Blog do Birner http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br Bastidores, análises e muita informação sobre sobre os principais assuntos do mundo do futebol. Thu, 19 Oct 2017 03:21:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Opinião da FIFA sobre Intercontinental ou Mundial é desprezível http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/opiniao-da-fifa-sobre-intercontinental-ou-mundial-e-desprezivel/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/opiniao-da-fifa-sobre-intercontinental-ou-mundial-e-desprezivel/#comments Wed, 18 Oct 2017 18:05:58 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3247 De Vitor Birner

Burocracia irrelevante

A chancela da FIFA para as conquistas do Santos de Pelé, Flamengo do Zico, Grêmio de Renato Gaúcho e São Paulo de Raí é praticamente irrelevante. Nada altera para as agremiações.

Tanto faz se a entidade batiza de Mundial ou de Intercontinental. Aliás, esse último era muito melhor que a versão ampliada, comercial, política implementada para tentar proporcionar lucros e servir como média entre cartolas.

Esportivamente, por enquanto absolutamente nada agregou.

Os ‘geografistas’

Essa não é a primeira vez que abordo o tema. Conheço as reações de alguns, como as dos modinhas, antis e ‘haters’, por isso adianto obviedades do planeta lúdico do futebol.

Aos territorialistas, que acham necessária a participação de clubes de todos os continentes, lembro que a seleção ganhou duas vezes a Copa do Mundo em versões nas quais não havia disputa por vagas na África e ou na Oceania.

O mesmo vale para mais nações campeãs. Em 62 foi a primeira edição de eliminatórias exclusivamente africanas.

A Austrália participou do torneio eliminatório contra africanos e asiáticos por uma vaga ao Mundial ganho pela Inglaterra em 1966.

Américas Central e do Norte são da mesma confederação de futebol.

O raciocínio ‘geografista’ é rígido e pouco inteligente, despreza contextos esportivos e para ser coerente necessita, por exemplo, avaliar o título mundial de clubes do basquete como mais relevante  que o da NBA.

Planeta do futebol

A Libertadores e a Liga dos Campeões, seja na versão atual ou anterior, reuniam a competência de clubes do esporte.

Isso ninguém pode alterar: nem os burocratas, cartolas e cia.

As zebras não são referências. A Itália tropeçou diante da Coreia do Norte na Inglaterra e mais de meio século continuamos aguardando o surgimento de uma seleção ou agremiação da Ásia que pode ser colocada entre as melhores de qualquer época. O mesmo vale para as da América do Norte e Central, África e Oceania.

A essência

O valor de qualquer conquista é proporcional a intensidade da emoção gerada nos torcedores, incluindo o incômodo dos anti.

Quem acha que a referência é o carimbo de burocratas – uma parte afastada dos cargos por corrupção e outra que jogava com esses e a sucedeu – para quem o futebol é o produto pelo qual podem atingir o que pretendem,  meio pelos quais podem atingi-los,  se comporta como um cartola, lembra a porção da população que reclama do congresso e tem carteirinha falsa para obter descontos em ingressos.

Os exemplos são concretos: o Estadual foi um grande torneio porque garantia a alegria da torcida na temporada.

Depois que o público alterou a preferência o torneio perdeu força.

Os gigantes

O São Paulo de Raí e Telê Santana foi muito melhor e mais importante que o ganhador no Mundial com gol de Mineiro.

Marcelo Bielsa, Guardiola, Maurício Pochettino e mais técnicos atualizados e competente elogiaram o time e afirmaram que beberam na fonte da sabedoria e estética daquele time boa gramados.

O que conquistou o tricampeonato foi muito importante para a agremiação, mas nunca como o que se impôs diante do Milan e do ‘dream team’ do Barcelona.

O Flamengo de Zico é mais reverenciado e importante que alguns times campeões do Mundo.

O Grêmio de Renato continua sendo o principal time que o clube montou. Corinthians e Internacional tiveram anteriormente desempenhos melhores que os das conquistas. O Santos de Pelé foi, provavelmente, o mais forte do futebol.

Carimbos, burocracias e política para referendar os Intercontinentais como mundiais, porque a FIFA pretende promover uma versão igual, são para quem gosta mais de cartório que da arquibancada.

Muito óbvio

Tenho pouca vocação para ser massa de manobra. Pode acontecer, por ignorância minha em alguns assuntos, mas nesse a possibilidade é nula.

Pelo amor de Deus

Torço para nenhum clube embarcar nesse lobby. Mendigar conquistas após serem aplaudidos pelos oponentes da Europa e pararem cidades nas comemorações será muita reverência ao poder legítimo no papel e desprezível na essência do futebol.

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Atlético, reflita: Cuca é pior ou igual ao da conquista na Libertadores? http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/atletico-reflita-cuca-e-pior-ou-igual-ao-da-conquista-na-libertadores/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/atletico-reflita-cuca-e-pior-ou-igual-ao-da-conquista-na-libertadores/#comments Tue, 17 Oct 2017 00:55:01 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3238 De Vitor Birner

Palpites obsoletos

Votei em Cuca como o melhor técnico de uma temporada em meados da década anterior. Tiravam sarro, pois o país dos resultados menosprezava o potencial dos elencos nas avaliações, e apenas os  craques tinham valor em campo.

A maioria citava apenas individualidades e mostrava grande preconceito contra quem afirmava que a prioridade era a construção coletiva.

Resultados alteram

Muitos anos depois, o treinador recebeu merecidos elogios após conquistar a Libertadores.

O resultado goleou a dinâmica dos gramados. O Atlético ganhou o torneio muitos mais pela inspiração dos atletas que por acertos de quem implementou a tática.

Investiu na transição a frente com  lançamentos por cima para o Jô, o centroavante prevalecia na disputa pela primeira bola, e o trio de criação com Bernard, Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli ‘voando’ garantia a fluência na criação.

Antes do reconhecimento

Cuca foi melhor em alguns clubes dos quais saiu sem conquistas, onde conseguiu montar os elencos posteriormente campeões. Demorou para atingir o principal escalão dos técnicos porque necessitava desenvolver a maturidade, a serenidade e a paz após tropeços nos jogos e entreveros com atletas e cartolas.

Interrompeu permanências, aumentou a demora para obter grandes êxitos, dificultou o caminho que, dentro dos gramados, poderia ser mais fácil.

Desde então, provavelmente aliviado porque merecia antes o respeito das torcidas, quase nenhuma nova virtude agregou ao próprio repertório de construtor de times e elencos, inclusive quando foi competente.

O último

No Palmeiras comemorou a 2° conquista mais relevante como técnico de futebol, apesar de montar o time com pouco repertório e capacidade para raciocinar sobre as necessidades e andamento em campo.

Tinha o grupo de atletas mais forte, se comparado aos de outros clubes, acertou na estruturação do coletivo e, no torneio de regularidade, prevaleceu a capacidade do elenco.

Taticamente, o Palmeiras não foi mais forte e nem construiu padrão que serve como referência para qualquer agremiação.

Nem para o próprio clube nesse temporada.

Na atualidade

Continua competente. Se mantém no topo entre os técnicos do país.

Mas, ao contrário do que conseguiu em temporadas nas quais encerrou sem ganhar torneios, mostra dificuldades para se colocar na frente de colegas ao preparar times de futebol.

Os gigantes

O Atlético cogita a reestruturação do elenco. Cuca, nisso, é mais competente que Oswaldo de Oliveira.

Ganha do colega na leitura do jogo, virtude a ser considerada pelos que avaliam e contratam. Reitero que conhece o futebol.

Tenho dúvida se haverá soluções para o que avalia necessárias,  se as preparou e ampliou o repertório como conseguia antes de atingir o grupo dos avaliados como melhores do país.

A direção do Atlético tem que pensar antes de alterar.

O treinador que recentemente contratou rapidamente agregou algumas virtudes coletivas e, por enquanto, parece ter a confiança, o apoio do elenco.

A temporada recomenda que aguarde o encerramento do torneio,  observe o que implementa, e decida apenas tecnicamente, esquecendo a concorrência ou a preferência da torcida.

Cuca pode ter dificuldade para se manter no topo. Parece, as vezes, os que atingiram tal patamar e diminuíram o ritmo em vez de continuarem agregando conhecimento, metodologias que fortalecem  qualquer agremiação nos gramados.

Conhece futebol e será treinador do principal escalão no país enquanto tiver motivação para melhorar e conquistar torneios.

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Palmeiras ganhou com acertos de Valentim; Willian e Keno brilharam http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/palmeiras-ganhou-com-acertos-de-valentim-willian-e-keno-brilharam/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/palmeiras-ganhou-com-acertos-de-valentim-willian-e-keno-brilharam/#comments Mon, 16 Oct 2017 00:55:05 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3229 De Vitor Birner

As alterações

Alberto Valentim otimizou e fortaleceu a proposta que Cuca implementou. Tchê Tchê e Bruno Henrique, dois volantes com toque de bola melhor que Thiago Santos, iniciaram o jogo.

Como centroavante, nem Deyverson e nem o Borja; Willian foi escolhido para aumentar a mobilidade e a velocidade na construção dos momentos de gol.

O técnico, ao adiantar o jogador, abriu uma vaga do lado. Manteve Dudu e a preencheu com Keno.

Moisés atuou por dentro e completou o quarteto mais adiantado.

A dinâmica

É impossível exigir do técnico no cargo desde anteontem, todas as evoluções coletivas necessárias para o futebol do time ser compatível ao potencial do elenco.

Tem que fortalecer o sistema de marcação vulnerável pelos lados e optou por Mayke e Egídio na laterais, ambos melhores no apoio.  A criação com o ritmo cadenciado, quando o Palmeiras tem a bola e o oponente recua para congestionar em frente da área, solicita repertório mais amplo.

Mesmo assim, é inegável que as alterações ganharam o jogo.  Aumentaram a velocidade e a  competência na transição a frente, que garantem montes de pontos na temporada.

O trio que brilhou

Willian e Keno merecem elogios. Foram os pilares do resultado.

O andamento estava igual. Prevaleciam os sistemas de marcação quando o centroavante recebeu lançamento, mostrou categoria e, como se fosse o pivô, ajeitou para o colega que havia atuado apenas uma vez nas 5 últimas rodadas.

O ex-jogador do Santa Cruz carregou a bola em velocidade para a área, driblou e conseguiu a assistência irretocável Diante do  goleiro, Willian que iniciara o lance finalizou e comemorou.

O show de Keno tinha apenas começado dentro do gramado.

O Palmeiras ampliou no 2°t graças a inspiração do atacante. Acertou toque bonito e raro nos gramados – mais utilizado no futsal –  para Moisés concluir em frente ao goleiro.

No último, Willian mais uma vez tocou ao destaque do jogo, que foi para a linha de fundo e colocou a bola na cabeça do Dudu sozinho na pequena área.

Merece aplausos

Lembro que, em tese, Deyverson e Borja deveriam ser mais capazes que Willian de costas para os zagueiros, e na prática contribuiu mais assim no jogo que os colegas nos anteriores.

Keno atuou na direita. Antes, porque preferia e o antecessor concordava, era escalado do outro lado, onde nenhuma assistência conseguiu nessa edição do torneio de pontos corridos.

Tenho que elogiar o treinador pelos acertos que geraram o resultado positivo. Podia escalar Felipe M e o Borja, jogar para a galera e evitar críticas de quem os quer no campo.

Preferiu investir nas próprias avaliações esportivas em vez da política com a torcida e talvez elenco.

Se manterá, diminuirá ou aumentará o número de acertos, é impossível afirmar.

As rodadas e o andamento da tentativa de contratar o favorito Mano Menezes provavelmente oferecerão a resposta. A agremiação tem como investir em técnico rodado, mas os resultados podem golear planejamentos no futebol.

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Mano Menezes é o preferido desde a primeira saída de Cuca http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/mano-menezes-e-o-preferido-desde-a-primeira-saida-de-cuca/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/mano-menezes-e-o-preferido-desde-a-primeira-saida-de-cuca/#comments Fri, 13 Oct 2017 23:05:46 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3215 De Vitor Birner

Os cartolas

A temporada anterior de alegrias ao torcedor do Palmeiras teve a indefinição sobre a permanência de Cuca. O técnico cogitou que, com ou sem conquistas, pretendia ir embora para cuidar mais da família.

Alexandre Mattos, instruído por Paulo Nobre e com aval do então vice do futebol Maurício Galiotte, tentou convencê-lo a continuar na agremiação.

O perfil instável do técnico sugeria a possibilidade, mas foi encerrada após a confirmação matemática do êxito no torneio de pontos corridos.

Naquele período de indefinição os responsáveis pelo futebol debateram sobre quem seria o melhor para a vaga.

O primeiro da lista

Mano Menezes foi o escolhido.  Como aceitou oferta do clube no qual continua, isso antes de o Cuca recusar renovação do contrato, sequer recebeu uma oferta.

Mattos sabia que o treinador a rejeitaria, conhece os bastidores do futebol em Minas Gerais, os dirigentes, e achou inútil a empreitada.

Era segunda opção

Roger, na época sem time porque a direção do Grêmio o trocou por Renato Gaúcho, após recusar ofertas doutras agremiações  durante a temporada, acertou verbalmente com Mattos a ida para o Allianz Parque.

Galiotte, depois de conseguir se eleger presidente do Palmeiras, demorou um pouco para renovar o contrato do diretor de futebol.

O técnico dependia do que combinaram, o Atlético ciente disso propôs o que pretendia e ganhou a dividida.

O complemento

Eduardo Baptista foi a opção após esses dois e do então treinador do Palmeiras.

Continuam na gestão

Paulo Nobre é o único cartola que tinha opinião considerada na última temporada e não influenciará na escolha do próximo contratado para orientar o elenco.  Galiotte ganhou força e Mattos se mantém como o principal dirigente do futebol na agremiação.

Sei que a gente altera o que pensa sobre técnicos e atletas, os próprios melhoram com esforço ou se acomodam, mas nada que aconteceu recentemente pode mexer tanto nas avaliações.

Roger, talvez, tenha perdido pontos com ambos, e Mano provavelmente ganhou.

Um tem contrato até o final do ano e o outro está disponível para planejar e temporada.

Por isso têm que ser considerados pelos que tentam adivinhar quem será contratado. As recentes mexidas na administração do Cruzeiro aumentam as dúvidas sobre o que o técnico ganhador na Copa do Brasil pensa sobre renovar o contrato. Haverá reunião, em princípio na 2f, para conhecer o planejamento e a oferta do clube.

Em alta e gringos

Jair Ventura e Fábio Carille subiram muitos degraus na temporada. São os únicos que realizaram algo capaz de mudar a opinião dos cartolas.

O provável campeão nos pontos corridos renovou no Parque São Jorge, e a forma como gerencia a carreira sugere que recusaria trocar o Corinthians pelo Palmeiras, sem antes ir para clubes de fora do estado ou, de preferência, do país.

O técnico do Botafogo seria a única opção viável, entre os que mostraram competência para ampliarem o leque dos dirigentes no Allianz Parque.

Entenda que estou dividindo reflexão sobre as possibilidades e não afirmando quem receberá oferta dos cartolas.

Podem tentar alguém na América do Sul, onde há mais técnicos competentes e os orçamentos dos clubes são muito inferiores aos do Palmeiras.

Na onda

A opção Alberto Valentin é citada por alguns conselheiros nada ou quase nada influenciam no departamento. Tem a simpatia de muitos no CT e se encaixa na tendência de investir nos mais modernos.

Será uma enorme zebra, se escolhido, pois Jair e o Carille ganharam oportunidades pelos problemas financeiros de clubes, nisso o Palmeiras é forte, e o perfil do elenco sugere treinador com mais rodagem no futebol.

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Neymar, ouça o Zeca Pagodinho e evite reclamar de barriga cheia http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/neymar-ouca-o-zeca-pagodinho-e-evite-reclamar-de-barriga-cheia/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/neymar-ouca-o-zeca-pagodinho-e-evite-reclamar-de-barriga-cheia/#comments Wed, 11 Oct 2017 19:05:54 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3207 De Vitor Birner

O apoio

Neymar é fruto de uma cultura de futebol que reverência o individualismo.  Desde quando subiu das categorias de base do Santos teve regalias dentro dos gramados.

Debati muito com os torcedores e alguns de meus colegas, que exigiam dos árbitros proteção ao craque em campo.  Reclamavam em qualquer dividida e conseguiram construir um tsunami que forçou os árbitros a alterarem as regras do futebol.

Foi o ápice do estilo ‘não me toque que é falta’, implementado pela gritaria que distorce completamente a alma do esporte.

Estou falando de um jogo ríspido e viril na essência.

Futebol é competição física, técnica, mental e coletiva (demoraram para entender a última em nosso país). Todas são parte da estratégia para a conquista dos resultados.

Em suma, encostavam no habilidoso e imediatamente o berro uníssono por falta era emitido, inclusive em lances comuns.

Era uma espécie de levante contra carrinhos, divididas na bola e jogo de corpo. As repetições insistentes de cada momento e com a utilização da câmera lenta – altera a impressão sobre o lance e facilita as reclamações – induziram quem não conhece a dinâmica no campo a achar que o permitido era inaceitável.

Lembro de explicações que nada diziam.

“Encostou” e “tinha um braço nas costas” foram algumas para afirmarem que aconteceram faltas e pênaltis em lances nos quais Neymar cavou, interpretou,  valorizou, pois conseguia cartões para os oponentes e aumentava o número de assistências e gols.

Noutras nações

Quando foi atuar em Londres, tais lances eram chamados de ‘shame diving’. Traduzindo, mergulho vergonhoso.

Imagino que pouco entendeu. Foi educado para o futebol com critérios que existem apenas aqui, onde constantes simulações geram resultados positivos.

Na Europa, essa foi a grande dificuldade para se adaptar.

Melhorou muito, aprendeu que por ser craque tem que gerenciar essa dinâmica do esporte, mas mesmo assim continua reclamando por nada.

“Isso faz parte, foi um cartão amarelo onde eu não tive culpa, não quis deixar a mão na cara dele. Mas vai da interpretação do juiz, e como sempre pro meu lado nunca é a favor”, afirmou depois do jogo diante do Chile por causa do amarelo que mereceu.

O jogador que continua protegido, tal qual Cristiano e Messi, que por ter a reverência da opinião pública pode encerrar a carreira de oponente que eventualmente o machucar em campo, reclama.

A orientação

Seria construtivo para o craque, se o estafe que tão bem administra suas trocas de agremiação o orientasse para entender que é muito mais privilegiado que prejudicado pelas arbitragens no futebol.

A música

Como curte o samba, recomendo a canção Maneiras, composta por Sylvio da Silva e interpretada pelo brilhante Zeca Pagodinho, e que afirma no refrão.

“Mas digo sinceramente, na vida a coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia”.

Neymar, repito pela enésima oportunidade, é craque, provavelmente será o melhor do mundo, mas nunca pode ser colocado acima do futebol.

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Paraguai peruano, Ospina desatento e Messi brilhante se destacam na rodada http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/paraguai-peruano-ospina-desatento-e-messi-brilhante-se-destacam-na-rodada/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/paraguai-peruano-ospina-desatento-e-messi-brilhante-se-destacam-na-rodada/#comments Wed, 11 Oct 2017 15:43:30 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3197 De Vitor Birner

A rodada teve o craque brilhando, o goleiro quase enterrando, seleção comemorando classificação á repescagem, dois favoritos cumprindo obrigação diante de seus torcedores e outro sendo eliminado pelo time com desempenho mais fraco no torneio.

O gênio

Messi merece elogios por atuar como Messi e garantir a classificação diante do time alternativo do Equador. O craque esbanjou talento e brilhou.

Além de habilidade, mostrou concentração, frieza, capacidade para resolver após a dupla de zaga dos ‘hermanos’ se equivocar e a seleção eliminada no primeiro lance conseguir o gol.

O favorito

O resultado provável no Allianz Parque era o Brasil ganhar. O time nem precisou de uma grande atuação.

No 1°t, o Chile dificultou a criação do favorito e equilibrou o andamento. Após Bravo se equivocar e o Paulinho – melhor em campo com Neymar em seguida- finalizar e comemorar o jogo foi fácil.

Quem quiser criticar os chilenos, será pela atuações noutras rodadas.

O goleiro

Ospina cometeu dois equívocos e a Colômbia, diante dos próprios torcedores, permitiu a virada do Paraguai, impediu a classificação antecipada do time de Pekerman e o forçou a resolver a vaga em Lima.

No Peru, o goleiro bobeou mais uma vez. Tocou na bola após Guerrero finalizar diretamente a falta, mas o árbitro determinara lance de tiro livre indireto, e aconteceu o empate.

O resultado de 1×1 foi o do final e ambas as seleções comemoraram. A mais forte pela classificação e a zebra porque disputará a repescagem contra a Nova Zelândia.

Ospina terá as críticas amenizadas pelo êxito nas eliminatórias.

O mico

O Paraguai foi o grande fracasso da última rodada. Necessitava ganhar da Venezuela, lanterna das eliminatórias, com apoio da barulhenta torcida no Defensores del Chaco para se classificar.

O tropeço pode ser avaliado como patético. Os venezuelanos tinham 10 derrotas, meia dúzia de empates, uma vez haviam comemorado resultado positivo  contra a Bolívia no Estádio de Maturín, e nessa rodada pela primeira vez ganharam fora do país nessa edição do torneio.

Nem a campanha fraca dentro de Assunção, onde somou 11 pontos, diminuía o favoritismo. Tinha que ganhar na técnica ou com garra e força coletiva.

O Peru foi o beneficiado.

Romero atuou desde o início, e Balbuena foi apenas opção para o técnico durante o jogo.

Confirmou

O Uruguai, com o meio de campo necessitando mais talento e a dupla de frente elogiável,  se impôs diante da Bolívia e garantiu a classificação. Nem os gols do lateral Gastón Silva e o zagueiro Godín contra Muslera impediram a classificação.

De Arrascaeta iniciou o jogo em frente ao trio de volantes. Após 75 minutos cedeu vaga para Lodero  .

O Brasil e os ‘hermanos’ têm os melhores elencos da América do Sul. A vaga na 2° colocação foi mais uma proeza da seleção do país pequeno na geografia e grande no futebol.

Aplausos e críticas

É mais difícil o Messi brilhar contra o Equador alternativo, ou o Paraguai tropeçar no caldeirão do Defensores del Chaco contra o lanterna das eliminatórias?

A grande atuação do craque ‘hermano’ e a merecedora de críticas da seleção que necessitava ganhar foram os principais capítulos da rodada na América do Sul.

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Sampaoli é brilhante, mas erra por não imitar Tite nas eliminatórias http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/09/sampaoli-e-brilhante-mas-erra-por-nao-imitar-tite-nas-eliminatorias/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/09/sampaoli-e-brilhante-mas-erra-por-nao-imitar-tite-nas-eliminatorias/#comments Mon, 09 Oct 2017 21:55:50 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3189 De Vitor Birner

Planetas opostos no futebol

Edgardo Bauza tem perfil conservador. Gosta de sistema de marcação forte e adapta a criação ao potencial dos elencos.

Montou times que priorizaram toques de lado enquanto tentavam encontrar lacunas por fora das linhas dos oponentes, e outros que atuaram recuados, investindo na velocidade para construção dos momentos de gol.

Aprecia a milonga e a catimba, admite riscos apenas quando necessários, raramente sorri durante os jogos apesar de adorar uma conversa sobre futebol, mantém a frieza na beira do gramado.

Jorge Sampaoli tem perfil contemporâneo.

Se mexe fora como se estivesse dentro do campo, é ousado, irrequieto, nunca parece completamente satisfeito com a produção dos times que orienta, e crê na versatilidade coletiva para conquistar torneios.

Altera a estratégia de jogo para jogo e durante o jogo, alguns de seus atletas necessitam atuar em mais de uma posição, além de entenderem as alternâncias de propostas do futebol.

Tem repertório variado e amplo,  enquanto o colega rodado, que assumiu a classificada Arábia Saudita, é mais calculista, pés nos chão para atingir os resultados.

O elenco dos ‘hermanos’ combina muito com quem atualmente o orienta.

O prazo

Os cartolas da AFA merecem críticas por montes de equívocos, mas aplaudo por optarem pelo treinador que foi do Sevilla na última temporada.

Mesmo assim, creio que Bauza conseguiria mais pontos, nas eliminatórias, e a seleção, hoje, viveria momento melhor para se classificar.

Sampaoli tropeçou na teimosia. Ciente da urgência por resultados, sem prazos necessários para implementar as propostas de futebol que aprecia e com oponentes mais fracos para ganhar dentro do próprio país, poderia cumprir o beabá que Tite seguiu no Brasil e montar time com cada atleta jogando tal qual na agremiação.

Depois iniciaria o que pretende e tem competência para realizar com o talentoso elenco.

Com Bauza, aposto, os ‘hermanos’ ganhariam, nem que fosse na marra, da Venezuela ou do Peru em Buenos Aires, talvez de ambos, e iriam para o Equador com mais paz.

Sampaoli tinha obrigação de obter melhores resultados nesses 2 jogos.

Os números

Os ‘hermanos com Bauza ganharam da Colômbia (3×0), o Uruguai (1×0),  Chile (1×0) e tropeçaram diante do Paraguai (ox1) atuando dentro do país.

A campanha nem foi brilhante e nem merece tantas críticas. Resultados positivos contra times mais fortes que o venezuelano e, naquela fase, que o peruano, sugerem como improváveis os empates iguais aos de Sampaoli na capital.

A troca de técnicos foi após perder em La Paz para a Bolívia, mas Bauza, nos dois jogos anteriores em Buenos Aires, tinha conseguido superar colombianos e chilenos.

A campanha de Bauza quando os ‘hermanos’ atuaram fora do país teve também o tropeço normal frente o Brasil e os empates contra Venezuela e o Peru

Sampaoli conseguiu os mesmos dois pontos contra essas seleções, mas diante da ‘hinchada’ em Nuñez e depois na Bombonera.

No outro jogo do atual treinador da seleção, foram 3 no total, empatou contra o Uruguai.

A conclusão

Sampaoli sabe melhor que todos nós que a assimilação das proposta de futebol que implementa pode ser demorada. Seria atípico para os atletas compreenderem e praticarem a dinâmica em tão pequeno prazo.

A urgência de pontos pedia que apenas dessa vez optasse por algo mais simples e de fácil adaptação. Após a classificação poderá investir naquilo que tem de especial, que é preciso para quem orienta elenco acima da média, que tanto admiro e pode ser o diferencial para garantir a conquista do Mundial, e talvez equipare o desempenho de cada atleta na seleção com o da agremiação.

Imagine o time em que Dybala, Higuaín e Messi, apenas para citar alguns, rendem como nos clubes.

Sí se puede

Os ‘hermanos’ continuam dependendo apenas do próprio desempenho para se classificarem, nem que seja na repescagem.

Torço pela competência de quem entrará no gramado de Quito e terá que impor as regras do futebol.

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Tite precisa testar time alternativo; Messi e cia que cuidem dos ‘hermanos’ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/07/tite-precisa-testar-time-alternativohermanos-sao-problema-de-messi-e-cia/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/07/tite-precisa-testar-time-alternativohermanos-sao-problema-de-messi-e-cia/#comments Sat, 07 Oct 2017 08:00:24 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3176 De Vitor Birner

Mexer para fortalecer construção

Tite deveria escalar o time misto diante do Chile. Há motivos esportivos e honestos para optar por formação alternativa.

Será construtivo oferecer mais minutos em campo aos atletas que pouco atuam na seleção, mostrar aos mesmos que podem ganhar vaga e são parte do coletivo. O jogo no Allianz Parque é uma grande oportunidade para o treinador fortalecer mais o elenco.

A liderança e a classificação garantidas afirmam que o encerramento da eliminatória é menos importante que alguns amistosos. Se nem sob tais circunstâncias mais substitutos iniciarem, será plenamente compreensível o incômodo de alguns convocados. O recado silencioso do técnico será que foram úteis diante de Austrália e podem ser no jogo de preparação frente o Japão.

E que nos torneios e nas partidas frente os times mais fortes o treinador prefere manter a base que conquista resultados positivos.

O melhor para a seleção é valorizar todo atleta que o treinador avalia como capaz. Acostumar os com menos rodagem a vestirem a camisa mais reverenciada, historicamente, no planeta do futebol, além de permitir que ganhem com desempenho elogiável apoio dos torcedores.

O treinador necessita, além de testar jogadores, aumentar a certeza sobre quais mantêm ou melhoram o padrão dentro dos gramados.

Orienta ‘apenas’  uma seleção

Se os ‘hermanos’ se classificarão, irão para a repescagem ou terão o fracasso enorme da eliminação, Sampaoli, Messi e cia necessitam solucionar.

Tite nada tem com isso. A obrigação para o treinador é priorizar o planejamento do Brasil e exigir que os escolhidos diante do Chile atuem com raça, seriedade, competência, e ganhem.

Entregar jogo, mesmo sabendo que a possibilidade da Argentina melhorar e conquistar o torneio é tão grande quanto a do time que orienta, seria algo sujo, contrário a ética de quem ama e vive do futebol.

Isso não significa que necessita desperdiçar uma oportunidade das poucas que há para preparar todo o elenco.

O time misto do Tite será mais forte que o Chile, principalmente se mantiver os pilares como Neymar e Renato Augusto, e permitir ao Gabriel Jesus reviver a alegria de atuar na Arena onde foi artilheiro, brilhou, e comemorou a conquista do torneio de pontos corridos.

Formar o time

Os ‘hermanos’ têm que fortalecer o próprio coletivo e ganhar. Para isso, antes pensarem noutros resultados, necessitam otimizar o contraditoriamente pífio sistema de criação.

Há talento sobrando no elenco.

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Deputados estaduais brincam de cartola no Rio de Janeiro http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/05/deputados-estaduais-brincam-de-cartolas-no-rio-de-de-janeiro/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/05/deputados-estaduais-brincam-de-cartolas-no-rio-de-de-janeiro/#comments Thu, 05 Oct 2017 16:55:15 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3128 De Vitor Birner

A Alerj pretende votar, hoje de tarde, o projeto de lei da autoria do eleito Samuel Malafaia (DEM), que delibera sobre a obrigação da utilização do auxílio das imagens para a arbitragem nos jogos organizados pela Federação Estadual do Rio de Janeiro.

Quando li na coluna de Ancelmo Góis que os deputados estaduais se intrometeriam no tema, me perguntei se era piada, galhofa, brincadeira de quem não tem como preencher o tempo, o que é improvável para os que moram onde há tantas belas praias.

Me pergunto se o político acha que o contribuinte paga impostos para isso, se crê que os métodos de imposição das regras dentro dos gramados são parte de suas atribuições.  A iniciativa parece uma estratégia populista, pois ‘jogar para a galera’ rendeu e renderá muitos votos nas eleições.

As pesquisas eleitorais mostram que o blablablá das soluções fáceis e o discurso de ódio têm milhões de adeptos a serem enganados pelo sujeito que investe na ignorância política alheia como principal trunfo para ser presidente.

Mas a tática populista de os deputados brincarem de cartolas tende a naufragar como valor agregado para futura eleição. Os moradores, por exemplo, da capital, sentem na pele que há urgências e os deputados deveriam priorizar o que melhora a rotina na cidade.

Espero que votem contra. Apoio a implementação da tecnologia em lances não interpretativos. Apenas acho que o assunto deve se restringir ao âmbito esportivo e que os deputados podem ser mais construtivo cumprindo o que se propuseram quando eram candidatos.

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Como o Grêmio pode ser uma bênção para o contestado Cícero http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/03/como-o-gremio-pode-ser-uma-bencao-para-o-contestado-cicero/ http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/2017/10/03/como-o-gremio-pode-ser-uma-bencao-para-o-contestado-cicero/#comments Tue, 03 Oct 2017 23:55:44 +0000 http://blogdobirner.blogosfera.uol.com.br/?p=3123 De Vitor Birner

Tem capacidade

O problema de Cícero nunca foi a capacidade para jogar futebol. É de razoável para bom no toque de bola e finalizações, sejam com o pé ou a cabeça, o que garante uma vaga na maioria dos clubes dos país.

Tal qual avalia o torcedor, o nível do esporte dentro dos gramados nacionais é médio, com pequenas oscilações para cima.

O potencial para atuar e nos melhores momentos se destacar foi inibido pela intensidade e concentração aquém das necessárias durante os jogos, pequeno comprometimento tático e consequente irregularidade nos campos.

Por isso as duas últimas agremiações em que atuou facilitaram quando alguma quis a contratação.

Em ambas

Abel Braga, na primeira entrevista da temporada após conhecer o elenco do Fluminense, afirmou que faltou empenho para o elenco na edição anterior dos pontos corridos.

Por isso, o time nas 10 últimas rodadas não ganhou. O treinador falou, inclusive, que conversou sobre isso com os atletas.

O técnico aceitou de pronto a ida de Cícero ao São Paulo. Rogério Ceni solicitou e o campo falou que a opção foi outro equívoco previsível cometido pelo ídolo da agremiação.

O rodado Abel Braga teve a mais perspicaz escolha ao facilitar a contratação pelo clube do Morumbi.

O perfil

Ninguém consegue determinar qual é a melhor maneira de atuar regularmente e ser competitivo. Se habituou a duas.

Como volante, onde, em alguns momentos, se omitiu e complicou o sistema de marcação, ou na meia onde tinha que ser mais criativo para constantemente brilhar.

As virtudes sugerem que poderia jogar como centroavante, mas isso seria referendar o que a exigente torcida do Grêmio nunca admite.

Os atletas com razoável habilidade e pouco esforçados têm mais dificuldades no clube que os menos capazes e muito dedicados nos gramados.

O clube

O empenho pequeno, a demora para entender necessidades coletivas e a acomodação talvez inconsciente – não se enquadra no perfil de quem é mole de propósito – têm que ser encerradas para mostrar o que pode nos gramados.

Talvez tenha ido para um dos melhores times nisso. Atletas com pequeno empenho, ou mesmo rendimento técnico merecedor de críticas, muitas vezes alteram o padrão trajando a camisa do Grêmio, brilham e conquistam grandes torneios.

Foi assim no timaço que o Felipão montou e ganhou a Libertadores. Jardel, monstro para marcar gols e menos valorizado do que deveria pela história do futebol, e Paulo Nunes que formou a dupla de frente naquela temporada foram contratados como o que se chamava de refugos.

O mesmo vale para Léo Moura e Cortês no atual elenco.

Recentemente, Douglas, avaliado como jogador acomodado, atuou em nível elogiável pelo Grêmio e se tivesse condição atlética, talvez continuasse brilhando nos gramados.

O contrato de Cícero com a agremiação é de apenas três meses, foi uma escolha emergencial porque Maicon se machucou, e cabe ao atleta perceber a enorme oportunidade que os cartolas e o técnico oferecem de talvez atuar pelo favorito numa semifinal da Libertadores.

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