Blog do Birner

Liverpool, P. Coutinho e Barça: ‘show’ na janela de contratações para você?
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De Vitor Birner

Nós quase nunca  

Os ingressos são inacessíveis para a maioria dos torcedores, que comemorara 'liderança ' nas arrecadações e exige atletas que têm amor pela camisa.

Muitas vezes contradições são positivas. Geram aprendizados, futuras construções coerentes, sabedoria, e são parte do aprimoramento de todos os seres humanos.

Cito exemplos antes de entrar no futebol; é corriqueiro alguém achar que o ódio por ideias opostas e a violência verbal geram harmonia coletiva.  alguns creem que a população armada diminuirá o número de mortes e aumentará a segurança; tem cristão xingando os irmãos e julgando o caráter alheio como se tivesse o direito que a religião ensina ser apenas do Deus.

O padrão nacional é do rigor aos outros e generosidade com os próprios equívocos.

Poderia citar aqui uma lista enorme de contradições, adjetivar cada uma, aumentar o número de cliques porque fui ríspido, mas o resultado além do comercial apelativo seria apenas o fomento do ódio nesse mundo menos carente de grana que de compreensão, caridade e paz.

Parte do show

Tentei, desde quando Neymar foi para a França e o Barcelona iniciou as tentativas de contratar Phillippe Coutinho, entender as recusas dos ingleses. Acho que foi uma estratégia para criar uma pequena novela popularesca.

O clube dificultou, o jogador quer, é criticado pelos torcedores, diariamente há manchetes sobre o 'yes or no', os dirigentes ganharam moral com a massa e forçaram os catalães a subirem a oferta.

Meu palpite – não é uma informação. é o desfecho clichê. O clube de Messi contratará o meia e teremos uma aula inglesa de negociação e show de exposição dentro das atuais regras do jogo capitalista.

Na Espanha e na principal nação do reino conservador do'brexit' há colegas garantindo que os clubes se acertaram e o anúncio será no máximo 5f.

Além disso, tem a lógica do atual futebol. O Liverpool pertence a investidores que, acima de tudo, imaginaram que podiam lucrar quando adquiriram a agremiação.

Gols em segundo plano

O dinheiro manda. Essa é a principal regra do futebol.

O meia saiu da Itália por cerca de 10 milhões de euros. O Barcelona desembolsará 150, 160 milhões, segundo o noticiário na Europa. .

Tentei, com especialistas (advogado e gestor que conhecem os meandros da transferências), saber se rendimentos por conquista da Premier League ou da Liga dos Campeões poderia motivar a recusa.

Nenhum crê nessa possibilidade.

O gigante, talvez o maior clube do país (Manchester United concorre e o Arsenal que completa o trio dos grandes nunca conquistou a principal competição do continente ), será exceção se recusar, apesar de nunca ter comemorado o êxito nas 25 edições dos pontos corridos pós implementação e modernização do torneio de pontos corridos.

A tal modernidade 

O atleta quer o Barcelona, a oferta para a agremiação é grande e, por isso, ambos os clubes e o estafe de P. Coutinho provavelmente estão alegres.

Esqueça o amor pelo clube.  O meia sequer sabia quem atuava no Liverpool quando se apegou ao futebol. O perfil do vínculo combina mais ao de executivos sendo contratados por multinacionais que com o de antigas associações investindo em reforços para o elenco.

Me incomoda, pois creio que, no longo prazo, reduzir o esporte a apenas entretenimento acabará com o futebol.

A trilionária indústria do entretenimento tem força para ganhar de tudo que tentar impedi-la de seguir em frente.

O molde atual do futebol 

Implementa sazonalidades criadas e encerradas com muita facilidade, dificulta fortalecimento de vínculos, restringe o público que pode ir aos estádios e arenas, gera segregação social no esporte outrora democrático e aumenta o abismo entre atletas e torcedores.

O contraponto é que cartolas, agentes, jogadores e quem labuta na atividade pode ganhar cada vez mais, tal qual reza a essência do capitalismo. Essa é a legítima regra do jogo e que tem o apoio da maioria do público.

A economia tem que crescer a qualquer custo em todos os setores,  seja em detrimento do planeta, assassinando animais e florestas, promovendo guerras e nacionalismo, diminuindo a educação, desdenhando de idosos ou subjetivamente afirmando que a vida na pobreza, principalmente da África, sequer merece punhado de euros.

O futebol é apenas um detalhe nesse jogo de rédeas e direcionamento massa consumidora.

Apenas para reflexão

As individualidades são secundárias dentro desse montante de consumidores que sequer parece ter cara, pois a ideia é padronizar o produto oferecido.

No gramado

O Mirror da Inglaterra citou que o Liverpool quer Kovacic do Real Madrid para substituir Phillippe Coutinho,  se confirmada a saída para o Barcelona.  O espanhol Diario Gol afirma que o colega de Cristiano Ronaldo topa e o Chelsea pretende dificultar porque pretende ter o meia croata no elenco.

 


Palmeiras mereceu ganhar o clássico:atuação de Cueva tirou Dorival do sério
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De Vitor Birner

Palmeiras 4×2 São Paulo

O favorito para a classificação à Libertadores teve mais volume de jogo com a bola. Os treinadores optaram por proposta coletivas que combinam com os momentos dos times.

Imagino que o desempenho dos sistemas de marcação que montaram os incomodou.  Oscilaram, abriram lacunas, tiveram equívocos individuais e o do São Paulo a quase nulidade do Cueva, o que proporcionou o clássico distinto do que Cuca e Dorival planejaram.

Os técnicos prepararam os times para ganhar com andamento constante, regular, linear, coeso e forte.

Willian brilhou no 1°t e o Keno depois garantiu o  resultado positivo.

Hernanes tem que ser elogiado pela atuação. O Alviverde foi mais preciso nas finalizações que podem ser avaliadas como grandes oportunidades e por isso mereceu ganhar.

As propostas coletivas

O Palmeiras teve a iniciativa. Cuca optou por Jean e Michel Bastos nas laterais.

Bruno Henrique e Tche Tchê foram os volantes. Moisés podia compor o trio ou avançar de acordo com as necessidade do time. Willian e Guerra, pelos lados, atuaram no ataque e no meio de campo.

Deyverson, o centroavante, se movimentou e completou o 4-2-3-1 com variação para o 4-3-3.  O São Paulo jogou no 4-1-4-1 e alternou para o 4-4-2 quando o oponente tinha a bola.

Buffarini e Edmar iniciaram nas laterais.

Petros atuou entre os quartetos; o do meio de campo teve Marcos Roberto e Cueva pelos lados, além de Jucilei e Hernanes, esse apoiando mais,  por dentro.

O clássico teve o clube do Allianz Parque mais frequentemente ditando o ritmo, com as linhas avançadas, diante da agremiação do Morumbi recuada, investindo na velocidade e jogo vertical para tentar o gol.

Os equívocos e os acertos

Mais capricho na finalização, ou no último toque, ou na escolha da jogada poderiam garantir ao Palmeiras o gol durante o empate. O time atuava no campo de frente.

O São Paulo, após a semana de preparação, conseguia a transição em velocidade organizada. Numa, Cueva ganhou por cima e Lucas Pratto colocou Marcos Guilherme diante de Fernando Prass para concluir e comemorar o 1×0.

O 'hermano' que ofereceu assistência se machucou e Gilberto foi ao gramado. A mexida atrapalhou o planejamento de Dorival porque o centroavante em nenhum momento brilhou.

O autor do gol finalizou e quase ampliou porque a bola tocou no travessão e quicou centímetros dentro do gramado.

Mas o sistema de marcação do  São Paulo tinha grandes lacunas na direita. Cueva, quase nulo diante de Buffarini, facilitou para o Alviverde. O atual campeão nacional investiu na criação daquele lado e rapidamente conseguiu os gols.

Michel Bastos driblou o peruano – mole e quase displicente podia ao menos dificultar – e cruzou; Edmar bobeou e o Willian sozinho  concluiu dentro da área.

Jucilei, minutos depois, foi tentar a cobertura porque o Cueva sequer recuou. Devyerson driblou o volante. Willian com muita categoria acertou precisa finalização e comemorou.

O resultado sugeria à agremiação do Morumbi avançar todas as linhas e alterar a proposta coletiva.

Ambos os times necessitam entrosamento. Buffarini cruzou, Edu Dracena e Jean tinham como dificultar e impedir Hernanes de igualar o resultado, mas o meia, entre o lateral e o zagueiro, conseguiu uma grande finalização dentro da área.

Noutro planeta

Os treinadores certamente tiveram muitas orientações no período em que descansaram os elencos. Os times retornaram quase iguais e mais concentrados.

Mas Cueva, após cerca de 10 minutos, tentou o toque de calcanhar metros na frente da área de Sidão, o Palmeiras tinha a lacuna para construir o gol, e o técnico respondeu com Lucas Fernandes na vaga do peruano.

O problema do atleta é que necessita entender o tamanho do clássico, o peso da camisa e, principalmente,  o momentos do jogo e o da agremiação no torneio de pontos corridos.

O treinador ousado

O São Paulo podia ampliar na transição em velocidade. Cuca optou por Keno e a saída do Bruno Henrique.

Em princípio, a mexida foi inócua. O Palmeiras conseguiu uma finalização com Guerra fora da área, e teve gol invalidado porque o Jean, autor da assistência para Deyverson, estava impedido.

Os outros momentos foram na finalização do centroavante, exigiu uma grande participação do Sidão, e na furada do goleiro, que o antecessor de Dorival contratou para elevar o padrão da transição à frente e da reposição de bola.

A precisão

O São Paulo teve as oportunidades para ganhar. Rodrigo Caio, sozinho na pequena área, finalizou para fora após Marcos Guilherme finalizar.

Cuca, incomodado, optou por Hyoran e a saída do Guerra.  No minuto seguinte, Hernanes entrou com a bola na área e concluiu do lado direito.

No jogo com lacunas nos dois sistemas de marcação, ambos os times podiam, em qualquer momento, conseguir o gol.

Marcos Guilherme teve mais uma na transição em velocidade e avaliou, provavelmente com razão, que Gilberto estava impedido, tentou driblar e o Palmeiras após impedir foi em velocidade à frente para Deyverson oferecer a assistência e Keno finalizar e comemorar.

Alguns pontos: Petros avançou com o colega de time, pois era momento de gol para a agremiação do Morumbi. O artilheiro acertou a conclusão, enquanto o zagueiro de Tite minutos antes desperdiçou uma fácil.

Os méritos e a alegria

A possibilidade do rebaixamento, clássico, o Palmeiras com o elenco mais técnico e o gol tomado no momento positivo para si, tudo dentro do Allianz Parque.

É possível afirmar que o acerto de Keno, pela circunstâncias, quase foi um nocaute. Por necessidade, Dorival e Cuca alteraram as agremiações.

O treinador do Alviverde investiu em Thiago Santos por Deyverson; o do São Paulo colocou Denilson e tirou Marcos Guilherme. Apenas a mexida no clube que provavelmente conquistará classificação para a Libertadores foi eficaz. Reforçou o sistema de marcação.

Tchê Tchê lançou e Willian tocou para Hyoran garantir o resultado positivo e a comemoração na arquibancada.

Ficha do jogo

Palmeiras – Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Luan e Michel Bastos; Tchê Tchê e Bruno Henrique (Keno); Guerra (Hyoran), Moisés e Willian; Deyverson (Thiago Santos)
Técnico: Cuca

São Paulo – Sidão; Buffarini, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros; Marcos Guilherme (Denilson), Jucilei, Hernanes e Cueva (Lucas Fernandes); Lucas Pratto (Gilberto)
Técnico: Dorival Júnior

Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC-Fifa) Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse (ambos da Fifa)

 

 


São Paulo receberá outra oferta para transferência imediata de Rodrigo Caio
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De Vitor Birner

Carlos Leite, agente de futebol, tem uma proposta de 14 milhões de euros por Rodrigo Caio, tal qual informou a Rádio Bandeirantes.

A oferta será apresentada em breve ao São Paulo.  Tentei descobrir de qual clube é, mas ainda não consegui.

Provavelmente será de algum europeu. As janelas de transferência de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Holanda, França, Rússia e Itália serão encerradas em 31 de agosto. A da Ucrânia um dia depois, a da Turquia em 8 e a da Portugal em 22 de setembro. A única exceção possível seria o México, que fechará no dia 5 o período de contratações.

As da China e dos EUA foram fechadas no meio de julho.

No contrato, a multa rescisória é de 18 milhões de euros. O São Paulo tem 80% dos direitos econômicos do zagueiro que, recentemente, foi sondado pelo Zenit e mais agremiações da Europa.

Os russos sequer disputam Liga dos Campeões nessa temporada e o atleta, nas últimas investidas de times estrangeiros, priorizou a seleção em vez do dinheiro, pois pretende atuar no elenco capaz de ser competitivo e em torneio com visibilidade  no futebol.

 


Árbitro da semifinal carioca merece a geladeira; CBF tem que se manifestar
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De Vitor Birner

Flamengo e Cruzeiro mereceram as classificações. O Rubro-Negro foi melhor que o Botafogo em ambos os jogos, ontem sequer permitiu uma finalização do oponente, e ganhou porque tem mais técnica no elenco.

O time de Jair Ventura atuou no limite da capacidade, pode elevar o padrão quando houver algum jogador inspirado, e o torcedor nada tem a reclamar. O clube da Gávea continua aquém do que pode produzir, mas a prioridade era conquistar a vaga e Berrío com o drible muito bonito assinou o êxito e garantiu a alegria de milhões pelo país.

A outra semifinal foi mais bem jogada. A agremiação orientada por Mano Meneses conseguiu no 2° t  o volume de jogo que podia garantir a vaga antes da série alternada de pênaltis.

O Grêmio ditou o ritmo no jogo de ida e se ganhasse a série alternada mereceria a classificação.

O ponto negativo foi a arbitragem. No Brasil há a cultura da reclamação apenas quando interfere nos rumos de algum clube no torneio. Se gera uma eliminação que contradiz o andamento, a grita é pequena. É tal imediatismo e egoísmo acima da ética dentro do gramado.

Wilton Pereira Sampaio, ontem, foi muito mal no Maracanã. Se colocou acima da semifinal e do próprio futebol.

No início dialogou com os atletas. Depois, para mostrar quem manda, foi exagerado no amarelo ao Guerrero e em seguida fez a média ao mostrar o cartão por nada ao Roger. Quando Cuellar pisou no tornozelo de Matheus Fernandes o momento do jogo era outro e o rigor sumiu.

Creio que viu a bola tocar na mão de Marcelo com os braços abertos em movimento de bloqueio, o que no padrão atual do futebol é falta.

Nada disso incomodou mais que o estilo 'me preservo acima do esporte'. Marcou muitas faltas tolas, parou o jogo por qualquer contato permitido no futebol. Esse critério diminuiu a possibilidade dos equívocos,  mas estragou o andamento.

O ideal seria saber se a CBF o orientou, ou se foi uma opção do próprio. Essa hipótese recomenda a 'geladeira, e a primeira mostraria mais uma vez que a incompetência e o egoísmo dos cartolas continuam goleando a alma do futebol.

Acho que a inciativa foi do árbitro.  Os critérios nas faltas e nos cartões foram distintos na semifinal. Lembro que a ambiguidade pode gerar suspensões e tornam desigual a disputa pelo torneio.

 


Cuca é forçado a alterar tom; Palmeiras tem obrigação de ganhar o clássico
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De Vitor Birner

Chiadeira merecida   

O Alviverde, na terceira semana de agosto, continua a saga de tentar achar a proposta coletiva e a escalação que transformam a capacidade do elenco em futebol dentro dos gramados.  O clube abriu as portas do fracasso na promissora temporada.

A única maneira de alegrar a torcida será achar o bendito esquema tático com suas minúcias e conseguir a improvável proeza de conquistar o maior torneio do país.  Se alguém souber outra, por favor mencione.

A direção montou o grupo de atletas para conquistar grandes competições. A dinâmica em campo e os resultados frustram os milhões de torcedores.

As reclamações que o treinador escuta dos torcedores são compreensíveis e têm base no futebol.

No limite com a torcida

Para diminuir o incômodo necessita ganhar a vaga na Libertadores e os clássicos, em especial diante das agremiações da cidade.

Resultado positivo diante do Corinthians, dia 5 de novembro em Itaquera, será uma resposta ao que houve no estadual. Antes, poderá aumentar a possibilidade do São Paulo ser rebaixado.

Atuará diante da própria torcida e no Allianz Parque, onde nunca cedeu pontos para a a agremiação do Morumbi Cuca sabe que o empate será avaliado como péssimo e o tropeço aumentará a irritação, que é grande nas arquibancadas e onde há palestrinos.

Será difícil gerenciar tanto incômodo.

Provavelmente, se fosse outro técnico, seria demitido. Como se trata de alguém que na temporada anterior conseguiu solucionar problemas do time e ganhar o Brasileirão, talvez seja abençoado com a generosidade da torcida e a paciência dos cartolas.

Fora para dentro

Alguns palmeirenses se incomodam porque o treinador nas entrevistas parecia indiferente com a possibilidade do dirigentes mostrarem o bilhete azul.  Hoje foi mais enfático, incomodado, prometeu melhora no desempenho e consequentemente nos resultados.

Interagiu tal qual quer grande parte da torcida.  No clássico saberemos se a intensidade no discurso entrará no gramado.  O futebol do Alviverde tem sido similar ao tom de algumas outras entrevistas do técnico após os jogos.

Tenso e tão entendiante quanto a procura pela dinâmica que valoriza a capacidade do elenco. O resultado positivo no clássico pode alterar o ambiente e mexer tanto com a auto-estima dos atletas quanto da arquibancada.

Em Chico e em Francisco

O parágrafo anterior tem sido mantra no Morumbi.  Dorival Jr sempre cita a necessidade de aumentar a confiança do elenco no próprio futebol.

A única certeza é que a tensão será ingrediente do clássico no Allianz Parque.

 

 


Saiba por que o Corinthians tropeçou em Itaquera; Vitória mereceu
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De Vitor Birner

Corinthians 0x1 Vitória

A zebra foi se fortalecendo durante o jogo, ao contrário do que houve com o favorito.

O Alvinegro foi melhor que o oponente no 1°t. Se impôs, criou, finalizou, teve volume de jogo acima do que mostrou na conquista de muitos resultados positivos.

Apesar disso, o Vitória encerrou ganhando.

A precisão de um lado e a falta dela do outro garantiram o que a zebra queria.

Mérito do time que melhorou no 2°t, quando o sistema de marcação praticamente anulou a criação do líder, conseguiu grandes oportunidades para ampliar, além do gol equivocadamente invalidado.  Conquistou os pontos e teve a honra de encerrar uma sequência épica do clube de Itaquera.

O tal detalhe

O Corinthians manteve a proposta de futebol que garantiu a campanha brilhante no turno. Coletivamente a atuação foi elogiável.

O time que pretende abdicar da candidatura ao rebaixamento forçou o líder a avançar todos os atletas. Vagner Mancini orientou o sistema de de marcação a atuar no 4-4-2 e atrás da linha que divide o gramado. Em suma, ofereceu a bola para o oponente, orientou os quartetos a congestionarem em frente da área e a dupla a investir na velocidade para conseguir o gol.

Comemorou o êxito, após assistência de Neílton e a finalização Tréllez. Manteve o resultado na metade inicial, apesar da dinâmica no gramado.

O Corinthians ditou o ritmo.

Permaneceu 77% do jogo com a bola, teve 5 escanteios x nenhum, finalizou 12 vezes contra uma dos soteropolitanos, quatro foram dentro da área e duas ou três podem ser avaliadas como grandes oportunidades. Ao contrário do que houve nos jogos anteriores, foi impreciso diante do goleiro.

Pedro Henrique reclamou o pênalti inexistente após se jogar na área e Jô o que houve. Romero estava impedido no gol invalidado. O centroavante, Balbuena e Rodriguinho desperdiçaram os melhores momentos da agremiação.

Alteração forçada

Guilherme Arana se machucou. Carille, com elenco de poucas opções, iniciou o 2°t com o Moisés na lateral.

O Corinthians manteve a iniciativa e a proposta coletiva.

Equívoco impede o gol

Logo as 4 minutos, Caique Sá cruzou e o Kanu cabeceou para comemorar.

O lance foi invalidado.

Havia dois atletas do Corinthians e Cássio atrás da linha de bola. O auxiliar tropeçou no impedimento, apesar de ter sido fácil.

Como qualquer agremiação

O time de Mancini em alguns momentos recuou alguém da dupla para trás da linha da bola. O treinador aumentou o congestionamento porque ganhava e sabia que o resultado era fruto também da falta de precisão do time elogiado por ser preciso.

As brechas diminuíram, o líder mesmo assim criou uma oportunidade, mas teve dificuldade para entrar na área ou finalizar em condição de empatar, se incomodou com o andamento e aumentou a quantidade dos equívocos no toque de bola.

O técnico tentou melhorar tecnicamente com a alteração de Romero por Marquinhos Gabriel. O Vitória, recuado, fechou lacunas para a velocidade do paraguaio e naquele momento diminuiria a força da marcação pelo lados compensava para o favorito.

Era necessário aumentar a de criação pelas beiras do gramado.

Em seguida, Mancini colocou David na vaga de Patric . Lateral em frente do lateral Caíque para fechar as brechas onde Carille aumentou a técnica. Uma vez depois da mexida o Corinthians entrou na área pela direita. Rodriguinho cruzou e o goleiro conseguiu tocar na bola antes de Jô finalizar.

O Alvinegro investia na criação por aquele setor a teve mais dificuldade depois da alteração. As melhores oportunidades, sempre no contra-ataque, foram do clube que ganhou em Itaquera.

A entrada do Jadson e a saída de Balbuena foi a última tentativa de Carille alterar a dinâmica do jogo.  Gabriel se revezou como zagueiro e volante.  Mancini, após Neílton cansar, pôs Carlos Eduardo e manteve a força do time após as retomadas de bola.

Yago saiu para a entrada de Filipe Souto na última mexida.

Depois o sistema de marcação se impôs e garantiu o resultado positivo.

Finalizações de fora da área, chuveirinhos e nada mais resumiram a criação da agremiação que lidera com sobra o torneio.

O adorável ingrediente

A bola desviou no Arana e encerrou qualquer possibilidade para o Cássio impedir o gol. Nos jogos anteriores tais lances, em regra, beneficiaram o líder.

Algumas vezes teve a bola nas traves, por dentro, e o rebote sobrou para alguém colocado por Carille no gramado.

Nesse, em nenhum momento o Corinthians teve essa graça.

O Vitória ganhou por isso e porque foi competente.

Me refiro à bendita sorte. Há gente que, no futebol, tem chiliques quando o time ganha e cito que ela cooperou. A considero uma grande bênção e quem acha o contrário que peça a Deus para oferecê-la aos que a almejam e se lembram de agradecer ao serem abençoados.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Balbuena (Jadson), Pedro Henrique e Guilherme Arana (Moisés); Gabriel e Maycon; Clayson, Rodriguinho e Romero (Marquinhos Gabriel); Jô
Técnico: Fábio Carille

Vitória – Fernando Miguel; Caique Sá, Wallace, Kanu e Juninho; Ramon, Uillian Correia e Yago (Fillipe Soutto) e David (Patric); Neilton (Carlos Eduardo) e Tréllez
Técnico: Vagner Mancini

Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO) Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence


Contratação de Paulinho é sinal de enfraquecimento do Barcelona?
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De Vitor Birner

Construção no início

Barcelona não tem time principal, proposta de jogo e força coletiva.

É um amontado de atletas caros, alguns contratado por mai$ do que podem produzir, veteranos que se esforçam para manter alto padrão e tem o centroavante muito acima da média que forma a dupla de frente com um craque genial.

Por isso tomou o vareio na final da Supercopa. O Real Madrid demorou para achar o melhor futebol na última temporada, manteve a estrutura, além de ter agregado escalações e desenhos táticos para se adaptar e ganhar jogos.

Essa bagunça na Catalunha é uma oportunidade para o volante.

O treinador tentará achar a estrutura mais forte, provavelmente que privilegie Suárez e Messi. Traduzindo, o sistema para permitir que ambos permaneçam adiantados e os demais formem as duas linhas quando o oponente tiver a bola. Neymar era esse atleta capaz de completar o trio de frente e o quarteto no meio de campo.

O talento, em vez da estrutura de jogo, tornavam o time forte. Ambos eram necessários dentro dos gramados.

Suposto enfraquecimento abre uma possibilidade

Participar do início da construção é uma facilidade para os atletas com potencial. Com Guardiola, que montou o mais elogiável Barcelona,  o atleta seria do time B.

O meio de campo tinha Iniesta, Xavi e Busquets. Nas conquistas das Ligas dos Campeões, o trio de frente brilhante formado por Messi, Etoo'o e Henry, e na seguinte por Pedro, Villa e Messi, esse pior que o anterior, desmontava os sistemas de marcação.

Paulinho no máximo seria opção.

É bom jogador, mas a agremiação da Catalunha, no ápice técnico, tinha futebol além dom potencial do volante. Seria quase impossível ganhar uma vaga.

Hoje, Paulinho, se mostrar competência, terá abertura para atuar.

É difícil saber se conseguirá.  Os grandes momentos do atleta foram sob orientação de Tite. No Tottenham, por exemplo, naufragou.

Os jogos na Premier League são mais intensos e velozes que os da Espanha.

Nenhuma problema de adaptação terá fora de campo.

Morava na China. A tendência é amar Barcelona.

Qual Barcelona

As dúvidas permanecem apenas dentro dos gramados. Se o atleta de movimentação previsível agregará mais. Se conseguirá repetir com Valverde o desempenho.  Se isso será suficiente.

E, principalmente, se a fortuna paga pela contratação foi equivocada e a agremiação mais forte do século terá decadência na temporada.

É necessário aguardar o fechamento do período de transferências para ter a referência mais precisa. Com o atual elenco a tendência é que o volante seja um dos símbolos do momento que incomodará a torcida.


Anos de fracassos e possibilidade do rebaixamento fortalecem torcida do SP
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De Vitor Birner

 A quarta força na década

Conquistas podem aumentar o numero de torcedores, mas são as temporadas de sofrimento que intensificam o amor pelas grandes agremiações.

O São Paulo vive uma década de fracassos.  Tomou goleadas em clássicos, foi eliminado por times grandes, médios e pequenos no mata-mata, e quase nada comemorou.

O único troféu que ganhou foi a Copa Sul-Americana. Disputou 4 Libertadores e foi uma vez à semifinal, encerrou uma edição do campeonato brasileiro na segunda colocação, o que é pouco para quem formou gerações acostumadas com títulos e elencos fortes.

Nas últimas edições dos pontos corridos apresentou a zona do rebaixamento aos torcedores.

Nessa mesma década o Corinthians ganhou todos os torneios mais importantes; o Palmeiras foi à segundona, mas comemorou Copas do Brasil e é o atual campeão nacional; o Santos ganhou o mata mata nacional e a Libertadores. Os oponentes no estado festejaram enquanto a torcida do São Paulo acumulou frustrações e raiva com o futebol.

Ponto para a arquibancada

Por isso compareceu no Morumbi em grande número, quebrou recordes de público diante de Coritiba, Grêmio e Cruzeiro, e provavelmente manterá a média na próxima atuação do time no estádio. .

Mais importante que a quantidade é barulho no apoio aos que vestem a camisa dentro do gramado. Quanto maior foi a dificuldade em campo, proporcionalmente subiu o som na arquibancada.

A certeza que o time de Renato era melhor, tal qual o andamento mostrou, aumentou o impulso de jogar com o time e a urgência de ajudá-lo a somar pontos incendiaram a arquibancada. Sem o povo o São Paulo dificilmente conseguiria o empate.

O torcedor adquiriu todos os ingressos e contribuiu para ganhar do Cruzeiro no Morumbi.

Curiosamente, diante do Coritiba, no único desses jogos em que a agremiação foi a melhor em campo e recebeu o apoio mais intenso da arquibancada, houve o tropeço em frente aos mais de 50 mil.

Torcida não ganha jogo, mas pode ajudar ou, se comparecer em grande número e reclamar ao invés de fortalecer, atrapalhar na conquista do resultado positivo. O estádio tem recebido grande público porque o sofrimento acumulado de quem ama o clube e o ingresso com preços populares 'levam' o  povo de todas as classes sociais ao tradicional e mítico reduto do futebol.

O positivo e indesejado bônus

Poderia citar outros clubes, mas os dois maiores oponentes do São Paulo na capital servem para comprovar a teoria que o sofrimento potencializa o apego pela agremiação.

A conquista mais emocionante do Corinthians foi o Paulistão de 77.  O Estadual tinha, na época, grande relevância no cenário nacional.  A sabedoria recomenda esquecer a ideia de compará-lo com o atual e afirma que foram os quase 23 anos de jejum que tornaram o êxito tão grande.

Brasileirão, Mundial e a Libertadores são maiores. Nenhum desses gerou uma festa como a aquela nas ruas da cidade e no Morumbi.

A geração que vivenciou a maior escassez de títulos foi uma das mais fieis de qualquer clube no país.

O Palmeiras, durante o jejum do Alvinegro, era o único a rivalizar em campo com o Santos de Pelé. Ganhou a alcunha de Academia do Futebol.  Manteve o refinamento nos gramados com a 'Segunda  Academia' nos anos 70 e encantou os torcedores.

As conquistas dos oponentes e os rebaixamentos alteraram o perfil da nação palestrina. Teimou no inicio, a turma do amendoim exigia toque de bola como o que assistiu nos tempos de Ademir da Guia ou do elenco orientado por Vanderlei Luxemburgo na era Parmalat, mas a necessidade gerou apoio para aquele guerreiro e elogiável time de Felipão na Libertadores.

As duas participações na segundona lapidaram mais o amor pelo clube. A condição de coadjuvante ou a de apenas competir para continuar na elite mexeram com a alma da arquibancada. Na campanha em que foi eliminado da Libertadores com o equívoco de Bruno no Pacaembu, o barulho e a participação foram enormes. Talvez os mais intensos da década nos estádio de São Paulo. .

O óbvio lembrete

A atual geração de torcedores do Corinthians, que se habituou a ganhar, apoia e fortalece o time, mas menos que aquela do jejum de conquistas.

Normal. Assiste ao clube mais ganhador na década. Tem apenas vaga ideia do que é uma enorme sequência de frustrações.

O Palmeiras, se continuar investindo e conquistando torneios, terá uma alteração de perfil da arquibancada no Allianz Parque, que tende a ser mais exigente e menos participativa.

Pouco para as comparações

''Tenho Libertadores, não alugo o estádio, sou hexa brasileiro, nunca fui rebaixado''.

O canto ecoa na arquibancada do Morumbi e transborda o orgulho da torcida pela agremiação de tantas proezas nos gramados. É impossível comparar as fases negativas de Palmeiras e Corinthians com as do São Paulo.  Foram pequenas as do clube que hoje se assusta com a possibilidade da segundona.

Além disso, o time ganhou de gigantes nos Mundiais.

Foi melhor diante do batizado 'dream team' do Barcelona.

Em duas conquistas de Libertadores – as primeiras –  jogou futebol arte que, desde então, continua  inigualável no continente.

Esses últimos anos tropeçando, ganhando apenas a Copa Sul-Americana e  'apenas' conhecendo a possibilidade do rebaixamento, são pouco diante do que houve com Palmeiras e Corinthians.

Por isso a torcida no Morumbi tende, quando houver melhor em campo, a diminuir a intensidade. O hábito humano de querer sempre mais e se acostumar facilmente com o topo dita o que acontece nas arquibancadas do país.

Mas, dependendo do que houver no torneio de pontos corridos, pode ser líder na média de público e agregar essa 'conquista' da arquibancada.

Obs: o maior jejum do agremiação foi de 12 temporadas, mas noutro contexto, pois construía o Morumbi.


São Paulo jogou pouco futebol e ganhou; Cruzeiro foi melhor e reclamou
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De Vitor Birner

São Paulo 3×2 Cruzeiro

O treinador alterou a proposta de futebol da agremiação do Morumbi.  O time ganhou o jogo que teve polêmicas e reclamações, com razão, de ambos os lados.

Mano colocou uma escalação alternativa e, mesmo assim, na maior parte do jogo o Cruzeiro conseguiu ditar o ritmo. Apesar de necessitar melhoras, o que almeja a conquista a Copa do Brasil está no estágio de preparação mais avançado que o do clube na região do rebaixamento.

A arbitragem cometeu alguns equívocos e alterou o resultado. Dois redundaram em gols.

O ídolo brilhou    

O Cruzeiro, apesar de Mano Meneses escalar muitos suplentes, foi melhor. Frequentou o campo de frente e Sassá desperdiçou o pênalti.

A formação alternativa teve Rafael Sóbis atuando como atacante e recuando para a meia, onde dividiu com o Robinho a criação. O  time ditou o ritmo e mesmo assim encontrou poucas brechas para finalizar.

Dorival Jr mexeu na proposta de jogo. Orientou o sistema de marcação a atuar mais recuado, abriu mão da bola, investiu em Marcinho e Marcos Roberto pelos lados e encarregou os dois tanto de permanecerem atentos nos avanços dos laterais do oponente quanto da transição em velocidade para construção dos gols.

Iniciou com Militão em vez de Jucilei  para tornar o time mais rápido na recomposição e nas coberturas.

O treinador provavelmente se incomodou com o desempenho. O time fechou mais lacunas, dificultou para Ezequiel e Bryan apoiarem, mas foi inoperante ao retomar a bola. O volante revelado nas categorias de base bobeou nos toques de bola e em alguns lances na compreensão de onde exatamente necessitava estar dentro do gramado.

O técnico, para aumentar a organização, o colocou na zaga e adiantou Rodrigo Caio para o meio de campo.

Fortaleceu o sistema de marcação, mas o São Paulo quase nunca teve a bola no entorno da área do oponente e foi praticamente nulo na criação.  mas no último momento comemorou o gol.  Na única falta que gerou expectativa da maioria no Morumbi, Hernanes foi preciso na finalização.

Mais brechas para os dois

Dorival tentou reorganizar o time com Jucilei na vaga de Militão. Mano manteve todos os atletas. Pela dinâmica do time, quis mais apoio dos laterais.

O número de oportunidades aumentou para ambas as agremiações. O São Paulo, que ganhava apesar da nulidade na criação, quase ampliou no início.  Petros colocou Marcinho diante de Rafael e o goleiro brilhou.

Em seguida, o Cruzeiro empurrou a agremiação do Morumbi para a área e rapidamente conseguiu os gols.

O futebol nacional

Foram necessários 9 minutos entre a única oportunidade que Marcinho desperdiçou e a virada do clube que atuará na semifinal da Copa do Brasil.

Aos 5, o São Paulo reclamou porque Buffarini sequer sabia que a bola tocaria no braço e nem se mexeu para impedir finalização e abrir a possibilidade de acontecer a falta que o árbitro impôs. Depois, no cruzamento,  houve comentaristas de arbitragem citando que Digão se apoiou em Arboleda e impediu o zagueiro de pular e disputa o cruzamento.

Sassá, com muita categoria e força, de puxeta igualou. O árbitro se equivocou na avaliação do lance com o lateral e acertou no lance do equatoriano com o estreante.

Robinho lançou Sassá e o centroavante por crer no lance aproveitou o equívoco de Rodrigo Caio para tomar a bola do jogador de Tite e finalizar.

O Cruzeiro mantinha a bola, ditava o ritmo, parecia dono do andamento, teve oportunidade para ampliar, mas após o escanteio de Hernanes a bola foi para Arboleda cabecear no canto direito.

O empate, naquele momento, foi uma improvável benção para a agremiação do Morumbi. Permitiu que retomasse a força para aumentar a competitividade.  Dorival tinha colocado o Gilberto e o Denilson nas vagas de Petros e Buffarini. Marcinho foi recuado à lateral, e Hernanes para ser o  2° volante.

No Cruzeiro, Hudson saiu; Henrique foi ao gramado.

Aos 34, Gilberto e Pratto tabelaram. O brasileiro avaliou que o Ezequiel tinha como alcançar antes a bola, pulou para tomar a frente e no ar o lateral tocou nas costas do artilheiro. O árbitro determinou o pênalti e gesticulou que o lateral deslocou o oponente com o empurrão.

Para mim nada houve. Tal contato é do futebol.

Essa subjetividade foi inventada dentro do país após reclamações de torcedores que creem na similaridade da cultura do pequenos 'campos' sintéticos e a dos gramados.  Hernanes, concentrado, apesar de ter o Morumbi nas costas, aguardou o goleiro pular antes de finalizar e comemorar.

Mano, imediatamente após o gol, foi para o tradicional tudo ou nada. Abriu mão de um lateral e elevou o potencial de criação com as saídas de Ezequiel e Nonoca e as entradas de Rafinha e Thiago Neves.

O time manteve a bola no campo de frente e em nenhum momento exigiu algo de Renan.

O último amarelo para Lucas Pratto foi outro exagero típico da arbitragem nacional. Digão mereceu ambos que recebeu nos acréscimos.

Rafael Sóbis foi outro excluído, mas após o encerramento.

Ficha do jogo

São Paulo – Renan Ribeiro; Buffarini (Denilson), Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Militão (Jucilei); Marcinho, Petros (Gilberto), Hernanes e Marcos Guilherme; Pratto. Técnico: Dorival Júnior

Cruzeiro – Rafael: Ezequiel (Rafinha), Digão, Léo e Bryan; Nonoca (Thiago Neves), Hudson (Henrique) Robinho e Alisson: Rafael Sobis e Sassá
Técnico: Mano Menezes

Árbitro: Rafael Traci (PR) Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Pedro Martinelli Christino


Barcelona ‘imita’ o PSG
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De Vitor Birner

O Barcelona quer contratar Philippe Coutinho. O Liverpool quer o meia no elenco para tentar encerrar o enorme jejum no torneio de pontos corridos.

A Premier League teve 25 edições e o clube nunca foi campeão. No total são 27 anos de seca no torneio nacional de pontos corridos.  A torcida é a mais intensa entre as dos grandes do país, Manchester United e Arsenal compõem o trio, tem dinheiro e por isso há uma obsessão pela conquista.

Lembro que é o maior colecionador de títulos continentais (apenas na Liga dos Campeões são 5)  entre os ingleses e tinha a hegemonia no campeonato nacional, mas nesse quarto de século o ex-time de Alex Fergurson ganhou 13 vezes e hoje soma dois a mais que a agremiação de Jurgen Klopp.

Imagine a bomba que seria a transferência diante da dificuldade para a reposição.

Os catalães convenceram o jogador, que solicitou a saída, e os dirigentes recusaram. Nada muito distinto de PSG, Neymar e o que incomodou parte da torcida e dos cartolas na Catalunha.

Tenho uma dúvida: reclamaram por acharem que apenas o Barça pode ter tal iniciativa, falta auto-crítica ou há montes de mimados egocêntricos adeptos da 'ética  seletiva'  nos momentos de o time investir em reforços para o elenco?

Admiro muito o Barcelona, é o maior clube do século, ganhou torneios e jogou futebol admirável, implementou proposta dentro dos gramados  que serve de referência para clubes de todo o planeta, mas na hora de contratar é apenas uma versão endinheirada do que recentemente criticou.

Lembro que se respeitar todos o que a regulamentação determinada, tem legitimidade para a iniciativa.

São as regras da mundo em que a economia e a concorrência servem para validar políticas baixas e provavelmente no longo prazo quase nada construtivas para o futebol.

São iguais para o Barcelona, PSG e qualquer agremiação,