir para estragar o esporte.

Quando dois clubes mais técnicos entram no mesmo campo, a quantidade de gol e a competitividade podem aumentar.

Mas esses jogos como recentemente protagonizaram Liverpool e Manchester são exceções.

O futebol tem os craques e os atletas bons ou medianos no desempenho. Precisa de todos para existir com força.

Se apenas os mais habilidosos atuasssem, quase todos os países sequer teriam uma agremiação.

A atividade de alma inclusiva foi prejudicada pela segregação social nas arquibancadas porque os cartolas colocaram lucros a frente do esporte.

Torço para ninguém alterar critérios em prol da elite técnica dos atletas, pois Neymar e cia têm o necessário para brilhar.


Entenda como Sheik pode atuar, se tiver condição de jogar no Corinthians
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De Vitor Birner

A paciência

É cedo para afirmar o que Fábio Carille pretende ao solocitar ou aceitar a contratação do veterano. Afirmarei quando souber quais serão todos os atletas do elenco.

Mas são possíveis algumas reflexões.

O padrão

O técnico, nos amistosos, testou o 4-1-4-1 com Rodriguinho e Jadson por dentro do quarteto.

Tal proposta, assim como a da conquista nos pontos corridos, quando atuou com uma dupla de volantes, o trio de criação e o centroavante Jô, dificulta para o contratado jogar pelos lados.

Carille orientou recomposição do sistema de marcação no 4-4-1-1. O 'um' logo na frente do quarteto foi Rodriguinho.

Essa configuração solicita avanços para construção dos gols e recuos nos quais forma o quarteto no meio do campo.

É difícil para quase todos os atletas veteranos conseguirem a intensidade necessária, porque exige condição física elogiável.

Se adquirir a melhor possível para si, o jogador talvez consiga atuar apenas parte dos jogos no setor. Carille terá noção mais precisa durante as atividades no CT do clube.

Na frente

O Corinthians ganhou a Libertadores com Tite improvisando centroavante. Liedson machucou e o técnico precisou arrumar soluções.

O 4-2-3-1 teve a dupla Ralf e Paulinho como volantes e, no trio, apenas Jorge Henrique, na direita, não se aventurava como atleta mais adiantado em campo.

Danilo, Sheik e Alex se alternaram nas outras duas vagas e onde atua o principal candidato a finalizar em gol.

O veterano sabe como atuar de centroavante.

Na última conquista da agremiação, Jô foi a principal referência tanto na transição em velocidade quanto nos lances por cima. Quando o oponente impediu toque de bola ao campo de frente, o Corinthians optou por lançamentos e o artilheiro ganhou muitos de cabeça, alguns gerando momentos de gol.

Numa comparação, acho que nem a velocidade da transição Sheik consegue  manter. O atleta que foi para o Japão era permitia ao time atuar recuado, porque na corrida de mais metragem ganhou de volantes e zagueiros.

Em suma, comparando os dois há pouco ou nem isso para o contratado agregar.

A última

Na de Rodriguinho, o veterano é uma opção para entrar durante os jogos ou se o técnico quiser poupar os principais do elenco.

Se mantiver padrão da última temporada, é isso que Sheik tem para oferecer ao clube. Teve desempenho razoável na Ponte Preta em muitas rodadas.

Adaptado ao padrão de intensidade que Carille exige, inclusive nas atividades no CT da agremiação, pode alterar características do time quando o técnico achar necessário. Com sorte a mística de ídolo pode brilhar.

O respeito

No ápice da forma, Sheik foi destaque na agremiação.

Seria ainda, tanto no Corinthians quanto no futebol dentro do país, se a natureza permitisse adquirir condição de jogo igual.


Rescisão de Gustavo Scarpa facilitou o chapéu do Palmeiras no São Paulo
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De Vitor Birner

A iniciativa

Raí encontraria hoje o presidente do Fluminense para tentar a contratação de Gustavo Scarpa, mesmo após o atleta, na Justiça, conseguir a rescisão.

O dirigente queria evitar que a agremiação das Laranjeiras entrasse com ação para receber a multa rescisória. Se o Fluminense ganhasse, a cláusula no documento seria referência para indenização e o São Paulo teria que pagar em valores atuais (cotação do euro) cerca de R$ 59 milhões.

No Palmeiras, os advogados pensam que essa possibilidade é pequena e avalizaram a iniciativa do departamento de futebol.

Com todos

No Morumbi, quando foi anunciado o sucesso das advogadas do jogador, os cartolas entortaram o nariz. Sabiam que geraria o leilão.

Estavam acertados com o atleta e mantinham o otimismo para fechar com o clube. O estágio das conversas permitia crerem numa solução capaz de satisfazer os dois.

Sem Fluminense

Nenhum clube do país tem caixa para disputar jogadores com o Palmeiras. Havia algum favoritismo do São Paulo porque os atletas oferecidos agradaram mais o técnico do Fluminense.

Após a rescisão, acabou o que dificultava para o clube de Allianz Parque contratar Gustavo Scarpa. Dinheiro e a força do elenco avaliado como um dos favoritos a ganhar qualquer torneio dentro do continente puderam prevalecer.

Além disso, o agente de Dudu é o mesmo de quem preferiu sair das Laranjeiras.

Há possibilidade de receber ofertas e o Palmeiras precisar de alguém para atuar pelos lados.

O clube não necessitará aceitar, o saldo na conta permite a recusa, mas, dependendo de qual for a agremiação e o valor da proposta, o empresário que ganha comissão e o atleta podem querer o acerto.

O futebol

Os principais agentes de jogadores conseguem montar times ganhadores.  Têm as soluções que torcedores 'pedem' para os cartolas.

Os clubes, por isso, avaliam ser necessário atender algumas solicitações.

Dinheiro para si e ao cliente são as prioridades dos empresários. Vivem, como os atletas, do esporte.

Nem sempre há sintonia entre as necessidades dos agentes e dos clubes.

A agremiação que consegue gerenciar isso e tem mais capacidade para investir em atletas, com certeza inicia na frente ao querer reforçar o elenco.


Flamengo precisa avisar a torcida que Marlos Moreno é atleta em formação
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De Vitor Birner 

Na Europa

Marlos Moreno foi ao Manchester City, onde não entrou no gramado.

Emprestado ao La Coruña, estreou em setembro do ano retrasado, permaneceu durante todo o torneio de pontos corridos. Entrou 18 vezes em campo, metade dos quais como titular e nada de gols ou assistências. Nem cartão o atacante recebeu.

Na Copa do Rey, iniciou os quatro jogos da agremiação e manteve a nulidade plena nos números.

O pequeno Girona o contratou para essa temporada.

Em 19 de agosto estava disponível para jogar desde a estreia da agremiação no campeonato espanhol. Permeneceu fora como em quase todo o torneio. Nas 18 rodadas, em 7 o relacionaram para ser opção e apenas em duas dessas entrou poucos minutos no gramado. Disputou dois jogos na eliminação diante do Levante na Copa do Rey como titular, quando conseguiu a única assistência nos campos da Europa. Ao todo foram 476 dias no continente rico antes de acertar com a agremiação da Gávea.

A paciência

Tem apenas 21 anos. Oscila, é atleta em formação, precisa aprimorar o próprio futebol.

Imagino que a direção investiu sabendo como foi o desempenho. Se vender para a torcida que buscou o campeão da Libertadores, turbinará a expectativa de milhões e o jogador, nesse momento, talvez tenha dificuldades para atuar no padrão criado dentro do imaginário de quem ama o clube.

O atleta é veloz, atua por ambos os lados, principalmente no esquerdo, pode ser mais regular e elevar o padrão.

Tem potencial e as virtudes para aprimorar.

Se conseguirá, quando e quanto é difícil precisar. Jogou pouco na última temporada, necessita melhorar, e para isso tem que entrar mais nos gramados.

O professor

Paulo César Carpegiani, tal qual conseguiu no Bahia, com Mendoza, sabe como aproveitar e muitas vezes potencializar desempenhos dos atletas de velocidade que atuam pelos lados.


Flamengo soube aproveitar Mancuello? O atleta mostrará atuando no Cruzeiro
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De Vitor Birner

A expectativa

Mancuello não e craque tal qual alguns venderam para a torcida do Flamengo quando foi contratado no Independiente. Isso é normal na loucura que toma conta das torcidas durante o 'mercado da bola'.

Os números do 'hermano' foram razoáveis para quem atua como segundo ou terceiro jogador do meio de campo, ou na ala ( iniciou 42 em jogos, entrou noutros 24, comemorou 10 gols e ofereceu 10 assistências), mas realmente o desempenho foi aquém do necessário.

O time

Qual volante do elenco jogou o necessário? William Arão oscilou muito, Márcio Araújo igual ou pior, Rômulo nem isso e Cuellar foi apenas mediano, mas se salvou do protagonismo nas críticas da torcida.

O futebol de atletas mais renomados,  que jogam na meia, também foi insuficiente para tornar o time forte.

Everton, que atuou mais na esquerda, faixa de campo na qual Federico Mancuello sentiria conforto para jogar. foi o melhor da temporada.

Sim, entendo

No setor de Everton, o argentino mexeria  na dinâmica coletiva.

O time perderia velocidade e, como se diz no futebolês, verticalidade, mas poderia aumentar a capacidade de ditar o ritmo e a inteligência do sistema criação. Recebeu algumas oportunidades e apenas os problemas da proposta foram ressaltados no gramado.

O principal

O Flamengo dentro de campo não teve e a sintonia, o encaixe para tirar o potencial do elenco.

Apenas reflexão

O fenômeno da 'solução está sempre fora do time' é uma das grandes bobagens repetidas nas fases ruins dos times. Muitas vezes a solução simplesmente não existe, noutras havia, têm  momentos que e alteração durante o jogo é certa e nem assim garante o resultado positivo.

No post dividi com leitoras e leitores uma reflexão sobre o atleta e a contratação do Cruzeiro. Mancuello não precisa ser brilhante, o protagonista, a principal referência, entretanto pode ser mais participativo e construtivo em Minas Gerais do que foi na Gávea.

Se acontecer, mais uma vez a torcida do Flamengo perguntará por quê?

O coletivo

A possibilidade do técnico Mano Menezes aproveitar melhor o atleta é considerável, inclusive se for apenas opção para entrar nos jogos.

O futebol

No ritmo em que Mancuello atuou no Flamengo, entrará menos em campo que na última temporada.

Mas, se aumentar a concentração e o desempenho melhorar sob orientação de Mano Menezes e jogando noutro clube, restará aos dirigentes da agremiação do Rio de Janeiro entenderem os porquês.

O jogador

Sera necessário elevar o padrão. A manutenção assinalará que foram equivocados os investimentos dos clubes que o contrataram.